
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Modinha de ser poeta

Hoje, vou beber com Lupicínio...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Na vertigem do dia
(Ferreira Gullar)
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
(em 'Na Vertigem do Dia', 1975-1980)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Os anjos caídos

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Sem nome e de partidas...

(Hilda Hilst)
I
Que este amor não me cegue nem me siga.
E de mim mesma nunca se aperceba.
Que me exclua do estar sendo perseguida
E do tormento
De só por ele me saber estar sendo.
Que o olhar não se perca nas tulipas
Pois formas tão perfeitas de beleza
Vêm do fulgor das trevas.
E o meu Senhor habita o rutilante escuro
De um suposto de heras em alto muro.
Que este amor só me faça descontente
E farta de fadigas. E de fragilidades tantas
Eu me faça pequena. E diminuta e tenra
Como só soem ser aranhas e formigas.
Que este amor só me veja de partida.
II
E só me veja
No não merecimento das conquistas.
De pé. Nas plataformas, nas escadas
Ou através de umas janelas baças:
Uma mulher no trem: perfil desabitado de carícias.
E só me veja no não merecimento e interdita:
Papéis, valises, tomos, sobretudos
Eu-alguém travestida de luto. (E um olhar
de púrpura e desgosto, vendo através de mim
navios e dorsos).
Dorsos de luz de águas mais profundas. Peixes.
Mas sobre mim, intensas, ilhargas juvenis
Machucadas de gozo.
E que jamais perceba o rocio da chama:
Este molhado fulgor sobre o meu rosto.
III
Isso de mim que anseia despedida
(Para perpetuar o que está sendo)
Não tem nome de amor. Nem é celeste
Ou terreno. Isso de mim é marulhoso
E tenro. Dançarino também. Isso de mim
É novo: Como quem come o que nada contém.
A impossível oquidão de um ovo.
Como se um tigre
Reversivo,
Veemente de seu avesso
Cantasse mansamente.
Não tem nome de amor. Nem se parece a mim.
Como pode ser isto? Ser tenro, marulhoso
Dançarino e novo, ter nome de ninguém
E preferir ausência e desconforto
Para guardar no eterno o coração do outro.
VII
Rios de rumor: meu peito te dizendo adeus.
Aldeia é o que sou. Aldeã de conceitos
Porque me fiz tanto de ressentimentos
Que o melhor é partir. E te mandar escritos.
Rios de rumor no peito: que te viram subir
A colina de alfafas, sem éguas e sem cabras
Mas com a mulher, aquela,
Que sempre diante dela me soube tão pequena.
Sabenças? Esqueci-as. Livros? Perdi-os.
Perdi-me tanto em ti
Que quando estou contigo não sou vista
E quando estás comigo vêem aquela.
VIII
Aquela que não te pertence por mais queira
(Porque ser pertencente
É entregar a alma a uma Cara, a de áspide
Escura e clara, negra e transparente), Ai!
Saber-se pertencente é ter mais nada.
É ter tudo também.
É como ter o rio, aquele que deságua
Nas infinitas águas de um sem-fim de ninguéns.
Aquela que não te pertence não tem corpo.
Porque corpo é um conceito suposto de matéria
E finito. E aquela é luz. E etérea.
Pertencente é não ter rosto. É ser amante
De um Outro que nem nome tem. Não é Deus nem Satã.
Não tem ilharga ou osso. Fende sem ofender.
É vida e ferida ao mesmo tempo, “ESSE”
Que bem me sabe inteira pertencida.
IX
Ilharga, osso, algumas vezes é tudo o que se tem.
Pensas de carne a ilha, e majestoso o osso.
E pensas maravilha quando pensas anca
Quando pensas virilha pensas gozo.
Mas tudo mais falece quando pensas tardança
E te despedes.
E quando pensas breve
Teu balbucio trêmulo, teu texto-desengano
Que te espia, e espia o pouco tempo te rondando a ilha.
E quando pensas VIDA QUE ESMORECE. E retomas
Luta, ascese, e as mós do tempo vão triturando
Tua esmaltada garganta... Mas assim mesmo
Canta! Ainda que se desfaçam ilhargas, trilhas...
