Do cd, Òpera do Rinoceronte, Madan e Ademir Assunção - Noite e Dia segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Dor Nenhuma
Do cd, Òpera do Rinoceronte, Madan e Ademir Assunção - Noite e Dia Labiata
Noite de AutógrafosLocal: Livraria Cultura Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 - São Paulo/SP
domingo, 5 de outubro de 2008
Literatura Celular
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Cartas de amor gratuitas.

- Gabriel Garcia Marquez in “O Amor no Tempo do Cólera”
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Bonito era ver o negão cantando...
Apaixonite Aguda
Itamar Assumpção
Quando estou longe
Quero ficar perto
Quando estou perto
Quero ficar dentro
Quando estou dentro
Quero ficar mudo
Quando estou mudo
Quero dizer tudo
Percusoul
Quando este moço olhava pra platéia e parecia que me olhava... eu ficava miúdinha na íris dele.
Ausência
Itamar Assumpção
(Meu bem,)
Bem que você podia
Pintar na sala
Da minha tarde vazia
Como na poesia
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Seu olhar
O Seu Olhar
Composição: Paulo Tatit / Arnaldo Antunes
O seu olhar lá fora
O seu olhar no céu
O seu olhar demora
O seu olhar no meu
O seu olhar seu olhar melhora
Melhora o meu
Onde a brasa mora
E devora o breu
Como a chuva molha
O que se escondeu
O seu olhar seu olhar melhora
Melhora o meu
O seu olhar agora
O seu olhar nasceu
O seu olhar me olha
O seu olhar é seu
O seu olhar seu olhar melhora
Melhora o meu
O Gigante partiu para as terras do sem fim.
domingo, 28 de setembro de 2008
Lábia
Me segura qu’eu vou dar um troço
Despedida: palmas pra Wally (pra que te quero).
Remix Século XX
Armar um tabuleiro de palavras-souvenirs. Apanhe e leve algumas palavras como souvenirs.Faça você mesmo seu micro tabuleiro enquanto jogo lingüístico.Babilaque, pop, chinfra, tropicália, parangolé, beatnick, vietcong,bolchevique, technicolor, biquini, pagode, axé, mambo, rádio,cibernética; Celular, automóvel, buceta, favela, lisérgico, maconha, ninfeta, megafone, microfone, clone, sonar, sputinik, dada; Sagarana, estéreo, subdesenvolvimento, existencialismo, fórmica, arroba,antiquarios, motossera, mega sena; Cubofuturismo, biopirataria, dodecafônico, polifônico,Naviloca, polivox, polivox, polivox, polivox...
Microcontos Twitter

Troca da Primavera
sábado, 27 de setembro de 2008
Blog do Dia
http://garfosemdentes.blogspot.com/A Família Godoy (primos, de Minas e SP) publicam juntos histórias/textos/contos.
São novos, novíssimos e prometem ...
Soares Feitosa
Alguém gritou da balaustrada:
— Não é aqui não!
Era, era lá.
Uma casa antiga, um batente alto, era um orquidário.
Em tudo, uma paisagem velha como soem parecer essas florestas onde as orquídeas pendem e os pássaros chegam em rota migratória.
Não procurava pássaros, nem rotas, nem migrantes, nem orquídeas; haviam-me dito: numa velha casa, e sob uma roupa breve, os cabelos esquecidos porque os espelhos não eram convocados, mesmo assim, a beleza que sempre —... eram os olhos, isto, o olhar, ali, até...
Convocara sim as testemunhas e o dedo porque — foi dito entre os soluços e os silêncios — nem saberíamos catalogá-las, de tantas, as faltas, minhas, muito mais que as naus do catálogo dos aqueus, muito mais.
Suave como o entardecer, houvera um tempo, e agora, ali, distante, a ela, eu disse [as mãos estavam frias]:.
Não vou-te levar sozinha em viagem ilha.
Lá, deserta das outras, te tomarias de ilha e tédio.
Única maldição: sozinha!.
Aqui também — ela disse — o velho à balaustrada, ele grita o tempo todo: "Não é aqui não!"—
Ilha por ilha.
Imaginas que o mandei gritar — contra ti?
Ilha...?!.
É no convívio dos espelhos, mulher,
mulheres, que te queres bendita:
o passo da graça, nem que seja
à maneira de desembrulhar teus mortos.
Haverias de te esquecer de ti
porque das outras, o Poderoso não falava a sério, acho que não:
Parirás sob o medo!
Multiplicados sejam
os sofrimentos que não são.
Verdadeiros, só o tempo-espera,
só o tempo-só.
O resto, tudo volúpia!
Volúpia maior: a invasão da pélvis, os humores — e líquido em bolsa rasgada,
uma respiração ofegante, como se todos os deuses
de tuas narinas respirassem —
aonde vais nessa fúria?
