A bagagem do viajante
Meu pai partiu em 2001. Não foi no ano da morte de Ricardo Reis, foi no ano que conheci Sir O`William. Achei que Deus fazia uma troca, um Rei por um Príncipe. Aceitei. De vez em quando sinto uma saudade danada daquele meu moço bonito de olhos azuis e de pele tão alva quanto um clarão de luz. Nestas horas, dá vontade de fazer um cafuné, de fazer uma graça naquela barba, de dar um cheiro entre os cachos dos cabelos...
Afago então, as letras e a calva do Saramago e coisas mágicas acontecem...
Dias perfeitos
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Moro eu, criança
No sol mais claro que o verão inteiro
Na ânsia de viver de um bom janeiro
Bolhas e bolhas explodindo em sonho
No mar gigante que leva a c...


Um comentário:
Ternura. É a palavra que abraça o texto!
Bjos
Rodrigo
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