Canta o começo e o fim. Como se fosse verdade
A esperança.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Dando o recado
"Pessoas queridas, há pouco mais de um mês iniciei um novo trabalho. estou na coordenação de programação cultural da recém-inaugurada biblioteca de são paulo, que pretende ser a "mãe de todas as bibliotecas do estado", uma biblioteca central nos moldes da festejada biblioteca de santiago, no chile. visitem, ajudem a divulgar, prestigiem nossa programação. para quem está fora de são paulo, quando passar pela cidade não deixe de aparecer, de repente a gente toma um café (ah, sim, eu não tomo café, mas tudo bem). enfim, para saber mais links: uma matéria que saiu no estadão (do dia da inauguração, semana passada) e o blog da biblioteca"
Matéria: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100208/not_imp507844,0.php
Av. Cruzeiro do Sul, 2630
Santana 02031 000 fone 11 2089 0800
ao lado da estação Carandiru de metrô
beijocas mis!
Me and You and Everyone We Know

Sinopse: Christine Jesperson (Miranda July) é uma solitária artista plástica, que divide seu tempo entre suas criações e seu trabalho como motorista para pessoas idosas ou que não possam dirigir. Ao levar um de seus clientes a uma loja ela conhece Richard Swersey (John Hawkes), um vendedor de sapatos que a convence a comprar um par mais confortável. Richard se separou recentemente e agora mora com seus dois filhos, Peter (Miles Thompson) e Robby (Brandon Ratcliff), com quem tem um relacionamento distante. Logo Christine se interessa por Richard, mas ele ainda tem receio de iniciar um novo relacionamento.
Abobrinhas, não!
Tem domingos que acordo com saudades do Itamar e me ponho a cantar...
Itamar Assumpção
cansei de ouvir abobrinhas
vou consultar escarolas
prefiro escutar salsinhas
pedir consolo às papoulas
e às carambolas
pedir um help ao repolho
indagar umas espigas
aprender com pés de alho
ouvir dicas das urtigas
e dessas tulipas
um toque pro miosótis
um palpite do alpiste
uma luz da flor de lótus
pedir alento ao cipreste
e pra dama da noite
pedir conselho à serralha
sugestão pro almeirão
idéias para azaléias
opinião para o limão, pimentão
abobrinhas não
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Caixinha de fósforo
Eu gosto tanto da Casa de Francisca que se pudesse, moraria lá dentro, com rádinho de pilha, cantando com Lupicínio... sozinha.SozinhaLupicínio Rodrigues
Num ranchinho velho, feito de sopapo,
o seu rádio de noite era o canto de um sapo,
sua cama uma esteira entendida no chão.
Sua refeição era um bocado de charque e farinha,
pois nem prá comer a coitada não tinha,
sequer no café, um pedaço de pão.
Levei pro meu sítio,
troquei por cetim os seus trapos de chita,
até prá "marvada" se ver mais bonita
pus luz no seu quarto, invés de candeeiro.
E só por dinheiro, sabem o que fez essa ingrata mulher?:
fugiu com o doutor que eu mesmo chamei
e paguei prá curar os seus bichos-de-pé.
Assim me falou
um pobre matuto, coitado, chorando
em seu desespero foi me ensinando,
que em todo lugar mulher sempre é mulher.
Se pede uma flor e a gente lhe dá ela exige uma estrela
e se por acaso ela não obtê-la
se vai com o primeiro homem que lhe der.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Valentine's Day
Pegou o batom vermelho e contornou os lábios lentamente.
Os olhos, delineados, declaravam desejos secretos.
Colocou o corpete preto de veludo, para que as mãos deslizassem pelo corpo, sem tropeços. Deu dois lacinhos pequenos, para que se soltassem quando a música de amor tocasse, como nos filmes antigos, que via nos cineclubes do cidade.
Com o tule de suas telas, fez adereço para as costas, nuas.
Sentiu-me mulher, não fatal, mas com asas.
