Corremos . Mas, meus pés aprisionados por pesadas correntes , apodrecem como madeira velha. Caio e não consigo me levantar. Grito, com todas as forças do meu pulmão e o sol invade a noite sem razão aparente . Agora todos os caminhos estão livres, e a rua está fora da casa, e eu estou sozinha dentro dela. Sinto muito frio. Tremo. Os pêlos do meu corpo se eriçam, ficam à espreita, fecham-se como espadas sobre meu corpo desnudo.
Enxergar mais longe
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Numa torre mágica, vivia um menino.
Lá do alto, ele podia avistar o mundo inteiro:
os bichos e seus sonhos mais dourados;
as lágrimas azuis de quem atra...


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