terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Poética da pérola irregular (o neobarroco na poesia)

Recorte sobre tela by Sônia Alves Dias

Dia 22/01, quinta, às 20 horas: palestra de Claudio Daniel
Dia 23/01, sexta, às 20 horas: palestra de Horácio Costa
Dia 24/01, sábado, às 20 horas: recital com Claudio Daniel, Horácio Costa, Elson Fróes
Na Casa das Rosas, não esqueça...

PLURIVERSOS, CAMINHOS DA POESIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

Tudo isto que está no título e mais além: Ciclo de palestras e recitais na Casa das Rosas que buscam mapear o cenário atual, apresentando ao público as principais tendências poéticas, que em seu conjunto mostram a riqueza e a diversidade da poesia mais recente.

Só não vai quem tem encontro com Alice dentro do espelho...

"Nenhum ponto inerte anula o viravoltear das coisas"

Acrílico sobre tela by Sônia Alves Dias

vira(vol)tear
vidavol(tear)

(atear) fogo até que peito (in)flame
a(tear) fios que até o chão (pre)teje
ate(ar) céu até que Deus
se (encha)

enxame
inguento
( garra de ave de rapina )
mei.a-á.gua
mei.a-ca.na
mei.o-tom
mei.o-di.a

extrema-
unção

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A Moça do Sonho

(auto-retrato na Ilha)

A Moça Do Sonho
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque / Edu Lobo


Súbito me encantou
A moça em contraluz
Arrisquei perguntar: quem és?
Mas fraquejou a voz
Sem jeito eu lhe pegava as mãos
Como quem desatasse um nó
Soprei seu rosto sem pensar
E o rosto se desfez em pó

Por encanto voltou
Cantando a meia voz
Súbito perguntei: quem és?
Mas oscilou a luz
Fugia devagar de mim
E quando a segurei, gemeu
O seu vestido se partiu
E o rosto já não era o seu

Há de haver algum lugar
Um confuso casarão
Onde os sonhos serão reais
E a vida não
Por ali reinaria meu bem
Com seus risos, seus ais, sua tez
E uma cama onde à noite
Sonhasse comigo
Talvez

Um lugar deve existir
Uma espécie de bazar
Onde os sonhos extraviados
Vão parar
Entre escadas que fogem dos pés
E relógios que rodam pra trás
Se eu pudesse encontrar meu amor
Não voltava

Jamais

...

Tem demais...


escritos, devaneios e delírios...
e muita arte, muito Miró e Rodin...

Pra escrever cantando...


das Mortes, Odes Mínimas, com a imperdível Hilda

Estrelas, cantadas por Adriana e escrita por Arnaldo e Brito

e Nara, cantando com banquinho e violão...

Não poderia deixar de ter...

o cão engarrafado do Vinícius,
a coca que é meu vício
e o super-antigo-homem que tem um S de Sônia estampado no peito!

Também tem...

muito de Fiódor, com certeza...

Sou uma moça de antigamente...

... daquele tipo que compra agenda todo ano e cola tudo nela (de ingresso de cinema, até um bilhete fortuito e outras coisitas màs...)

na minha agenda, do ano passado, por exemplo, tem:
mulher maravilha, é claro !

Semana de Chico


Porque Era Ela, Porque Era Eu
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque


Eu não sabia explicar nós dois
Ela mais eu
Porque eu e ela
Não conhecia poemas
Nem muitas palavras belas
Mas ela foi me levando pela mão
Íamos todos os dois
Assim ao léo
Ríamos, choravamos sem razão
Hoje lembrando-me dela
Me vendo nos olhos dela
Sei que o que tinha de ser se deu
Porque era ela
Porque era eu

Vestida de azul , talvez...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Coisas da Flávinha Poetriz - I

Regrinhas:
Escreva 6 coisas aleatórias sobre você.
Link a pessoa que te “pegou”.
Poste as regras no seu blog.
Passe para 6 pessoas
Avisar os blogs convidados sobre o convite e o post.

Seis aleatóriedades minhas:

1-comprei um curso de violão na banca de jornal para tocar em frente à fogueiras... (só não sei aonde...)

2- descobri que quanto mais velha me torno mais me pareço com minha mãe no quesito: flores! (agora entendo porque ela gostava tanto de por flores no cabelo)... é um instante mágico mesmo.

3-não consigo não beber coca-cola, embora tome suco de soja todos os dias...

4-eu adoro filhos alheios (sobrinhos mais ainda!)

5-achei que quando crescesse moraria dentro de uma biblioteca, dentro da minha casa... ( o tempo, por enquanto, me mostra que eu moro dentro de planilhas e relatórios) mas, meus livros ainda estão por todos os cantos e, eu quero logo, morar dentro deles!