Rasgou o tecido de Voil, que passara a noite desenhando (leve, semi-transparente e simples mas que em suas pequenas mãos parecia chantilly escorrendo entre os dedos) e amarrou na cintura como se fosse um sari. Nele havia desenhos de desejos, nele um conto, nele palavras deitadas que lhe moldavam a pele)... mais bonito e sensual do que qualquer vestido de manequim, tinha certeza.
Pegou o perfume que mais gostava, Very Irrésistible - Eau de Parfum - Givenchy, o liláz que seduzia o olfato e deixava um rastro de desejo da nuca ao tornozelo, e romanticamente vaporizou duas gotas no ar.
Projetou os seios para frente e entrou na nuvem delicada de cheiro. Sentia-se audaciosa, afinal era Valentine´s Day.
No quarto, espalhou rosas. Forrou as paredes com cortinas desenhadas por si mesma. Cada parte, contava uma estória de mil e uma noites. Era para o tempo se perder, para os olhos se perderem, para não encontrarem o caminho de volta.
Espalhou poemas impublicáveis de Drummond pelo aparador. Ah, Drummond, moço de tantos poemas que nunca tivera coragem de ler com ninguém ... " Talvez que a moça hoje em dia... Talvez. O certo é que nunca. E se tanto se furtara com tais fugas e arabescos e tão surda teimosia, por que hoje se abriria? Por que viria ofertar-me quando a noite já vai fria..." releu baixinho...
Abriu um prosecco, adorava. O líquido escorreu pela sua boca e ela tocou os lábios, antecipando prazeres.
Beber lhe dava uma ousadia que a fazia corar no dia seguinte, diante das lembranças ...
Ligou o som e deixou o ar se invadir de Sade (a cantora e o Marquês).
Com a taça entre os dedos, dançando devagarzinho, cantarolou sussurrando "Your love is king...crown you in my heart. Your kisses ring...round and round and round my head. I'm coming up, I'm coming. You're making me dance, inside..." . Esta canção a enchia de paixão, traduzia exatamente o que sentia naquele instante, o que queria dizer.
Sorriu levemente, subiu a meia de seda até o alto da coxa... a campainha tocou como sino de castelo antigo.
Ela correu para colocar o par de sapato de salto alto, com coração de strass nos pés...
Enquanto se encaminhava para a porta a música repetia baixinho "your love is real...is real"
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Memórias...
"No ano de meus noventa anos quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem. Lembrei de Rosa Cabarcas, a dona de uma casa clandestina que costumava avisar aos seus bons clientes quando tinha alguma novidade disponível. Nunca sucumbi a essa nem a nenhuma de suas muitas tentações obscenas, mas ela não acreditava na pureza de meus princípios. Também a moral é uma questão de tempo dizia com sorriso maligno, você vai ver. "
Em seu aniversário de 90 anos, um cronista , cujo vida foi desprovida de afeto, pelo medo de se entregar, pretende presentear a si mesmo com uma noite de amor louco com uma adolescente virgem. Porém, ao vê-la dormindo, não tem coragem de acordá-la e se apaixona pela garota adormecida.
Faça como eu, passe um esmalte laranja bemmm fooorte, vermelho aberto mesmo, Garota Verão (coisa que nunca faço, pois sou básica e gosto de translúcidos) e leve o Memórias pra passear com você.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Sauna Finlandesa
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Vênus no banheiro
* * *
a cabeça oca
vermelha touca
cobra coral
lambo-lhe a boca
os dedos do pé
os cabelos do corpo
labaredas de fogo
fogo de inverno
fogo de mercúrio
Vênus desceu
do Cosmo
Vênus sou Eu
teia de aranha
Caranguejo anda
de lado e desanda
em São Paulo tem Café
na Bahia tem Coca
corro atrás de quem está na frente
e quem está atrás de mim corre também
cobra corre e escorre
lânguida e morna
boca vermelha
língua cintilante
olhos piscantes
veneno fatal
sem repouso, escoa
e no asfalto preto
incendeia
verMElha
domingo, 7 de fevereiro de 2010
500 dias de Verão

sábado, 6 de fevereiro de 2010
Recordações
Sou comum, apenas mais uma moça sem nome no meio da multidão. Não escalei o topo do Everest, não deixei marca nenhuma em nenhum lugar. Não pari e tive a tristeza de ver meu pai partir.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Noturna e Imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
- Hilda Hilst -
Esse cavalo morto no jardim
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Conversa fiada
Renato Braz e Bré, são não são meus compadres porque nunca nos apresentaram uma roda de viola. Mas, que eu me sinto uma comadrinha, ah me sinto... e sei que sou... ô se sei...
