terça-feira, 20 de janeiro de 2009
PLURIVERSOS, CAMINHOS DA POESIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA
Tudo isto que está no título e mais além: Ciclo de palestras e recitais na Casa das Rosas que buscam mapear o cenário atual, apresentando ao público as principais tendências poéticas, que em seu conjunto mostram a riqueza e a diversidade da poesia mais recente.
Só não vai quem tem encontro com Alice dentro do espelho...
"Nenhum ponto inerte anula o viravoltear das coisas"
vira(vol)tear
vidavol(tear)
(atear) fogo até que peito (in)flame
a(tear) fios que até o chão (pre)teje
ate(ar) céu até que Deus
se (encha)
enxame
inguento
mei.a-ca.na
mei.o-tom
mei.o-di.a
extrema-unção
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
A Moça do Sonho
(auto-retrato na Ilha) Chico Buarque
Composição: Chico Buarque / Edu Lobo
Súbito me encantou
Jamais
...
Não poderia deixar de ter...
Sou uma moça de antigamente...
na minha agenda, do ano passado, por exemplo, tem:
Semana de Chico

Porque Era Ela, Porque Era Eu
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Eu não sabia explicar nós dois
Ela mais eu
Porque eu e ela
Não conhecia poemas
Nem muitas palavras belas
Mas ela foi me levando pela mão
Íamos todos os dois
Assim ao léo
Ríamos, choravamos sem razão
Hoje lembrando-me dela
Me vendo nos olhos dela
Sei que o que tinha de ser se deu
Porque era ela
Porque era eu
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Coisas da Flávinha Poetriz - I
Link a pessoa que te “pegou”.
Poste as regras no seu blog.
Passe para 6 pessoas
Avisar os blogs convidados sobre o convite e o post.
Seis aleatóriedades minhas:
1-comprei um curso de violão na banca de jornal para tocar em frente à fogueiras... (só não sei aonde...)
2- descobri que quanto mais velha me torno mais me pareço com minha mãe no quesito: flores! (agora entendo porque ela gostava tanto de por flores no cabelo)... é um instante mágico mesmo.
3-não consigo não beber coca-cola, embora tome suco de soja todos os dias...
4-eu adoro filhos alheios (sobrinhos mais ainda!)
5-achei que quando crescesse moraria dentro de uma biblioteca, dentro da minha casa... ( o tempo, por enquanto, me mostra que eu moro dentro de planilhas e relatórios) mas, meus livros ainda estão por todos os cantos e, eu quero logo, morar dentro deles!
6-eu não cumpro meus planos, mas obedeço minhas regras. fácil ? nem tanto...
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Moça da Tarde
La Belle de Jour (Alceu Valença)
Eu lembro da moça bonita
Da praia de Boa Viagem
A moça no meio da tarde
De um domingo azul
Azul, era Belle de Jour
Era a bela da tarde
Seus olhos azuis como a tarde
Na tarde de um domingo azul
La Belle de Jour
La Belle de Jour
Era a moça mais linda de toda a cidade
E foi justamente pra ela
Que eu escrevi o meu primeiro blues
Mas Belle de Jour, no azul viajava
Seus olhos azuis como a tarde
Na tarde de um domingo azul
La Belle de Jour...