6-eu não cumpro meus planos, mas obedeço minhas regras. fácil ? nem tanto...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Moça da Tarde



La Belle de Jour (Alceu Valença)

Eu lembro da moça bonita
Da praia de Boa Viagem
A moça no meio da tarde
De um domingo azul
Azul, era Belle de Jour
Era a bela da tarde
Seus olhos azuis como a tarde
Na tarde de um domingo azul
La Belle de Jour

La Belle de Jour
Era a moça mais linda de toda a cidade
E foi justamente pra ela
Que eu escrevi o meu primeiro blues
Mas Belle de Jour, no azul viajava
Seus olhos azuis como a tarde
Na tarde de um domingo azul
La Belle de Jour...

sábado, 27 de dezembro de 2008

Explore este sabor

Na esquina da minha casa, eu deixo o tempo passar enquanto saboreio uma flor ( Blooming Onion - Cebola gigante frita original do Outback ) e peço um chopp tirado abaixo de zero... contemplo , sem pressa, o marido desenhando a arquitetura do apartamento para um 2009 com pé direito alto... e penso que na vida, alguns dias são simplesmente perfeitos.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal


Natal pra mim é debaixo de asa da minha mãe, é no colo dos meus irmãos, é no sorriso dos meus sobrinhos e no coração do homem que escolhi para ver estrelas.
Natal não é simples, como muitos dizem. Natal não tem nada de calmaria e zen-budismo. Natal é frisson, é frenesi, são luzes piscando, são pessoas passando, peru passando, tender passando, chester passando, ai meu deus que em janeiro quem estará passando sou eu: do peso!
No Natal a gente reinventa o passado do jeito que bem quer. Resgata lembranças felizes e transforma as peraltices em fantásticos movimentos inimaginados, somos stars.
No Natal, tudo brilha mais forte e a casa da minha mãe parece muito mais colorida e cheia de vida. Foi-se o tempo, que ela nervosa, achava que não daria tempo de fazer toda a comida (e olha que sempre deu, sempre dava). Hoje, ele já descobriu, sempre dá.
No Natal, a gente bebe champagnhe de forma muito mais elegante. A gente faz brindes, brilha os olhos, até o coração acelera de tanto bem querer.
Nos Natais, da minha vida, os livros ficam na estante, e sempre alguém ganha mais um, pede mais um, quer muito mais.
No Natal, eu sinto a juventude me tomando de assalto e tenho vontade de fazer tudo ao mesmo instante, tenho vontade de comprar todos os presentes do mundo pra todo mundo, tenho vontade de escrever cartas imensas, tenho vontade de ligar para pessoas que não ligo há anos, tenho vontade de enfeitar tudo com sete fitas colorida... imagina...
Para mim, Natal é família unida, é um sonho de um ano bom e é o desejo de que aquele instante, aquele noite, aquela ceia... dure para sempre...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Stick & Sweet Tour

Madonna - true blue - tudo azul, pink, ploc-adesivos coloridos - amiga do peito - amora mais que perfeita - sem chuva, sem sol - estádio do morumbi lotado - guilherme grandão - cirolila do meu coração - cadeira vermelha - pista - rave - flashes - gritos - luzes - mais gritos - música alta - muito mais alto, gritos e sons - no palco, Madonna - quem é esta garota ?
sp/nós fomos.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Se Deus não existe...


... como é que chamo por ele quando estou em perigo ? como é que vejo coisas que me parecem divinas ? como é que em dias de chuva, quando tudo parece ser o desafogar de uma imensa ira, quando tudo passao cheiro de terra molhada que invade as narinas é algo de indescritível e inexplicável que acalma as almas e o espíritos desavisados ? se deus não existe, porque é que eu chamo de céu estas nuvens brancas que formam imagens fantásticas acima da minha cabeça que eu acho que foi um deus quem desenhou ?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

“… Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira: compreendo, sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem cruzo esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo. E exigimos o eterno do perecível, loucos”.

- Caio F.Abreu

sábado, 13 de dezembro de 2008

Vai vadiar...

Mariana Aydar

Com o pé no batuque e outro na modernidade, a jovem cantora reverencia os velhos mestres e a nova geração de compositores.

"Vamos fazer uma festança
Deixar o que for pra ser, acontecer
E se quiser entrar na dança
Só depende de você"
Mariana Aydar/Duani

Quando: dia 20/12 - sábado às 19h
Onde: Centro Cultural de São Paulo
Entrada franca (a bilheteria será aberta com uma hora de antecedência).
Sala Adoniran Barbosa (631 lugares).

Este capítulo não é sério.

Dia 18/12/08 - Mesa 19h30 (Itaú Cultural)

Atualidade de Machado de Assis com João Cezar C.Rocha e Pedro Meira Monteiro
Mediação Sandra Vasconcelos
Medalhão ou subversivo, figura veneranda ou agente provocador? Machado de Assis é o tema desta mesa, que reúne jovens críticos literários para discutir menos o legado e mais o enigma desse autor crucial para a formação da literatura brasileira. O brasileiro radicado na Inglaterra, professor de literatura na Universidade de Manchester, João Cezar de Castro Rocha; o brasileiro radicado nos Estados Unidos, professor de literatura brasileira na Universidade de Princeton, Pedro Meira Monteiro; e a professora de literatura de língua inglesa na USP, Sandra Vasconcelos, debatem sobre Machado de Assis.
Micheliny, te encontro lá ...