Por isso, vamos todo mundo lá pra Casa de Francisca, botar a prosa em dia.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Dos tantos dias...
sábado, 28 de novembro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Pérolas aos poucos

Pérolas Aos Poucos
Composição: Zé Miguel Wisnik e Paulo Neves
Eu jogo pérolas aos poucos ao mar
Eu quero ver as ondas se quebrar
Eu jogo pérolas pro céu
Pra quem pra você pra ninguém
Que vão cair na lama de onde vêm
Eu jogo ao fogo todo o meu sonhar
E o cego amor entrego ao deus dará
Solto nas notas da canção
Aberta a qualquer coração
Eu jogo pérolas ao céu e ao chão
Grão de areia
O sol se desfaz na concha escura
Lua cheia
O tempo se apura
Maré cheia
A doença traz a dor e a cura
E semeia
Grãos de resplendor
Na loucura
Eu jogo ao fogo todo o meu sonhar
Eu quero ver o fogo se queimar
E até no breu reconhecer
A flor que o acaso nos dá
Eu jogo pérolas ao deus dará.
José Miguel Wisnik
Sex/Sáb [06 e 07/11] 22h30 - R$35
Local: Casa de Francisa
domingo, 18 de outubro de 2009
Filmes 33º Mostra de Cinema
“35 Shots of Rum”, de Claire Denis (França)
“500 Dias com Ela”, de Marc Webb (EUA)
“A Farewell to Hemingway”, de Svetoslav Ovtcharov (Bulgária)
“A Fita Branca”, de Michael Haneke (Áustria)
“A Frozen Flower”, de Yu Ha (Coreia)
“A Man who Ate his Cherries”, de Payman Haghani (Irã)
“À Procura de Eric”, de Ken Loach (Inglaterra)
“A Religiosa Portuguesa”, de Eugéne Green (Portugal)
“A Zona”, de Sandro Aguilar (Portugal)
“Accidents Happen”, de Andrew Lancaster (Austrália)
“Aconteceu em Woodstock”, de Ang Lee (EUA)
“Adam”, de Max Mayer (EUA)
“Adam Resurrected”, de Paul Schrader (EUA)
“Altiplano”, de Peter Brosens e Jessica Woodworth (Alemanha)
“Amer”, de Hélène Cattet e Bruno Forzani (Bélgica, França)
“American Swing”, de Jon Hart e Mathew Kaufman (EUA)
“Amor en Tránsito”, de Lucas Blanco (Argentina)
“Amreeka”, de Cherien Dabis (EUA)
“Anaphylaxis”, de Ayman Mokhtar (Reino Unido)
“Ander”, de Roberto Castón (Espanha)
“Art Inconsequence”, de Robert Kaltenhaeuser (Alemanha)
“Arte de Roubar”, de Leonel Vieira (Portugal)
“Backyard”, de Carlos Carrera (México)
“Bad Day to Go Fishing”, de Alvaro Brechner (Espanha, Uruguai)
“Bathory”, de Juraj Jakubisko (Eslováquia)
“Be Calm and Count to Seven”, de Ramtin Lavafipour (Irã)
“Being Mr. Kotschie”, de Norbert Baumgarten (Alemanha)
“Beket”, de Davide Manuli (Itália)
“Bilal”, de Sourav Sarangi (Índia)
“Borderline”, de Lyne Charlebois (Canadá)
“Bright Star”, de Jane Campion (Reino Unido)
“Buddenbrooks”, de Heinrich Breloer (Alemanha)
“Carmel”, de Amos Gitaï (Israel, França)
“Chasing Che”, de Alireza Rofougaran (Irã)
“Cinerama”, de Inês de Oliveira (Portugal)
“Coffin Rock”, de Rupert Glasson (Austrália)
“Cold Souls”, de Sophie Barthes (EUA)
“Colin”, de Marc Price (Reino Unido)
