terça-feira, 30 de setembro de 2008

O Gigante partiu para as terras do sem fim.

Gigante Brazil, ao lado de Suzana Salles,
na lendária banda Isca de Polícia, de Itamar Assumpção

Eu me intimidava com o Gigante. Também, quem é que não se sentia assim ao lado dele ? Mas, bastava ele sorrir pra desarmar a gente. Parecia até que a alma voava, viajava naquelas mãos acrobáticas dele. Quando perto dele estive e, foram algumas raras vezes, minha voz (que já não é muita) parecia soar menor...  era tão querido!

Ele, apesar de gigante, tinha uma voz mansa como leão em zôo cativo. Eu, tinha a sensação que ele só esperava subir ao palco pra rugir e derrubar tudo. Mas, a serenidade dele era incrível... e mesmo com a voz mansa, com os movimentos cadenciados e parecendo tocar pratos no ar... ele quebrava tudo.

Gigante Brazil fará falta. Figura lendária, tomava o show inteiro e, se Itamar não fosse tão xamã e irmão do negro beleza era bem capaz de ter perdido a vez e ter ficado em segundo plano. Mas, no palco, não havia segundo plano. Havia sempre primeiro. Primeiro Itamar, primeiro Negão. Gigantes, os dois.

Os palcos ficarão mais pobres, talvez poucos sentirão sua falta. Mas, os que sentirão saberão, daqueles dois moços luzentes: guerreiros, antigos.

3 comentários:

Micheliny Verunschk disse...

Triste notícia, Sõnia. O Brasil fica menor sem o Brazil.

beijo!

Anônimo disse...

Itamar Assumção morreu ?

Pouts, que merda!

paganus blogger disse...

OI DESCULPA INVADIR ASSIM O SEU BLOGGER MAIS É Q ACHEI SEU TEXTOS E IDEIA EXCELENTES,BARABENS ... E NAO PODE DIXAR DE COMENTAR....
ABRÇAO... LEANDRO....