sábado, 27 de dezembro de 2008
Explore este sabor
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Natal
Natal pra mim é debaixo de asa da minha mãe, é no colo dos meus irmãos, é no sorriso dos meus sobrinhos e no coração do homem que escolhi para ver estrelas. Natal não é simples, como muitos dizem. Natal não tem nada de calmaria e zen-budismo. Natal é frisson, é frenesi, são luzes piscando, são pessoas passando, peru passando, tender passando, chester passando, ai meu deus que em janeiro quem estará passando sou eu: do peso! No Natal a gente reinventa o passado do jeito que bem quer. Resgata lembranças felizes e transforma as peraltices em fantásticos movimentos inimaginados, somos stars. No Natal, tudo brilha mais forte e a casa da minha mãe parece muito mais colorida e cheia de vida. Foi-se o tempo, que ela nervosa, achava que não daria tempo de fazer toda a comida (e olha que sempre deu, sempre dava). Hoje, ele já descobriu, sempre dá. No Natal, a gente bebe champagnhe de forma muito mais elegante. A gente faz brindes, brilha os olhos, até o coração acelera de tanto bem querer. Nos Natais, da minha vida, os livros ficam na estante, e sempre alguém ganha mais um, pede mais um, quer muito mais. No Natal, eu sinto a juventude me tomando de assalto e tenho vontade de fazer tudo ao mesmo instante, tenho vontade de comprar todos os presentes do mundo pra todo mundo, tenho vontade de escrever cartas imensas, tenho vontade de ligar para pessoas que não ligo há anos, tenho vontade de enfeitar tudo com sete fitas colorida... imagina... Para mim, Natal é família unida, é um sonho de um ano bom e é o desejo de que aquele instante, aquele noite, aquela ceia... dure para sempre...
sábado, 20 de dezembro de 2008
Stick & Sweet Tour
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Se Deus não existe...
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
“… Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira: compreendo, sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem cruzo esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo. E exigimos o eterno do perecível, loucos”.sábado, 13 de dezembro de 2008
Vai vadiar...
Mariana AydarCom o pé no batuque e outro na modernidade, a jovem cantora reverencia os velhos mestres e a nova geração de compositores.
"Vamos fazer uma festança
Este capítulo não é sério.
Mediação Sandra Vasconcelos
Exposição - Saramago

Quando: 29 NOVEMBRO DE 2008 A 15 FEVEREIRO 2009
http://www.institutotomieohtake.org.br/programacao/expocartaz/tecartaz.htm
Objecto Quase
A bagagem do viajante
Meu pai partiu em 2001. Não foi no ano da morte de Ricardo Reis, foi no ano que conheci Sir O`William. Achei que Deus fazia uma troca, um Rei por um Príncipe. Aceitei. De vez em quando sinto uma saudade danada daquele meu moço bonito de olhos azuis e de pele tão alva quanto um clarão de luz. Nestas horas, dá vontade de fazer um cafuné, de fazer uma graça naquela barba, de dar um cheiro entre os cachos dos cabelos...
Afago então, as letras e a calva do Saramago e coisas mágicas acontecem...
Pague quanto puder
O INSTANTE, O ESCURO
Quando: Sábados, 18h30 (Sessão extra 14/12, 16hs)
Onde: Espaço dos Satyros Dois, pça Roosevelt, 134
Quanto: Pague quantoTemporada: Até 20 de dezembro
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Protocolos críticos
Ensaístas, professores, sociólogos, poetas e tradutores examinam e questionam o ofício da crítica literária, cuja essência é, justamente, o exame e o questionamento.Como se comporta a crítica diante de novos gêneros e, mais ainda, diante das metamorfoses da cultura literária? Qual o lugar da crítica nos novos meios e veículos de comunicação? Que direção tomaram as formas do discurso crítico?Essas são algumas das indagações do Seminário Internacional Rumos Literatura, com curadoria do tradutor e professor Samuel Titan Jr.
Realizado entre 16 e 18 de dezembro, na sede do Itaú Cultural, em São Paulo, o seminário encerra a edição 2007-2008 do Rumos Literatura.
Também será lançado o livro Protocolos Críticos, resultante do programa. Consulte a programação completa: http://www.itaucultural.org.br/
O coração do homem bomba
POCKET-SHOW terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Vamos ler com Tom Zé ?
Abraços, e, Brasília, até amanhã. Beijos."
Tom Zé
Animais em extinção
domingo, 7 de dezembro de 2008
Salve os "tri-colors" paulistas...
"Lindo e fanatico é pouco.