O suor do meu rosto, sim, resigno-me!
Não posso fugir sem um espelho! (Ela disse)
.
Sagrar os espelhos, entre todas as mulheres,
dia e noite,
espelhos, a tua sina.
Eu te trouxe meias pretas.
Calça-as.
Está frio, está noite.
Lá.
Agora, gostaria de saber:
a quem o velho grita?
E, se quiseres deixar avisado,
toma o giz, escreve,
o teu, escreve-o:
— Fui eu!
Direto da Pele de Lontra...
"Caros, entre os dias 14 e 18 de outubro acontecerá o I Simpósio de Poesia Contemporânea (SIMPOESIA 2008), organizado pela Casa das Rosas e pela Universidade de São Paulo. O evento contará com a participação de 50 poetas brasileiros, de diferentes regiões do país, incluindo autores já conhecidos, como Claudia Roquette-Pinto, Roberto Piva, Glauco Mattoso, Ricardo Aleixo, Ademir Assunção, Frederico Barbosa, Ricardo Corona, e também poetas mais jovens.
Recitais poéticos, performances, palestras e debates acontecerão na USP, na Casa das Rosas, no Museu da Língua Portuguesa e na Academia Internacional de Cinema, dentro da programação do evento. Haverá também shows poético-musicais, apresentações de videopoesia e de poesia visual. Todas as atividades serão gratuitas, e a coordenação geral do evento está aos cuidados dos poetas Virna Teixeira e Antônio Vicente Seraphim Pietroforte."
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Real Grandeza
Local: Teatro Paulo Autran (Sesc Pinheiros)
Preço(s):R$ 20,00.
Data(s):27 e 28 de setembro de 2008.
Horário(s):sábado, 21h; domingo, 18h.
http://www.sescsp.org.br
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Sudoeste
...tenho por princípios
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Antônio José Santana Martins
Babilaques
Encontro com o compositor Tom Zé, que lê e comenta poemas do escritor Waly Salomão, onde o público é também convidado a ler.
Retirada de senha na bilheteria do SESC Pinheiros com 1 hora de antecedência.
SESC Pinheiros
Dia(s) 24/09
Quarta, às 20h
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Café Filosófico em São Paulo

Maria Rita Kell (psicanalista)
Tai Castilho e Paulo Fernando Pereira de Souza (terapeutas de família).
João Silvério Trevisan (escritor e cineasta).
Sócrates Nolasco (psicoterapeuta).
Inimá Simões ( curador).
Tom Jazz: Avenida Angélica, 2331 – Higienópolis.
Telefones: (11) 3255-0084 / 3255-3635.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
A viagem do Elefante, fragmento.
Não há vento, porém a névoa parece mover-se em lentos turbilhões como se o próprio bóreas, em pessoa, a estivesse soprando desde o mais recôndito norte e dos gelos eternos. O que não está bem, confessemo-lo, é que, em situação tão delicada como esta, alguém se tenha posto aqui a puxar o lustro à prosa para sacar alguns reflexos poéticos sem pinta de originalidade. A esta hora os companheiros da caravana já deram com certeza pela falta do ausente, dois deles declararam-se voluntários para voltar atrás e salvar o desditoso náufrago, e isso seria muito de agradecer se não fosse a fama de poltrão que o iria acompanhar para o resto da vida, Imaginem, diria a voz pública, o tipo ali sentado, à espera de que aparecesse alguém a salvá-lo, há gente que não tem vergonha nenhuma.
Sobre o novo livro...
José Saramago termina "A viagem do Elefante", seu novo livro "Por muito incongruente que possa parecer..." são as primeiras palavras de "A viagem do elefante", uma idéia que Saramago carrega há mais de dez anos, quando viajou à Áustria e, por acaso, entrou em um restaurante de Salzburgo chamado "The Elephant" (O Elefante).
O Prêmio Nobel de Literatura está atualmente em sua casa em Lanzarote (Ilhas Canárias), onde terminou seu livro e se recuperou de uma doença respiratória que ameaçou sua vida.
Pilar, que também é presidente da Fundação Saramago, acrescenta que "a compaixão solidária atravessa a obra, a distingue e a significa".
O caderno de Saramago
Eu gosto do Saramago, não de hoje, não de ontem, na verdade nem sei há quanto tempo. Já fiquei em fila para vê-lo, já comprei lugar com cadeira marcada, já cometi minhas tietagens. Parece bobagem, digo à mim mesma, mas assim como há poetas que me fascinam, há este velho escritor que pontua a minha vida com alguns personagens inesquecíveis.Mas, tenho a sensação que o maior personagem dos seus livros é ele mesmo. Toda a sua obra, parece autobiográfica e se a sensação, por vezes, é de repetição, o trabalho braçal de persistir em mais um enredo ganha corpo e novas estradas se abrem, e novos personagens surgem frescos, vivos, com todos seus complexos, reflexos, verdades e desvios.