Exposição - Saramago


Com curadoria de Fernando Gómez Aguilera, diretor da Fundação César Manrique, José Saramago:a consistência dos sonhos aproxima o público da produção do consagrado escritor português, Prêmio Nobel de Literatura. Fotos, documentos, manuscritos, notas pessoais, primeiras edições, textos, desenhos, vídeos, projeções e até poesias e obras inéditas proporcionam um mergulho profundo na rica e criativa existência do autor de Ensaio sobre a Cegueira.
Quando: 29 NOVEMBRO DE 2008 A 15 FEVEREIRO 2009

Objecto Quase

A bagagem do viajante

Meu pai partiu em 2001. Não foi no ano da morte de Ricardo Reis, foi no ano que conheci Sir O`William. Achei que Deus fazia uma troca, um Rei por um Príncipe. Aceitei. De vez em quando sinto uma saudade danada daquele meu moço bonito de olhos azuis e de pele tão alva quanto um clarão de luz. Nestas horas, dá vontade de fazer um cafuné, de fazer uma graça naquela barba, de dar um cheiro entre os cachos dos cabelos...

Afago então, as letras e a calva do Saramago e coisas mágicas acontecem...

Pague quanto puder

máscara de teatro de barbecue sob lixa de pedreiro by Sônia Alves Dias
O INSTANTE, O ESCURO

A busca em captar o instante é objeto de cenas que transitam no cotidiano e nos seus possíveis desdobramentos. A concepção do trabalho é resultado de pesquisa da obra de Clarice Lispector e tem como base a metodologia do Teatro Veloz, desenvolvido pela Companhia dos Satyros.

Quando: Sábados, 18h30 (Sessão extra 14/12, 16hs)
Onde: Espaço dos Satyros Dois, pça Roosevelt, 134
Quanto: Pague quanto

Temporada: Até 20 de dezembro

http://satyros.uol.com.br/

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Protocolos críticos

Ensaístas, professores, sociólogos, poetas e tradutores examinam e questionam o ofício da crítica literária, cuja essência é, justamente, o exame e o questionamento.Como se comporta a crítica diante de novos gêneros e, mais ainda, diante das metamorfoses da cultura literária? Qual o lugar da crítica nos novos meios e veículos de comunicação? Que direção tomaram as formas do discurso crítico?

Essas são algumas das indagações do Seminário Internacional Rumos Literatura, com curadoria do tradutor e professor Samuel Titan Jr.

Realizado entre 16 e 18 de dezembro, na sede do Itaú Cultural, em São Paulo, o seminário encerra a edição 2007-2008 do Rumos Literatura.
Também será lançado o livro Protocolos Críticos, resultante do programa.
Consulte a programação completa: http://www.itaucultural.org.br/

O coração do homem bomba

POCKET-SHOW
12/12, SEXTA, das 19h45 às 20h30
Lançamento do CD: O coração do homem bomba/Zeca Baleiro
"Antes que me perguntem, este não é um disco "conceitual". É um amontoado de canções acumuladas ao longo de alguns anos - umas novíssimas, outras nem tanto e algumas ainda tiradas do baú e recicladas. Os temas são diversos - amor, solidão, saudade, sedução, loucura, crônicas deste tempo tecnológico e cínico. Há ritmos e levadas vários - reggaeton, ragga, funk e soul brazucas, rock, ie-ie-iê, repente, ska, samba-funk, etc.
Livraria da Vila - Loja: Fradique
Atenção: Haverá distribuição de senhas 1 hora antes do evento.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Eu sugiro ...

pra (re)lermos juntos com o Tom Zé...

- O Jogo da Amarelinha (1963) do Júlio Cortázar (1914-1984)

Vamos ler com Tom Zé ?

"Eu gostaria de ler um livro junto com vocês. Que é que acham? Vocês escolhem o livro, vamos comentando o que acontece na/durante a leitura. Olhares se cruzando sobre um texto. A propósito, me lembro de quando apareceu "Cem Anos de Solidão". Amigos se telefonavam, exclamativos, contando trechos do romance. Gabriel Garcia Marquez não conseguiu repetir a façanha do acicate, do aguilhão da prosa, em nenhuma outra novela. É um fenômeno que não rebenta anualmente feito caju e manga, não; pegou todos de surpresa.

Nem Borges, com um refinamento que, não obstante, consegue dar em poucas linhas uma pungência extraordinária, nem Rex Stout, com suas novelas policiais que sinto já ter lido na totalidade, pois gostaria de esquecê-las pra ler de novo, produziram tal pó-de-mico-no-salão como diz a marchinha de carnaval. Marchinha que não se referia ao texto de Gabo.
Pois, voltando: vocês podem sugerir um livro para que a gente leia? Ao mesmo tempo?
Abraços, e, Brasília, até amanhã. Beijos."
Tom Zé

Animais em extinção

"Polêmico e iconoclasta, o escritor Marcelo Mirisola fala em entrevista sobre seu romance Animais em extinção. Entre São Paulo e João Pessoa, um narrador debochado resgata lembranças de amigos, amantes, desilusões amorosas e aventuras sexuais. Tem como audiência e musa inspiradora uma ninfeta prostituta. É como se Charles Buwowski reencarnasse na Praça Roosevelt e escrevesse uma nova crônica do amor louco: não é para todos os gostos, mas, como sugere o próprio Mirisola, o escritor precisa correr riscos".
"MIRISOLA: É tudo verdade, menos as mentiras."

domingo, 7 de dezembro de 2008

Salve os "tri-colors" paulistas...