A Musa Chapada
o anjo sujo, esfarrapado
remela nos olhos
cabeça feita
bate as asas sob o céu lilás
:
luas se dissolvem
(comprimidos de sonrisal
na fornalha da noite)
música que não cessa
minha mão dentro da sua
veias são nervuras
golfinho saltando
na pele das costas
vênus vestindo
um manto de água
a ninfa chapada
de olhos elétricos
cores girando
no abismo sem fundo
dança de estrelas
no teto da sala
dois sóis em cada ontem
três vozes
na voz de quem cala
*****
Lançamento 08-dez-2008

sábado, 6 de dezembro de 2008
Los Super Elegantes
mas, super elegante, com certeza.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Saramago, o Elefante e a Viagem

SESC Pinheiros
Dia(s) 27/11
Quinta, às 20h30
domingo, 23 de novembro de 2008
Quadro cênico
Pina BauschOs lentos movimentos cadenciados, os pequenos movimentos perfeitamente planejados, são de uma delicadeza ímpar.
Quando tiver chance, Fale com Ela... é puro deleite.
Redançando a história corporal
Pina Bausch (coreógrafa Alemã)Escrever [e dançar] é tantas vezes lembrar-se do que nunca existiu. Como conseguirei saber do que nem ao menos sei? assim: como se me lembrasse. Com um esforço de memória, como se eu nunca tivesse nascido. Nunca nasci, nunca vivi: mas eu me lembro, e a lembrança é em carne viva.
Jokerman
Talvez esta não seja uma canção para domingos de sol, mas Bob Dylan vale a pena nas mais diversas horas do dia, inclusive no café-da-manhã do final de semana...
"É um mundo sombrio, céus são escorregadiamente cinzentos
Uma mulher acabou de dar à luz a um príncipe hoje
E o vestiu de escarlate.
Ele irá pôr o padre no bolso, pôr a lâmina para aquecer,
Tirem as crianças sem mães da rua
E coloquem-nas aos pés de uma meretriz.
Ó, Curinga, você sabe o que ele quer,
Ó, Curinga, você não demonstra nenhuma reação... "
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Você gosta de coelhinhos ?

Sinopse: O ator, escritor e professor Jorge Miguel Marinho encena o conto "Carta a uma senhorita em Paris", de Julio Cortázar, um dos escritores mais relevantes do Realismo Fantástico. O tema da busca de identidade num mundo esvaziado de sentido, o sentimento de ser "diferente" e a experiência de viver como jogo, aventura e desafio está presente nesse texto que vem inquietando e sensibilizando leitores de todos os tempos, e agora o espectador. Como toda a obra de Cortázar que é convite ao diálogo e só acredita na literatura a serviço da vida, esta "Carta" pergunta ao próprio personagem e sobretudo aos espectadores: "É mais absurdo o absurdo da realidade ou o absurdo da fábula, da arte, da ficção?". Evento gratuito.
Data: 29/11 - sábado
Local: Av. Paulista, 509 - Cerqueira César -
Tel.: 2167-9900Horário: às 17h
Peça: Carta a uma senhorita em Paris
Com Jorge Miguel MarinhoLivraria Martins Fontes
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Rarefato
CARTA A KIRILOV
(do livro Rarefato – por Frederico Barbosa)
terça-feira, 18 de novembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
Feliz Aniversário Sir O`William
Eu te amo simplesmente sem complicações ou loucura
Então te amo assim porque não conheço outra maneira
Tão perto quanto tua mão em meu peito
Tão perto que quando fecha teus olhos eu adormeço... "
Eu te amo porque te amo e isto não tem explicação dentro de mim. Eu te amo porque você me faz rir (com o teu riso e com os clássicos e fantásticos "hoje quem eu sou ?" ) . Eu te amo porque você me faz adormecer em paz (sem pesadelos). Eu te amo porque você me provoca (com o teu desejo) . Eu te amo porque você me alimenta (com teus sonhos e com tua culinária). Eu te amo porque tomar o café-da-manhã ao teu lado é algo de inesquecível (imperdível e inexplicável). Eu te amo porque teu cheiro é tatuagem na minha pele (e eu o sinto o dia todo). Eu te amo porque tua boca tem o gosto que eu gosto (e eu sempre quero mais). Eu te amo porque você é um homem lindo (e eu não me canso de descobrir belezas escondidas em você). Eu te amo porque você é forte (e me protege de todos os perigos). Eu te amo porque eu tenho sonhos ao teu lado (e isto é o melhor que podemos desejar). Eu te amo porque você não é simples , nem comum (é um misto de mistério e assombro que me seduz o tempo todo). Eu te amo porque você ilumina minha vida (e meus dias se tornam coloridos e cheios de imagens fantásticas). Eu te amo porque você é assim... um grande homem, ainda menino e meu amor.
