segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Solidão, que nada.

Nos anos 80 eu tinha um ideal de beleza. Homem pra ser bonito, tinha que vestir jeans e camiseta e ficar gato na foto, como o Cazuza. Claro, que sim, fui apaixonada por ele. Copiava refrões inteiros, cantava no banheiro, escrevia para rádios (naquela época AM !), e pedia músicas, e pedia discos, e pedia tudo. Este vinil aqui, foi ganhado (acreditem, piegas, brega) do Gugu na Rádio América. Tá na casa da minha "mami" guardadinho. Na época (meados dos anos 80 pros 90) eu ouvia sem parar e cantava, com toda a minha voz de cigarra. Tempos bons, aqueles... Eu, no auge dos 18 anos, curtindo a vida adoidada. Esta semana, vocês verão como eu já fui rock´n roll. Pois é, a música sempre me acompanhou, as letras lindas e as melodias infinitas, são pano de fundo, do meu viver...
Cada aeroporto
É um nome num papel
Um novo rosto
Atrás do mesmo véu
Alguém me espera
E adivinha no céu
Que meu novo nome é
Um estranho que me quer
E eu quero tudo
No próximo hotel
Por mar, por terra
Ou via Embratel
Ela é um satélite
E só quer me amar
Mas não há promessas, não
É só um novo lugar
Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada...

(Cazuza)

2 comentários:

Rodrigo disse...

me perco em teu bom gosto!
encontro contigo no cálice da literatura. brindaremos, sempre.

p.s: blog linkado. e poesia roubada.

Garfo Sem Dentes disse...

Cazuza foi "Ô Cara" mesmo...