Sobrinho bonito do meu coração e o tricolor...
são campeões !!!
Segundo o Pai (meu irmão)
"Precisa ver como esse carinha tá fanático. Tá mais que eu.
Fica gritando 'pampaulo, pampaulo'
Beija o simbolo, fecha a mão e vibra enquanto grita...
Um barato!"
Segundo o Mãe (minha cunhada)
"Lindo e fanatico é pouco.
Este cara outro dia fez uma briga no shopping
por causa de uma bola do tricolor...
o vendedor até tentou enganar dando outra.
Pois acredite, ele abriu o berreiro...
Pampaulo!"

A Musa Chapada

O ANJO DO ÁCIDO ELÉTRICO

o anjo sujo, esfarrapado
remela nos olhos
cabeça feita
bate as asas sob o céu lilás
:
luas se dissolvem
(comprimidos de sonrisal
na fornalha da noite)
música que não cessa
minha mão dentro da sua
veias são nervuras
golfinho saltando
na pele das costas
vênus vestindo
um manto de água
a ninfa chapada
de olhos elétricos
cores girando
no abismo sem fundo
dança de estrelas
no teto da sala
dois sóis em cada ontem
três vozes
na voz de quem cala

*****

Lançamento 08-dez-2008


Nas palavras do Ademir "A Musa Chapada não faz apologia de nada (isso não é da natureza da arte nem da poesia). Ao contrário, é um livro bem sombrio, até, em boa parte. Sombrio porque a realidade que tentam nos vender é sombria. Porque a realidade que tentam nos vender é uma droga pesada. Também não é um livro oba-oba. Já vi muita gente perder o controle. Não tenho a menor vontade de "brincar" com o assunto. Tenho um sobrinho que foi assassinado por traficantes. Aos 20 anos de idade. A ossada só foi encontrada quase dois anos depois. Uma experiência dolorosa, sentida na própria pele. Se a sociedade soubesse lidar melhor com aqueles que perdem o controle e se o negócio das drogas não envolvesse tanta grana e tantos interesses, certamente muitas mortes seriam evitadas."

sábado, 6 de dezembro de 2008

Los Super Elegantes

Performance ( Los Super Elegantes na 28º Bienal-SP )


Guarda-sóis coloridos, girassóis esquecidos. Na 28º Bienal de São Paulo, o vazio é absoluto. A performance que o público oferece em interação as obras expostas é a ausência. Pouco se falou sobre arte, muito se falou sobre prisões e nudez. A bondade de estranhos, começa no quintal da nossa casa. Eu, frequentadora assídua, levei ao pé da letra a idéia da curadoria. Se é pra ser vazio, que seja ausente de mim. Não fui, não vou. Acho que com isto, sou assim também, um pouco mais artista... ou não....


mas, s
uper elegante, com certeza.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Saramago, o Elefante e a Viagem


Lançamento do último livro do escritor José Saramago, com a presença do autor. Realização SESCSP e Companhia das Letras. Apoio Instituto Tomie Otake. Retirada gratuita de até dois ingressos por pessoa, pelo sistema INGRESSOSESC, a partir das 10h do dia 21/11. Teatro Paulo Autran.

SESC Pinheiros
Dia(s) 27/11

Quinta, às 20h30

domingo, 23 de novembro de 2008

Quadro cênico

Pina Bausch
Quisera eu longas mãos, para com elas criar efeitos hipnóticos. Pina me contou segredos, mas eu era moça muito jovem e achei que não precisava me ater as precisões corporais e a atemporalidade dos movimentos. As colagens visuais, as interações das diversas formas de arte, os elegantes trajes de noite e as maquiagens... Tudo isto estava ao meu alcance, mas eu dizia não, enfaticamente.
Hoje, bem sei por onde esta musa passeia. Em muitas cenas, seus dançarinos apenas caminham, às vezes conversam, às vezes... apenas se miram (me miram) não dizem nada.
Os lentos movimentos cadenciados, os pequenos movimentos perfeitamente planejados, são de uma delicadeza ímpar.
Quando tiver chance, Fale com Ela... é puro deleite.

Redançando a história corporal

Pina Bausch (coreógrafa Alemã)

Escrever [e dançar] é tantas vezes lembrar-se do que nunca existiu. Como conseguirei saber do que nem ao menos sei? assim: como se me lembrasse. Com um esforço de memória, como se eu nunca tivesse nascido. Nunca nasci, nunca vivi: mas eu me lembro, e a lembrança é em carne viva.
Clarice Lispector

Experiência do mito-desmitificado


Obras, anotações e entrevistas.


http://www.heliooiticica.com.br/home/home.php


Jokerman

Talvez esta não seja uma canção para domingos de sol, mas Bob Dylan vale a pena nas mais diversas horas do dia, inclusive no café-da-manhã do final de semana...

"É um mundo sombrio, céus são escorregadiamente cinzentos

Uma mulher acabou de dar à luz a um príncipe hoje

E o vestiu de escarlate.

Ele irá pôr o padre no bolso, pôr a lâmina para aquecer,

Tirem as crianças sem mães da rua

E coloquem-nas aos pés de uma meretriz.

Ó, Curinga, você sabe o que ele quer,

Ó, Curinga, você não demonstra nenhuma reação... "

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Você gosta de coelhinhos ?