Feliz Dia de Hoje, moço bonito!
O amor é arrebatamento , é abissalidade e abundâcia.
O amor é busca, é bobice e baleiro.
O amor é cafuné, é comichão e calmaria.
O amor é detalhe, é devaneio e devassidão.
O amor é eclípse, é eletricidade e elixir.
O amor é fúria, é fábula e fecundação.
O amor é gabiru, é gaiatice e gostosura.
O amor é harmonia, é humildade e humores.
O amor é idealização, é ilusão e iluminação.
O amor é jazz, é jubilo e juramento.
O amor é kamikaze, é kant e kirsch (aguardente de cereja).
O amor é labríntico, é labial e lacerante.
O amor é madrugador, é mistérioso e mágico.
O amor é namoração, é nobreza e nudez.
O amor é ostentação, é obcecação e obscenidade.
O amor é paixão, é paladar e palavrão.
O amor é querer-bem, é querer-tudo, é querer-mais.
O amor é regozijo, é rasgadura e raridade.
O amor é sinfonia, é sexo e saravá.
O amor é travessura, é tâmara e tamborim.
O amor é urgência, é uivo e umidades.
O amor é vagareza, é vadiagem e ventania.
O amor é xangô, é xodózinho e xadrez.
O amor é yin , é yang e ypsilone-duplo.
O amor é zelo, é zonzeira e zumbideira.
No fim, o amor é um montão de pequenas coisas do dia-a-dia... por isso, estamos juntos, atados e firmes.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Hoje, estarei lá.

sábado, 11 de outubro de 2008
Eu vou...
(I simpósio de poesia contemporânea)
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Com luz e sem ilusão
Sim, li o livro. É claro, não deixaria de lê-lo. Faz tempo, anos, nem me lembro de alguns detalhes. Mas, de outros... parece que li o livro ontem. Sim, assisti o filme. É claro, sou viciada em lugar escuro, tela gigante e coca-cola (porque suco de soja tem limite, tem que ter). Do Meirelles ? Eu gosto, também assim... eu gosto. Dos atores convidados ? Ah, ruiva sempre tem mais charme, Julliane Moore, é uma mulher interessante e no papel da esposa, bem, foi legal (já assistiram o Exorcismo de Emily Rose ? então, aquela advogada... não sei não, acho que ela daria uma esposa perfeita...). O médico ? Eu detestei bem antes de vê-lo. Não, ele é um ator de hollywood que é ator em hollywood... é isto. Ah, Mark... sei não, por mim era não, e tava feito. Mas, ele estava bem, pelo seu tamanho, sem fundura, mas é isto aí... o importante é o livro! Não, não chorei. Vejo todo mundo dizendo que chorou. E eu estou me sentindo estranha, incomodada, até coceira tô sentindo (porque geralmente eu choro até com comercial do Cartoon). Mas, eu não me senti triste, eu não senti vontade de vomitar, eu não senti raiva, eu não senti dor nenhuma. Cega, talvez eu estivesse quando assisti o filme. Começo a crer que a cegueira ultrapassou o limite da ficção e me tomou de assalto. Claro, não é possível! Eu me comovi mais vendo o Saramago assistindo o filme, do que vendo o filme que fez o Saramago se emocionar. Fui tomada pela cegueira branca, Borges era ficção, minha cegueira é de verdade. Devo estar pior do que imagino, achei que estava chata com a literatura, bem vejo que estou ficando péssima com o cinema. Adorei aquela