“Comrade Couture”, de Marco Wilms (Alemanha)
“Cooking with Stella”, de Dilip Mehta (Canadá)
“Courting Condi”, de Sebastian Doggart (EUA, Reino Unido)
“Coweb”, de Xin Xin Xiong (Hong Kong, China)
“Crap’s Game”, de Ali Özgentürk (Turquia)
“Daniel & Ana”, de Michel Franco (México, Espanha)
“Dark Buenos Aires”, de Ramon Termens (Espanha, Argentina)
“Dear Lemon, Lima”, de Suzi Yoonessi (EUA)
“Delphi – 6”, de Rakeysh Omprakash Mehra (Índia)
“Desperados on the Block”, de Tomasz Emil Rudzik (Alemanha)
“Dogtooth”, de Yorgos Lanthimos (Grécia)
“Dorfpunks”, de Lars Jessen (Alemanha)
“Efeitos Secundários”, de Paulo Rebelo (Portugal)
“El Sistema”, de Paul Smaczny, Maria Stodtmeier (Alemanha)
“Eastern Plays”, de Kamen Kalev (Bulgária)
“Every Little Step”, de James D. Stern e Adam Del Deo (EUA)
“Everyone Else”, de Maren Ade (Alemanha)
“Fence”, de Toshi Fujiwara (Japão)
“Film Is a Girl & a Gun”, de Gustav Deutsch (Áustria)
“Food Inc.”, de Rebert Kenner (EUA)
“Formosa Betrayed”, de Adam Kane (EUA, Tailândia)
“Frontier Blues”, de Babak Jalali (Irã, Reino Unido, Itália)
“Futebol Brasileiro”, de Miki Kuretani (Japão)
“German Souls”, de Martin Farkas, Matthias Zuber (Alemanha)
“Germany 09”, de Fatih Akin, Tom Tykwer e outros (Alemanha)
“Go Get Some Rosemary”, de Joshua e Ben Safdie (EUA)
“Green Water”, de Mariano de Rosa (Argentina)
“Hair India”, de Raffaele Brunetti e Marco Leopardi (Itália)
“Hangtime”, de Wolfgang Groos (Alemanha)
“Havan York”, de Luciano Larobina (México)
“Heiran”, de Shalizeh Arefpour (Irã)
“Henri-Georges Clouzot’s Inferno”, de Serge Bromberg e Ruxandra Medrea (França)
“Huacho”, de Alejandro Fernández Almendras (Chile)
“Humpday”, de Lynn Shelton (EUA)
“Ibrahim Labyad”, de Marwan Hamed (Egito)
“Initiation”, de Peter Kern (Áustria)
“Into The Lion’s Den”, de Nicolas Bénac, Cedric Robion (França)
“Irene”, de Alain Cavalier (França)
“Katalin Varga”, de Peter Strickland (Romênia)
“Kalandia – A Checkpoint Story”, de Neta Efrony (Israel)
“Kicks”, de Lindy Heymann (Reino Unido)
“Kids and Kids”, de Zhang Feng (China)
“King Hugo and His Dumsel”, de Franco De Peña (Polônia, Venezuela)
“La Guerre des Fils de la Lumière Contre les Fils des Ténèbres”, de Amos Gitaï (França)
“La Pivellina”, de Rainer Frimmel e Tizza Covi (Áustria, Itália)
“Les Beaux Gosses”, de Riad Sattouf (França)
“Les Herbes Folles”, de Alain Resnais (França)
“Life in the Building Blocks”, de Alfredo Hueck, Carlos Caridad (Venezuela)
“Little Joe”, de Nicole Haeusser (EUA)
“London River”, de Rachid Bouchareb (Reino Unido, França, Argélia)
“Madholal Keep Walking”, de Jaí Tank (Índia)
“Mamachas of the Ring”, de Betty M Park (Bolívia, EUA)
“Menino Peixe”, de Lucía Puenzo (Argentina)
“Miss Stinnes Motors Round the World”, de Erica von Moeller (Alemanha)
“Morrer como um Homem”, de João Pedro Rodrigues (Portugal, França)