Sinopse: O ator, escritor e professor Jorge Miguel Marinho encena o conto "Carta a uma senhorita em Paris", de Julio Cortázar, um dos escritores mais relevantes do Realismo Fantástico. O tema da busca de identidade num mundo esvaziado de sentido, o sentimento de ser "diferente" e a experiência de viver como jogo, aventura e desafio está presente nesse texto que vem inquietando e sensibilizando leitores de todos os tempos, e agora o espectador. Como toda a obra de Cortázar que é convite ao diálogo e só acredita na literatura a serviço da vida, esta "Carta" pergunta ao próprio personagem e sobretudo aos espectadores: "É mais absurdo o absurdo da realidade ou o absurdo da fábula, da arte, da ficção?". Evento gratuito.

Data: 29/11 - sábado
Local: Av. Paulista, 509 - Cerqueira César -
Tel.: 2167-9900Horário: às 17h
Peça: Carta a uma senhorita em Paris
Com Jorge Miguel Marinho

Livraria Martins Fontes

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Rarefato

Ilustração: Sônia Alves Dias (nankin sobre papel)
CARTA A KIRILOV
"este tremendo desejo de por fim por fim finalizar acabar por fim no pingo na gota do i e serenar ir embora já seja tarde seja já se já tarde tá arde ainda se já tarde talvez se tal já tal tarde seja já se tarde mas arde antes tarde por fim o fim treme fim final em fim antes treme tarde desejo de por vir treme ainda tal impronto ponto finalizar tal ainda antes já"

(do livro Rarefato – por Frederico Barbosa)

sábado, 8 de novembro de 2008

Feliz Aniversário Sir O`William

Foto no Museu da Língua Portuguesa/SP

" Eu te amo sem saber como ou quanto ou de onde
Eu te amo simplesmente sem complicações ou loucura
Então te amo assim porque não conheço outra maneira
Tão perto quanto tua mão em meu peito
Tão perto que quando fecha teus olhos eu adormeço... "


Patch Adams – O amor é contagioso



Eu te amo porque te amo e isto não tem explicação dentro de mim. Eu te amo porque você me faz rir (com o teu riso e com os clássicos e fantásticos "hoje quem eu sou ?" ) . Eu te amo porque você me faz adormecer em paz (sem pesadelos). Eu te amo porque você me provoca (com o teu desejo) . Eu te amo porque você me alimenta (com teus sonhos e com tua culinária). Eu te amo porque tomar o café-da-manhã ao teu lado é algo de inesquecível (imperdível e inexplicável). Eu te amo porque teu cheiro é tatuagem na minha pele (e eu o sinto o dia todo). Eu te amo porque tua boca tem o gosto que eu gosto (e eu sempre quero mais). Eu te amo porque você é um homem lindo (e eu não me canso de descobrir belezas escondidas em você). Eu te amo porque você é forte (e me protege de todos os perigos). Eu te amo porque eu tenho sonhos ao teu lado (e isto é o melhor que podemos desejar). Eu te amo porque você não é simples , nem comum (é um misto de mistério e assombro que me seduz o tempo todo). Eu te amo porque você ilumina minha vida (e meus dias se tornam coloridos e cheios de imagens fantásticas). Eu te amo porque você é assim... um grande homem, ainda menino e meu amor.


Feliz Dia de Hoje, moço bonito!


O amor é arrebatamento , é abissalidade e abundâcia.
O amor é busca, é bobice e baleiro.
O amor é cafuné, é comichão e calmaria.
O amor é detalhe, é devaneio e devassidão.
O amor é eclípse, é eletricidade e elixir.
O amor é fúria, é fábula e fecundação.
O amor é gabiru, é gaiatice e gostosura.
O amor é harmonia, é humildade e humores.
O amor é idealização, é ilusão e iluminação.
O amor é jazz, é jubilo e juramento.
O amor é kamikaze, é kant e kirsch (aguardente de cereja).
O amor é labríntico, é labial e lacerante.
O amor é madrugador, é mistérioso e mágico.
O amor é namoração, é nobreza e nudez.
O amor é ostentação, é obcecação e obscenidade.
O amor é paixão, é paladar e palavrão.
O amor é querer-bem, é querer-tudo, é querer-mais.
O amor é regozijo, é rasgadura e raridade.
O amor é sinfonia, é sexo e saravá.
O amor é travessura, é tâmara e tamborim.
O amor é urgência, é uivo e umidades.
O amor é vagareza, é vadiagem e ventania.
O amor é xangô, é xodózinho e xadrez.
O amor é yin , é yang e ypsilone-duplo.
O amor é zelo, é zonzeira e zumbideira.


No fim, o amor é um montão de pequenas coisas do dia-a-dia... por isso, estamos juntos, atados e firmes.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Hoje, estarei lá.


Pelo quarto ano consecutivo, a revista BRAVO! homenageia artistas e realizadores nas áreas de artes plásticas, cinema, teatro, dança, literatura, música popular e erudita. A eleição é feita por um júri crítico, que divulgará os vencedores na festa de premiação do dia 27 de outubro, na Sala São Paulo, localizada na capital paulista.
Local: Sala São Paulo - Praça Júlio Prestes, s/nº - Luz.
Data: 27 de outubro de 2008
Horário: 19h30

sábado, 11 de outubro de 2008

Eu vou...