mocinha do filme Juno... quanto a Alice Braga... ai moça bonita , os peitos da Sônia Braga eram mais... perfeitos. Que chata que sou, que estou. Enquanto todos choram, eu estou aqui, a reclamar de elenco. Dublê Mike (já assistiram o filme do Tarantino que tem este personagem ?). Não, o filme é uma porcaria, mas o dublê Mike... meu deus, o dublê Mike arrasa! Gael Garcia Bernal... pessoalmente eu gosto muito de moço e acho que estava excelente no papel que lhe coube... "i just call to say... i love you..." Então, eu acho que o Meirelles acertou quando fez o filme. Quem é que queria, a esta altura da vida, uma adaptação de uma obra do Saramago que fosse melhor que a própria obra ? Eu é que não! Pra mim, Lavoura Arcaica, já me basta e Raduan nem sequer foi arranhado. Filme e livros ótimos: imperdíveis, inesquecíveis e quase inimagináveis. Ah, quanto ao Ensaio sobre a Cegueira o Meirelles fez um filme redondinho, bonitinho, todo certinho e com ótima solução visual pra tal cegueira. Acertou a mão, negão! Mas, eu... que me sinto uma pessoa comovível... não chorei... Fada dos dentes arrependida
Ser desonesto esse do qual os conto esse conto.Ele, ou ela, não tem nem sexo definido,
nem amigo do infinito, nem grito.
Gosta de nos infernizar com um zumbido no ouvido.
O nome usado pelas crianças é FADA.
Pra mim, poderia se chamar de mal-amada.
Certa vez, num momento de escassez,
eis ela que arranca o próprio dente de uma vez.
Arrumou uns trocados em troca
do dente que fez falta.
Burrice! Gritou sua consciencia depois do ato insano,
não menos que profano, um engano.
Um consolo.
Pesado como tijolo.
Feliz esteve outrora,
porém a falta de um dente à deixava triste agora.
(texto e desenho: Felipe Godoy)
Pequenas epifânias
Lição para pentear pensamentos matinaisCaio Fernando de Abreu - Pequenas Epifânias
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Literatura Celular n. 03 - 09/10 - 16:01 hs
AMÉLIA Jantar mudo de chamadas perdidas: eu, mulher-de-verdade, destupro o meu destino na entranha do
Auto Retrato
Munch - Auto RetratoEste Munch sentado e cabisbaixo é meu. Pode esquecer o Grito e a dor. Nele, tudo já é passado e esta gravata vermelha devia ser de cor violenta, roxa lenta em púrpura cor. Olhos longínquos e tristes, deste moço. Semblante perdido, com paletó puído, mãos disformes e todas as cores escorridas. Me oferece vinho, eu aceito. Pinceladas noturnas incandescem meus olhos turvos. Eu conheço Munch de perto. Já vi seu Grito, já gritei com ele. Revoltei-me com suas réplicas, com suas tétricas figuras. Ele permaneceu ausente de palavras, mas seus traços longos, me diziam "grita comigo, não grita comigo". E eu, obedecia-lhe poéticamente. Muda... com o grito preso na boca... ecoando pelo silêncio que deixava o ar suspenso...
No intervalo...
Histórias no Elevador
Veja que bacana:
http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/mostrasesc08/historiasnoelevador.cfm
Literatura Celular n. 01 - 08/10 - 20:30hs
... tateia. Morto pesa pacas. O bodum tonteia. "Pô!" Passo. Queda."Não!" Já era.