“Mother”, de Bong Joon-ho (Coreia)
“O Cerco – A Democracia nas Malhas do Neoliberalismo”, de Richard Broullitte (Canadá)
“O Fantástico Sr. Raposo”, de Wes Anderson (EUA)
“O Imaginário do Dr. Parnassus”, de Terry Gilliam (Reino Unido)
“Of Heart and Courage, Ballet Bejart Lausanne”, de Arantxa Aguirre (Espanha)
“Of Parents and Children”, de Vladimir Michalek (República Tcheca)
“On Foot”, de Fereydoun Hasanpour (Irã)
“One Week”, de Michael McGowan (Canadá)
“Only When I Dance”, de Beadie Finzi (Reino Unido)
“Os Sorrisos do Destino”, de Fernando Lopes (Portugal)
“Outrage”, de Kirby Dick (EUA)
“Oye Lucky! Lucky Oye!”, de Dibakar Banerjee (Índia)
“Paperplanes”, de Simon Szabó (Hungria)
“Partners”, de Frederic Mermoud (França, Suíça)
“Peter & Vandy”, de Jay Di Pieto (EUA)
“The Private Lives of Pippa Lee”, de Rebecca Miller (EUA)
“Playground”, de Libby Spears (EUA)
“Politist, Adjectiv”, de Corneliu Porumboiu (Romênia)
“Prank”, de Péter Gárdos (Hungria)
“Polytechnique”, de Denis Villeneuve (Canadá)
“Ramirez”, de Albert Arizza (Espanha)
“Red Sunrise”, de Gianfranco Pannone (Itália)
“Salvage”, de Lawrence Gough (Reino Unido)
“Samson & Delilah”, de Warwick Thornton (Austrália)
“Searching for the Elephant”, de S. K. Jhung (Coreia)
“Sede de Sangue”, de Park Chan-wook (Coreia)
“Sex Volunteer”, de Kyeong-duk Cho (Coreia)
“She, a Chinese”, de Xioalu Guo (China)
“Shirin”, de Abbas Kiarostami (Irã)
“Should I Really do It?”, de Ismail Necmi (Turquia)
“Singularidades de uma Rapariga Loura”, de Manoel de Oliveira (Portugal)
“Sleeping Soungs”, de Andreas Struck (Alemanha)
“Spiral”, de Jorge Pérez Solano (México)
“Still Walking”, de Hirokazu Kore-Eda (Japão)
“Super Star”, de Tahmineh Milani (Irã)
“Sweet Rush”, de Andrzej Wajda (Polônia)
“Tales From the Golden Age”, de Cristian Mungiu e outros (Romênia)
“The 40th Door”, de Elchin Musaoglu (Azerbaijão)
“The Anarchist’s Wife”, de Marie Noëlle, Peter Sehr (Alemanha)
“The Arrivals”, de Claudine Bories, Patrice Chagnard (França)
“The Dispensables”, de Andreas Arnstedt (Alemanha)
“The Invention of Flesh”, de Santiago Loza (Argentina)
“The Mermaid and the Diver”, de Mercedes Moncada Rodriguez (Espanha, México)
“The Misfortunates”, de Felix van Groeningen (Bélgica)
“The Nature of Existence”, de Roger Nygard (EUA)
“The People I’ve Slept With”, de Quentin Lee (Canadá, EUA)
“The Pope’s Miracle”, de Pepe Valle (México)
“The Red Spot”, de Marie Miyayama (Alemanha)
“The Room in the Mirror”, de Rubi Gaul (Alemanha)
“The Stoning of Soraya M.”, de Cyrus Nowrasteh (EUA)
“The Wolberg Family”, de Axelle Ropert (França)
“This Very Instant”, de Manuel Huerga (Espanha)
“Tide of Sand”, de Gustavo Montiel Pagés (México-Argentina)
“Todos Mentem”, de Matías Piñeiro (Argentina)