SIMPOESIA 2008

(I simpósio de poesia contemporânea)


Organizado pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Casa das Rosas (Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura), o I Simpósio de Poesia Contemporânea (Simpoesia 2008) acontecerá entre os dias 14 e 18 de outubro de 2008.


O evento contará com a presença de 50 poetas brasileiros, de diferentes regiões do país, incluindo autores já reconhecidos, como Claudia Roquette-Pinto, Roberto Piva, Glauco Mattoso e Frederico Barbosa, e também poetas jovens. Recitais poéticos, performances, palestras e debates acontecerão na USP, na Casa das Rosas, no Museu da Língua Portuguesa e na Academia Internacional de Cinema, dentro da programação do evento. Haverá também shows musicais, apresentações de videopoesia e de poesia visual. Todas as atividades serão gratuitas para o público.


Saiba mais, no site do evento:


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Com luz e sem ilusão

Sim, li o livro. É claro, não deixaria de lê-lo. Faz tempo, anos, nem me lembro de alguns detalhes. Mas, de outros... parece que li o livro ontem.
Sim, assisti o filme. É claro, sou viciada em lugar escuro, tela gigante e coca-cola (porque suco de soja tem limite, tem que ter).
Do Meirelles ? Eu gosto, também assim... eu gosto. Dos atores convidados ? Ah, ruiva sempre tem mais charme, Julliane Moore, é uma mulher interessante e no papel da esposa, bem, foi legal (já assistiram o Exorcismo de Emily Rose ? então, aquela advogada... não sei não, acho que ela daria uma esposa perfeita...). O médico ? Eu detestei bem antes de vê-lo. Não, ele é um ator de hollywood que é ator em hollywood... é isto. Ah, Mark... sei não, por mim era não, e tava feito. Mas, ele estava bem, pelo seu tamanho, sem fundura, mas é isto aí... o importante é o livro!
Não, não chorei. Vejo todo mundo dizendo que chorou. E eu estou me sentindo estranha, incomodada, até coceira tô sentindo (porque geralmente eu choro até com comercial do Cartoon). Mas, eu não me senti triste, eu não senti vontade de vomitar, eu não senti raiva, eu não senti dor nenhuma. Cega, talvez eu estivesse quando assisti o filme.
Começo a crer que a cegueira ultrapassou o limite da ficção e me tomou de assalto. Claro, não é possível! Eu me comovi mais vendo o Saramago assistindo o filme, do que vendo o filme que fez o Saramago se emocionar.
Fui tomada pela cegueira branca, Borges era ficção, minha cegueira é de verdade.
Devo estar pior do que imagino, achei que estava chata com a literatura, bem vejo que estou ficando péssima com o cinema. Adorei aquela mocinha do filme Juno... quanto a Alice Braga... ai moça bonita , os peitos da Sônia Braga eram mais... perfeitos.
Que chata que sou, que estou. Enquanto todos choram, eu estou aqui, a reclamar de elenco. Dublê Mike (já assistiram o filme do Tarantino que tem este personagem ?). Não, o filme é uma porcaria, mas o dublê Mike... meu deus, o dublê Mike arrasa!
Gael Garcia Bernal... pessoalmente eu gosto muito de moço e acho que estava excelente no papel que lhe coube... "i just call to say... i love you..."
Então, eu acho que o Meirelles acertou quando fez o filme. Quem é que queria, a esta altura da vida, uma adaptação de uma obra do Saramago que fosse melhor que a própria obra ? Eu é que não! Pra mim, Lavoura Arcaica, já me basta e Raduan nem sequer foi arranhado. Filme e livros ótimos: imperdíveis, inesquecíveis e quase inimagináveis.
Ah, quanto ao Ensaio sobre a Cegueira o Meirelles fez um filme redondinho, bonitinho, todo certinho e com ótima solução visual pra tal cegueira. Acertou a mão, negão!
Mas, eu... que me sinto uma pessoa comovível... não chorei...

Fada dos dentes arrependida

Ser desonesto esse do qual os conto esse conto.
Ele, ou ela, não tem nem sexo definido,
nem amigo do infinito, nem grito.
Gosta de nos infernizar com um zumbido no ouvido.
O nome usado pelas crianças é FADA.
Pra mim, poderia se chamar de mal-amada.
Certa vez, num momento de escassez,
eis ela que arranca o próprio dente de uma vez.
Arrumou uns trocados em troca
do dente que fez falta.
Burrice! Gritou sua consciencia depois do ato insano,
não menos que profano, um engano.
Um consolo.
Pesado como tijolo.
Feliz esteve outrora,
porém a falta de um dente à deixava triste agora.

(texto e desenho: Felipe Godoy)

Literatura Celular n. 04 - 09/10 - 20:30 hs



PAISAGEM. As
ainda agonizava entre o corpo dela e o muro.
Andre de Leones - Mostra Sesc de Artes 2008

Pequenas epifânias

Lição para pentear pensamentos matinais

"Pensamentos, como cabelos, também acordam despenteados. Naquela faixa-zumbi que vai em slow motion, desde sair da cama, abrir as janelas, avaliar o tempo e calçar os chinelos até o primeiro jato da torneira – feito fios fora de lugar emaranhando-se, encrespam-se, tomam direções inesperadas.Com água, mão, pente, você disciplina cabelos. E pensamentos? Que nem são exatamente pensamentos, mas memórias, farrapos de sonho, um rosto, premonições, fantasias, um nome. E às vezes também não há água, mão, pente, gel ou xampu capazes de domá-los. Acumulando-se cotidianas, as brutalidades nossas de cada dia fazem pouco a pouco alguns recuar – acuados, rejeitados – para as remotas regiões de onde chegaram. Outros como cabelos rebeldes, renegam-se a voltar ao lugar que (com que direito?) determinamos para eles. Feito certas crianças, não se deixam engabelar assim por doce nem figurinha."