Pra ser sincera, posso confessar: escrevi algumas cartas pro Saramago que estão guardadas em meu baú. Pouco importa-me se um dia hei de entregar-lhe, mas importa-me o que dali nasceu. E, muitas foram as perguntas, e muitos foram os dias de perdição e muitas foram as cartas sem remetente, sem endereço que restaram pra eu reler numa viagem qualquer... pode ser até a Azinhaga... quem sabe ?
Detalhe: agora ele é blogueiro e criou O Caderno de Saramago...
A Cega das InSônias
Sêo Moço,
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Você conhece...

Assim que receberem suas coisas, enviem fotos para o email dela para que seja publicado no Chiquitim. O bacana é você se apresentar a seu par e dar algumas dicas do que você gosta ou não. Ah, você conhece alguém que gostaria de participar da brincadeira?
Convide-a!!!
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Pia Fraus
-na voz e bateria da canção Ensaboa (no cd Mais da Marisa Monte),
-na Banda Isca de Polícia, de Itamar Assumpção,
-ao lado de Paulo Lepetit no cd Música Preta Branca e etc... Agora a cozinha quer falar,
-na composição antiga, dele mesmo, Vento de Amor,
-no cd da Adriana Capparelli,
-com a Ná Ozzeti em A Olhos Nús (do Wisnik),
além de várias outras participações aqui não listadas. Sua última apresentação foi no projeto Prata da Casa (Sesc Pompéia - R. Clélia, 93, tel. 3871-7700).
Todas as terças, em Moema, no Ventania Bar (ao lado do Shopping Ibirapuera), você pode vê-lo e se emocionar.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
Ressalva do Marcelo Mirisola
a velha, na verdade, é um travesti ..."
E eu achando que era uma senhora velha (no velho estilo Charles Buchowski!)"
sábado, 6 de setembro de 2008
Animais em Extinção, Marcelo Mirisola.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Entrelinhas
Cenário Lúdico Peruca de espuma, bolhinhas de sabão e xixi no chão. Desenho abstrato no azulejo do banheiro.
Cantoria desafinada e camiseta velha, puída. Lápis na mão e um monte de idéias no chão.
A vida espalhada em recortes de jornais passados...
Detalhe de Imagem: Desenho sobre papel by Sônia Alves Dias
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Amores Perros
A Bienal deveria ser boicotada. Quem não oferece estrutura não merece estrelas.
Quanto à Guillermo, muito sereno e simpático, discorreu sobre roteiros e adaptações. Prestou atenção no público e levantou-se inúmeras vezes para palestrar como professor que é. Saí de lá, admirando-o um pouco mais. Com olhos vivos e sábias palavras disse-nos:
"esqueçam o talento, ele não existe, busquem o trabalho da mente, dia após dia, palavra após palavra. não deixem as cores secarem... é preciso construir um novo diálogo todos os dias, se você estiver pronto, um dia estará no lugar certo na hora certa... e as coisas acontecerão"
Ao final, entreguei pra ele um bilhete manuscrito que continha uma letra do Madan que assim dizia:
não existe
sorte
azar
não existe
tudo é risco
arrisque
leão de zôo
tem os olhos
tristes
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
O canto da louca desconhecida - I
O canto da louca desconhecida - II
* * *
Entrei naquela casa oca, levemente enjoada. No ar, um cheiro estranho, invadia minhas narinas e incomodava os sentidos. Os cantos eram marcados por móveis ausentes. No centro, um amontoado de papéis pardos e correspondências antigas, largados ao léu. Em sua aparente loucura, a mulher gesticulava e falava palavras desconexas , frases sem sentido "eles estão chegando e eu preciso me esconder rápido" – eles quem ? – "preciso fechar as portas muito bem fechadas " – que portas ? – "os comunistas vão tomar tudo ..." – comunistas ? – Eu não entendia o que estava havendo, o que ela queria me dizer, sabia apenas que deveria ficar ao lado dela...
O canto da louca desconhecida - III
Vertigem. Roda Gigante. Carrossel em caixinha de música antiga. As imagens intercaladas , marcadas pelas palavras da louca me ensurdeciam. Meu corpo suava frio e a sensação que me inundava era de que a sala pequena não me cabia, por isso eu precisava caminhar pelo teto, me arrastando pelas paredes. As ruas lá foram, pareciam mais escuras, não havia portas abertas - nem fechadas... não havia portas em lugar nenhum...
* * *
O canto da louca desconhecida - IV
O canto da louca desconhecida - V
Vou tateando teto, tateando chão. A louca agora é um vulto que se esconde atrás de uma grade na janela. Seus cabelos selvagens voam e ela esgueira-se sorrateiramente pelos cantos vazios. Por entre sombras que gargalham ironicamente ela ... desliza, escorre, desaparece.