“Tokyo!”, de Michel Gondry, Leos Carax, Bong Joon-ho (França, Japão, Alemanha)
“Tom Zé Astronauta Libertado” (Tom Zé Liberated Astronaut), de Ígor Iglesias González (Espanha)
“Tomorrow at Dawn”, de Denis Dercourt (França)
“Trimpin: O Som da Invenção”, de Peter Esmonde (EUA)
“Tsar”, de Pavel Luguin (Rússia)
“Twenty”, de Abdolreza Kahani (Irã)
“Under Rich Earth”, de Malcoml Rogge (Canadá, Equador)
“Unmade Beds”, de Alexis dos Santos (Inglaterra)
“Unmistaken Child”, de Nati Baratz (Israel)
“Vincere”, de Marco Bellocchio (Itália)
“Ward Number 6”, de Karen Shakhnazarov (Rússia)
“West of Pluto”, de Henry Bernadet, Myriam Verreault (Canadá)
“When the Lemons Turned Yellow…”, de Mohammad Reza Vatandoost (Irã)
“White on Rice”, de Dave Boyle (EUA, Japão)
“Wolson: Aria of the Straits”, de Ota Shinichi (Japão)
“Worldrevolution”, de Klaus Hundsbichler (Áustria)
“Zapping-Alien@Mozart-Balls”, de Vitus Zepichal (Alemanha, Áustria)
“Zero”, de Pawel Borowski (Polônia)
RETROSPECTIVA DE THEO ANGELOPOULOS
“Dust of Time”
“Paisagem na Neblina”
“A Eternidade e um Dia”
“O Passo Suspenso da Cegonha”
“Um Olhar a Cada Dia”
“O Vale dos Lamentos”
RETROSPECTIVA DE GIAN VITTORIO BALDI (filmes dirigidos e produzidos por ele)
“Fuoco!”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)
“Il Cielo Sopra di Me”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)
“Luciano, una Vita Bruciata”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)
“Nevrijeme, Il Temporale”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)
“Ultimo Giorno di Scuola Prima Delle Vacanze di Natale”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)
“Appunti Per Un’Orestiade Africana”, de Pier Paolo Pasolini (Itália)
“Cronaca di Anna Magdalena Bach”, de Danièle Huillet, Jean-Marie Straub (Itália)
“Diario di una Schizofrenica”, de Nelo Risi (Itália)
“Porcile”, de Pier Paolo Pasolini (Itália, França)
PANORAAM DO CINEMA SUECO
“Corações em Conflito”, de Lukas Moodysson
“Metropia”, de Tarik Saleh
“Mr. Governor”, de Mans Mansson
“Quase Elvis” (Almost Elvis), de Petra Revenue
“The Ape”, de Jesper Ganslandt
“The Eagle Hunter’s Son”, de Renè Bo Hansen
“The Great Adventure”, de Arne Sucksdorff
“The King of Ping Pong”, de Jens Jonsson
“The Swimsuit Issue”, de Mans Herngren
“Os Emigrantes” (The Emigrants), de Jan Troell
“Everlasting Moments”, de Jan Troell
“The New Land”, de Jan Troell
“Who Saw Him Die?”, de Jan Troell
“Gabrielle”, de Hasse Ekman
“Girl with Hyacinths”, de Hasse Ekman
“Ombyte Av Tág”, de Hasse Ekman
“The Banquet”, de Hasse Ekman
“Wandering with The Moon”, de Hasse Ekman
HOMENAGEM A FANNY ARDANT
“Cinza Sangue”, de Fanny Ardant (França)
“A Mulher do Lado”, de François Truffaut (França)
“Crimes de Autor”, de Claude Lelouch (França)
“De Repente, Num Domingo”, de François Truffaut (França)
Me mostra, no cinema.