A.Guzik - Mostra Sesc de Artes 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Começa hoje...
mostRa SeSc de arTeS
Cerca de 80 projetos nas linguagens de artes visuais, artemídia, dança, literatura, música e teatro ocupam as 15 unidades do SESCSP.
Eu vou, você vai ?
Let´s Get It On
Esta vai pro marido, pelo qual esperei e sem o qual não vivo.
Let's Get It On (tradução)
Marvin Gaye
Eu realmente tenho tentado, baby
Tentado segurar esses sentimentos por tanto tempo
E se você se sente como eu me sinto, meu bem
Vem cá, venha
E vamos deixar fluir, vamos deixar fluir
O querida, vamos deixar fluir
Somos todos pessoas sensíveis
Com tanto amor para dar entenda-me, meu amor
Já que estamos aqui
Vamos viver
Eu te amo
Não há nada de errado comigo
Em amar você, amor, não, não
E você se dando a mim nunca poderia ser errado
Se o amor for verdadeiro, querida
Você não sabe o quão doce e maravilhosa
A vida pode ser
Estou te pedindo, querida,
Para se soltar comigo
Não vou me preocupar nem forçar nada
Não vou forçar você, querida
então venha, querida
Pare de enrolar
Vamos deixar fluir
Você sabe do que estou falando
Vamos, querida,
Deixe o seu amor sair
Se você acredita no amor,
Vamos deixar fluir
Vamos deixar fluir, querida
Neste minuto, oh, sim
Vamos deixar fluir
Por favor, solte-se
Vamos, vamos, vamos, vamos, querida
Pare de enrolar
Vamos nos soltar
Eu quero me soltar
Você não deve se preocupar se isto está errado
Se o seu espírito te move
Deixe-me curtir você… bom
Deixe o seu amor fluir
Solte-se, vamos, querida
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Motown
Domingueiras. Era assim, que chamavam as "baladas" nas quais íamos (eu, minhas amigas e invariavelmente... os irmãos). No final, não tinha muito problema, pois todo mundo era conhecido ou a tal festa era um aniversário de um primo, ou apenas, motivo pra deixar a "vitrola" rolando a noite toda.
Todo mundo era um pouco DJ. NInguém tinha pen-drive, nem carregava músicas em i-pod. A chamada não era por celular, era no boca a boca. No portão de casa, encontrava um , encontrava outro, ia na casa de um, ligava pelo telefone (com fio!) pra outro, comprava fichas pra orelhões laranjas e a festa estava armada.
Cada família tinha sua "máfia" de vinil. De forma, que quando víamos alguém chegar, já sabiamos que tipo de som ia rolar. Mas, a democracia era absoluta "pode tocar, se tiver ruim... pode tirar!" E, tiravam. Ninguém deixava a festa esfriar.
Nesta época, a gente dançava com quem não queria. Porque não era legal, dizer não. Mas, haviam códigos, então eram 7 passos e um olhar nos salvava. Naquela época olhar era tudo. Na pista (geralmente uma garagem ou um grande salão) pelo olhar a gente sabia se a música estava legal ou não. Se a dança iria até o fim ou não. Se alguém precisava ser salva ou não.
Era um tempo bom. Mas, quase todos os tempos passados, são... as memórias são sempre melhores do que a história.
Este Marvin Gaye, é antigo. E, até minha mãe, já assoviou um refrão... Quando o mundo não era tão moderno, a gente gostava de inventar amores. E, passava muito tempo, ouvindo canções como "Let´s get it on" e imaginando se em algum lugar havia alguém olhando o mesmo infinito que nós... Bem, era assim, quando eu adolesci.
Este vinil, já rodou muito. Debaixo de braço, debaixo de chuva, protegido do sol. Já formou casais, já separou namorados, já fez moças bonitas tirarem anéis dos dedos pra guardar segredos.
Se este moço soubesse, como se tornaria eterno por causa de uma (ou algumas! ou quase todas! mas, especialmente por esta) canção... ah, se ele soubesse...