Caio Fernando de Abreu - Pequenas Epifânias

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Literatura Celular n. 03 - 09/10 - 16:01 hs


AMÉLIA Jantar mudo de chamadas perdidas: eu, mulher-de-verdade, destupro o meu destino na entranha do

Ana Rusche - Mostra Sesc de Artes 2008

Auto Retrato

Munch - Auto Retrato

Este Munch sentado e cabisbaixo é meu. Pode esquecer o Grito e a dor. Nele, tudo já é passado e esta gravata vermelha devia ser de cor violenta, roxa lenta em púrpura cor. Olhos longínquos e tristes, deste moço. Semblante perdido, com paletó puído, mãos disformes e todas as cores escorridas. Me oferece vinho, eu aceito. Pinceladas noturnas incandescem meus olhos turvos. Eu conheço Munch de perto. Já vi seu Grito, já gritei com ele. Revoltei-me com suas réplicas, com suas tétricas figuras. Ele permaneceu ausente de palavras, mas seus traços longos, me diziam "grita comigo, não grita comigo". E eu, obedecia-lhe poéticamente. Muda... com o grito preso na boca... ecoando pelo silêncio que deixava o ar suspenso...

Literatura Celular n. 02 - 09/10 - 11:30 hs

Alessandro Buzzo
Mostra Sesc de Artes 2008

No intervalo...

... do almoço, eu limpo minha mesa de trabalho. Pego o jornal do dia e recorto todas as matérias que me interessam. Classifico por música, literatura, artes diversas, inutilidades, tirinhas pra guardar e tirinhas pra mandar por correio pra amigos viciados em personagens coloridos.
Insuportavelmente chata com meus papéis, bem sei, eu sou. Meus recortes, são meus. Não vão pro lixo, não podem ficar amassados, e só colo quando eu quiser e onde eu quiser.
Às vezes, seleciono um para agenda, às vezes mando algum por carta, às vezes deixo solto ao léu para ser achado por uns 'alguéns'. Às vezes, colo no caderno que lhe pertence: de música, literatura, artes diversas, inutilidades e pro "tirinhas tiradas ao acaso"... Mas, às vezes, vai tudo (e é muito tanto) pras minhas caixas de recortes. E, as caixas crescem e se multiplicam, porque meu tempo é infinitamente menor do que eu gostaria e, recortar jornais e, ler notícias pequeninas (tipo a nota do falecimento do meu querido Gigante, numa página que não era de mortes...) e, achar raridades ou apenas similaridades (claro, porque às vezes, eu recorto a mesma notícia em jornais diferentes!) é um trabalho delicado, que leva tempo, que me faz refletir, que me faz meditar, descansar de computador, brincar com a tesoura e que me transporta para além do espaço que me cerca.
É transtornante, bem sei (e meu marido sabe muito mais, e por conta disto jornais em casa são quase proibidos, quase...). Toc-toc incurável, que preservo. De tempos antigos, longínquos. De imagens sutis, gentis. De vício que me domina, e do qual não me livro, não me liberto e não me desvio.
Meus jornais, contam uma história que só eu decifro (ou devoro) ?

Histórias no Elevador


Intervenção literária na qual, provocando a reflexão em meio ao fluxo estéril e cotidiano, nove escritores criam narrativas curtas e ilustradas, disponíveis no interior de um elevador. Textos de Beatriz Bracher, Bernardo Carvalho, Cintia Moscovich, Clara Averbuck, Fabrício Corsaletti, Índigo, João Paulo Cuenca, Lourenço Mutarelli e Michel Laub. Ilustrações de André Neves, Eva Uviedo, Eduardo Kerges, Laura Teixeira, Lourenço Mutarelli, Milena Galli, Sylvia Jorge e Teresa Berlinck.


Veja que bacana:
http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/mostrasesc08/historiasnoelevador.cfm

Literatura Celular n. 01 - 08/10 - 20:30hs


... tateia. Morto pesa pacas. O bodum tonteia. "Pô!" Passo. Queda."Não!" Já era.


A.Guzik - Mostra Sesc de Artes 2008


[Literatura Celular - projeto do SESC SP que faz o lançamento inédito no Brasil deste novo tipo de suporte a literatura, sob curadoria de Marcelino Freire, dando a trinta autores o desafio de escrever em 120 caracteres (incluindo o título e a assinatura) um micro-conto que será enviado via Torpedo aos celulares pré-cadastrados ]

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Começa hoje...

Foto pessoal 28/09/2008
No Fifties (Itaim), pós coca-cola, pós show do Macalé, com cola da Mostra à tira-colo.

mostRa SeSc de arTeS

Cerca de 80 projetos nas linguagens de artes visuais, artemídia, dança, literatura, música e teatro ocupam as 15 unidades do SESCSP.