Debate com os diretores e Os Gêmeos na quarta dia 4/11, no Cine Bombril, após a exibição dos filmes (Pixo: 21h15; Arte Inconsequência: 22h30).
sábado, 17 de outubro de 2009
Como é possível...
domingo, 11 de outubro de 2009
Lupícinio na Casa de Francisca

“Não acredito em nada que não tenha angústia, isso talvez é o que mais me atrai nas canções de Lupicínio, e também a raiva, gosto muito de trabalhar com a raiva, a revolta. Nele tudo é verdadeiro, e raiva e angústia é meio difícil fingir. Por essa observação penetrante do ser humano nas situações limites da dor amorosa, por esse humor que permeia as canções, um humor voltado para a ironia e o sarcasmo, por tudo isso estava atravessada a vontade de cantar Lupicínio”. Arrigo Barnabé.
Sex/Sáb [09, 10/10] 22h30 e Domingo [11/10] 21h30_ R$35
Casa de Francisca, Rua José Maria Lisboa, 190, fone 3052 0547
reservas@casadefrancisca.art.br
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
My funny valentine...
domingo, 27 de setembro de 2009
Menta e Pipoca
Cordel Do Fogo Encantado
O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica
Um belo dia a a gente acorda e hum...
Um filme passou por a gente e parece que já se anunciou o episódio dois
É quando a gente sente o amor se abuletar na gente tudo acabou bem,
Agora o que vem depois
...
É quando as emoções viram luz, e sombras e sons, movimentos
E o mundo todo vira nós dois,
Dois corações bandidos
Enquanto uma canção de amor persegue o sentimento
O Zoom in dá ré e sobem os créditos
O amor é filme e Deus espectador!
Ludus Luderia

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Algaravia
JC – Você diz que “a memória é uma ilha de edição”, explique melhor essa expressão.
Waly Salomão – Já acompanhei diversas ilhas de edição na minha vida, sei como elas funcionam. A memória é mesmo isso. Sou contra essa história de esconder o que se fez no passado. Colocar para debaixo do tapete o desbunde. Como também de ter uma atitude apenas progressista, de só olhar para o futuro, esquecendo assim o passado. Há pouco tempo, por exemplo, viajei à Síria, que é a terra do meu pai, para saber mais sobre minha história. Adriana Calcanhoto, que já musicou e gravou poemas meus, comprou a minha coletânea e me ligou dizendo que iria fazer show em Portugal e que leria o meu poema Operação Limpeza, no qual falo dessa coisa da língua portuguesa de se orgulhar de ter a palavra saudade no seu vocabulário, quando o Brasil é uma nação ainda em formação, muito jovem. E falar de saudade nessa crise que o Brasil vive é complicado. Somos muito jovens para nos orgulharmos da palavra saudade...
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Do que você tem medo ?
De cinema eu não tenho, nem do escuro, nem de diretores, nem de cenas chocantes.
Fomos assistir Anticristo no HSBC Belas Artes. Apreensivos, ansiosos, instigados. Lars Von Trier nos deixa assim, em estado de espera (sorte a minha que o marido também ama cinema, então este é sempre o nosso melhor programa em qualquer dia, a qualquer hora).
Não acho que devemos gostar de um filme porque gostamos da "pegada" de um determinado diretor, mas identificação é fundamental. Eu gosto muito do Lars, considero-o um cineasta talentoso capaz de criar cenas intensas que hipnotizam através de diálogos bem costurados. Algumas cenas, parecem telas vivas, repletas de densidade e de cores escuras febris.
Em Anticristo, seu novo filme, um casal vai à floresta para lidar com o luto da morte do filho.
A sinopse é simples, o filme não é. Confesso que gostaria muito de ser psicanalista para me despir do simples olhar e sentir, para entrar nas ramificações e interpretações que o filme trata metafóricamente.
Está tudo lá: a floresta tratada como Éden, os símbolos ocultos, a natureza tida por maligna, o ser humano com suas limitações e seus desconhecimentos e uma infinidade de sensações não explicitadas que causam aqueles incômodos que não podemos explicar mas que margeiam nossa essência.
Charlotte Gainsbourg e Willem Dafoe estão em perfeita sintonia e chega a ser aterrorizante.
Como escreveu, Nietzsche, em 1888 no livro ANTICRISTO: "Este livro destina-se aos homens mais raros. Talvez nem possa encontrar um único sequer... Só o futuro me pertence. Há homens que nascem póstumos".
Lars Von Trier, deve ser um deles...