Um sino toca. Um grito estridente rasga a escuridão. As mãos dela estão presas às minhas. Não tento me soltar, quero apenas uma porta para abrir. A rua está dentro da casa. Corremos em círculos, de cócoras, de joelhos. Escorremos pelo piso frio, pelos vãos.
"Eles chegaram!"
- ela grita -
O canto da louca desconhecida - VI
Grito também e sigo-a desorientadamente. Corremos para todos os lugares, sem destino certo. Perdemo-nos em ruas sem fim. As ruas se confundem, entre brechas de janelas e corredores vazios. Vejo homens chegando armados com bandeiras vermelhas. Fico desesperada e procuro saídas imaginárias. Tudo é caos. Mas, a louca em seu canto, com olhos esbugalhados, gargalha. Eu sei que as ruas estão dentro da casa, sei que a casa está cercada e eu estou presa dentro dela. E, por entre ruas de pedras e ruas de terras, madeiras em assoalhos lisos nos levam involuntariamente para uma calçada de flores mortas.
O canto da louca desconhecida - VII
Corremos . Mas, meus pés aprisionados por pesadas correntes , apodrecem como madeira velha. Caio e não consigo me levantar. Grito, com todas as forças do meu pulmão e o sol invade a noite sem razão aparente . Agora todos os caminhos estão livres, e a rua está fora da casa, e eu estou sozinha dentro dela. Sinto muito frio. Tremo. Os pêlos do meu corpo se eriçam, ficam à espreita, fecham-se como espadas sobre meu corpo desnudo.
O canto da louca desconhecida - VIII
Acrílico sobre tela (fragmento) by Sônia Alves DiasMuros fechados, eu vejo. Por entre as pálpebras, chove e eu me derramo convulsivamente. Fujo pra fora de casa e, ruas sem sinalização, me conduzem à um labirinto onde minhas veias são minhas únicas rotas. Um homem me persegue implacavelmente , pois precisa me entregar algo... ( o que seria ? não sei... preciso fugir dele, não quero receber o que ele precisa me entregar! preciso fugir incessantemente ) . Quebro um vidro de um carro parado. Rasgo a veia do meu pescoço. O vermelho toma conta do ar, me tinge de escarlate fátuo. Sinto-me sufocar. Enfio os dedos entre a fina pele e as articulações e puxo todos os nervos para fora do meu corpo.A louca aparece indignada, em sua brancura infernal , em seu quintal extenso, com ervas daninhas ao lado do passeio descuidado. Espirro sangue, por todos os cantos. Há cor demais agora, entre nós. Ela tenta me arrastar pelos cabelos , que estavam cuidadosamente penteados e partidos ao meio , numa única trança sem nó.
O canto da louca desconhecida - X
Com os nervos expostos, fujo. Ela se agarra em minhas tranças e foge comigo. Somos siamesas, percebo ao passarmos por um espelho. Volto lentamente. Observo-a, observo-me. Louca eu, me pareço. Louca ela, tenho certeza. Como nos tornamos siamesas, não saberia explicar. Porém, em determinado momento, nos transformamos em uma só pessoa e tínhamos o mesmo olhar, o mesmo andar, a mesma altura, os mesmos pensamentos , os mesmos movimentos e a mesma loucura.
O canto da louca desconhecida - XIV
Acrílico sobre tela (fragmento) by Sônia Alves DiasAs ruas transformavam-se em rios, que iam sendo desfeitos conforme passávamos. Num estrondo assustador , um relâmpago cortou o céu. Senti o sangue coalhado, formando desenhos em minha pele desnuda. Várias figuras transbordavam sentimentos, várias imagens desconexas, entravam e saiam do meu campo de visão.
O canto da louca desconhecida - XV
Ao pisar sobre uma poça d´água percebi que era uma garota novamente que, ingenuamente, sorria com um dedo na boca e um cata-vento na mão. O sangue, maçã-do-amor, me dava vontade de lamber-me. E, como se isto fosse um pecado imperdoável, levantei os olhos para o alto e vi...
O canto da louca desconhecida - XVI
Acrílico sobre tela (fragmento) by Sônia Alves Dias
...parada no umbral da minha porta - no topo dos degraus que aleatoriamente me conduziriam ao céu , uma imagem flutuante e assustadora. Os cabelos emaranhados , pesavam como se fossem o fim de uma tempestade. Os olhos esgazeados afundados desmanchavam-se na órbita ocular . As mãos senis esticadas, apontavam em minha direção como se concretizassem uma maldição. As vestes brancas rasgadas, pareciam o rufar de um pássaro selvagem. Apesar da aparência de louca ... eu não tive medo de subir até onde ela me esperava... e entrei na sala branca com seus cantos vazios , marcados por pessoas ausentes...