Eu vou, você vai ?

Descubra tudo aqui: http://www.sescsp.org.br/sesc/

Let´s Get It On

Esta vai pro marido, pelo qual esperei e sem o qual não vivo.

Let's Get It On (tradução)
Marvin Gaye

Eu realmente tenho tentado, baby
Tentado segurar esses sentimentos por tanto tempo
E se você se sente como eu me sinto, meu bem
Vem cá, venha
E vamos deixar fluir, vamos deixar fluir
O querida, vamos deixar fluir

Somos todos pessoas sensíveis
Com tanto amor para dar entenda-me, meu amor
Já que estamos aqui
Vamos viver
Eu te amo

Não há nada de errado comigo
Em amar você, amor, não, não
E você se dando a mim nunca poderia ser errado
Se o amor for verdadeiro, querida

Você não sabe o quão doce e maravilhosa
A vida pode ser
Estou te pedindo, querida,
Para se soltar comigo

Não vou me preocupar nem forçar nada
Não vou forçar você, querida
então venha, querida
Pare de enrolar

Vamos deixar fluir
Você sabe do que estou falando
Vamos, querida,
Deixe o seu amor sair
Se você acredita no amor,
Vamos deixar fluir

Vamos deixar fluir, querida
Neste minuto, oh, sim
Vamos deixar fluir
Por favor, solte-se

Vamos, vamos, vamos, vamos, querida
Pare de enrolar

Vamos nos soltar
Eu quero me soltar
Você não deve se preocupar se isto está errado
Se o seu espírito te move
Deixe-me curtir você… bom

Deixe o seu amor fluir
Solte-se, vamos, querida

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Motown

Marvin Gaye, Let´s get it on

Domingueiras. Era assim, que chamavam as "baladas" nas quais íamos (eu, minhas amigas e invariavelmente... os irmãos). No final, não tinha muito problema, pois todo mundo era conhecido ou a tal festa era um aniversário de um primo, ou apenas, motivo pra deixar a "vitrola" rolando a noite toda.

Todo mundo era um pouco DJ. NInguém tinha pen-drive, nem carregava músicas em i-pod. A chamada não era por celular, era no boca a boca. No portão de casa, encontrava um , encontrava outro, ia na casa de um, ligava pelo telefone (com fio!) pra outro, comprava fichas pra orelhões laranjas e a festa estava armada.

Cada família tinha sua "máfia" de vinil. De forma, que quando víamos alguém chegar, já sabiamos que tipo de som ia rolar. Mas, a democracia era absoluta "pode tocar, se tiver ruim... pode tirar!" E, tiravam. Ninguém deixava a festa esfriar.

Nesta época, a gente dançava com quem não queria. Porque não era legal, dizer não. Mas, haviam códigos, então eram 7 passos e um olhar nos salvava. Naquela época olhar era tudo. Na pista (geralmente uma garagem ou um grande salão) pelo olhar a gente sabia se a música estava legal ou não. Se a dança iria até o fim ou não. Se alguém precisava ser salva ou não.

Era um tempo bom. Mas, quase todos os tempos passados, são... as memórias são sempre melhores do que a história.

Este Marvin Gaye, é antigo. E, até minha mãe, já assoviou um refrão... Quando o mundo não era tão moderno, a gente gostava de inventar amores. E, passava muito tempo, ouvindo canções como "Let´s get it on" e imaginando se em algum lugar havia alguém olhando o mesmo infinito que nós... Bem, era assim, quando eu adolesci.

Este vinil, já rodou muito. Debaixo de braço, debaixo de chuva, protegido do sol. Já formou casais, já separou namorados, já fez moças bonitas tirarem anéis dos dedos pra guardar segredos.

Se este moço soubesse, como se tornaria eterno por causa de uma (ou algumas! ou quase todas! mas, especialmente por esta) canção... ah, se ele soubesse...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Solidão, que nada.

Nos anos 80 eu tinha um ideal de beleza. Homem pra ser bonito, tinha que vestir jeans e camiseta e ficar gato na foto, como o Cazuza. Claro, que sim, fui apaixonada por ele. Copiava refrões inteiros, cantava no banheiro, escrevia para rádios (naquela época AM !), e pedia músicas, e pedia discos, e pedia tudo. Este vinil aqui, foi ganhado (acreditem, piegas, brega) do Gugu na Rádio América. Tá na casa da minha "mami" guardadinho. Na época (meados dos anos 80 pros 90) eu ouvia sem parar e cantava, com toda a minha voz de cigarra. Tempos bons, aqueles... Eu, no auge dos 18 anos, curtindo a vida adoidada. Esta semana, vocês verão como eu já fui rock´n roll. Pois é, a música sempre me acompanhou, as letras lindas e as melodias infinitas, são pano de fundo, do meu viver...
Cada aeroporto
É um nome num papel
Um novo rosto
Atrás do mesmo véu
Alguém me espera
E adivinha no céu
Que meu novo nome é
Um estranho que me quer
E eu quero tudo
No próximo hotel
Por mar, por terra
Ou via Embratel
Ela é um satélite
E só quer me amar
Mas não há promessas, não
É só um novo lugar
Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada...

(Cazuza)