sexta-feira, 31 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Quero um Cadillac...
Assisti o filme Cadillac Records e confesso que ao terminar a vontade era correr para o Youtube pra ver ao vivo (ou quase) as interpretações reais de todos aqueles seres que serviram de referência e foram reverenciados. A trilha sonora é imperdível e vale a pena conferir.
Impossível não se deixar tocar, por uma canção assim ... dá até vontade de sofrer junto... de chorar junto, de se acabar...
Pra chorar na chuva...
ETTA JAMES - I'd Rather Go Blind
Something told me it was over
when I saw you and her talking,
Something deep down in my soul said, ´Cry Girl´,
when I saw you and that girl, walking around.
I would rather, I would rather go blind boy,
Than to see you, walk away from me chile.
Ooooo So you see, I love you so much
That I don't want to watch you leave me baby,
Most of all, I just don't, I just don't want to be free no
I was just, I was just, I was just sitting here thinking
Of your kisses and your warm embrace, yeah,
When the reflection in the glass that I held to my lips now baby,
Revealed the tears that were on my face, yeah.
And baby, baby, I would rather be blind boy
Than to see you walk away, see you walk away from me, yeah
Baby, baby, baby, I'd rather be blind now ...
Algo me disse que tinha acabado
quando te vi conversando com ela
Algo no fundo da minha alma disse, "Chore garota"
quando te vi sair com aquela garota.
Eu preferiria, eu preferiria ficar cega, garoto
A vê-lo me deixar
Ooooo então, veja, eu te amo tanto
Que eu não quero vê-lo me deixar
Mais do que tudo, eu simplesmente não quero, simplesmente não quero ser livre, não
Eu estava apenas, eu estava apenas, eu estava apenas sentada pensando
Nos seus beijos e nos seus abraços, yeah
Quando o reflexo no copo que eu segurava próximo aos meus lábios, amor,
revelou as lágrima que eu tinha no rosto, yeah
E amor, amor, eu preferiria, eu preferiria ficar cega, garoto
A vê-lo a ir embora, a vê-lo me deixar, yeah
Amor, amor, amor, eu preferiria ficar cega agora
sábado, 25 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Caixa de Ódio
No show, Barnabé é acompanhado por Paulo Braga (piano) e Sérgio Espíndola (baixo e guitarra) e executa canções como "Aves Daninhas", "Cadeira Vazia, Judiaria", "Quem Há de Dizer", "Dona Divergência", "A Rainha do Show" e, como não poderia deixar de ser, "Caixa de Ódio", que batiza o projeto.
Apareça ! Lá o ambiente é decorado com retratos, vasos, instrumentos musicais , eletrodomésticos vintage...
Arrigo Barnabé - Caixa de Ódio - Lupicínio
Casa de Francisca
Rua José Maria Lisboa,
011 3493 5717
Caixa de Areia
MixturaçãoWalter Franco
O raciocínio lento,
O poço, pensamento,
O olho, orifício,
O passo, precipício.
Eu quero que esse teto caia.
Eu quero que esse afeto saia. Eu quero que esse teto caia.
Eu quero que esse afeto saia.
Em vermelho natural,
Com gosto de água e sal,
No rosto e no lençol,
Misturando o bem e o mal.
Ou Não (1973)
Revolver (1975)
Respire Fundo (1978)
Vela Aberta (1979)
Walter Franco (1982)
Tutano (2001)
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Maybe Not
Cat Power - Maybe Not
Cat Power se apresenta dia 18 de julho na Via Funchal. Depois das consagradas apresentações no Brasil em 2007 e do sucesso de seu último cd “Jukebox” em 2008, a cultuada cantora e compositora Chan Marshall, nome verdadeiro de Miss Power, volta a São Paulo para cantar seus hits.
Cat Power surgiu na cena Indie Rock dos anos 90. Dona de uma voz rouca e estonteante ela encanta platéias por onde passa.
As criticas de seus shows são sempre empolgantes e apaixonadas. Imperdível!
R. Funchal, 65 - Funcionamento: diariamente, das 12h00 às 22h00 (11) 2198–7718
Maybe Not
Há um sonho que eu vejo, rezo para que possa ser
Procure atravessar a terra, sacudir esta terra
Um desejo ou um comando
Eu sonho que vejo, não mate isso, é grátis
Você é apenas um homem, você tem o que você pode
Todos nós fazemos o que podemos
Então, podemos fazer só mais uma coisa
Todos nós podemos ser livres
Talvez não com palavras
Talvez não com um olhar
Mas, com a sua mente
Ouça-me, não caminhe nessa rua
Há sempre um fim para isso
Venha e seja livre, você sabe quem eu sou
Somos apenas pessoas que vivem
Não temos nada
Então não temos nada a perder
Todos nós podemos ser livres
Talvez não com palavras
Talvez não com um olhar
Mas, com a sua mente
Você tem que escolher um desejo ou comando
Na virada da maré, é assolador
Lembre-se de uma coisa, o sonho você pode ver
Ore para ser, agite esta terra
Todos nós fazemos o que podemos
Então, podemos fazer só mais uma coisa
Não temos nada
Portanto, não temos nada a perder
Todos nós podemos ser livres
Talvez não com palavras
Talvez com um olhar
Mas, com a sua mente
Mas, com a sua mente
A minha natureza não é tão selvagem...
Sou moça imprevisível. Dessas que tem mania de cores. De forma que, em determinadas épocas se apaixona só pelos verdes, ou só pelos azuis, ou só pelos pretos, pelos marrons, pelos laranjas, pelos lilázes...pelos cinzas não, nem pelo bege! E, lota gavetas e armários com combinações de tons sobre tons que enchem os olhos de tantos prazeres.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Mande notícias do lado de lá...
'Vivo numa bomba-relógio circular'
As vezes, parece que a gente se repete, mas não... a gente apenas, não esquece.
Rodrigo morreu e da morte dele meu irmão lembrou de me avisar que me ama muito, que me ama demais, que me ama todos os dias, mas que esquece de dizer pessoalmente, mas mentalmente me diz...
A morte deste moço, desconhecido por muitos, conhecido por poucos, traz um sentimento de solidariedade e de bem querer que não pede nada em troca.
Este moço, que escrevia muito, que não era de grandes manifestações (e aparições) agora descansa dos seus próprios fantasmas.
Sinceramente, dói na alma, a forma como algumas pessoas partem, Rodrigo foi uma delas.
Descansa seu moço, amansa este leão feroz que vigiava tuas horas...
* * *
Texto de Márcia Vieira - O Estado de S.Paulo (sábado, 11 de julho de 2009)
A literatura e a esquizofrenia vieram juntas há exatos 20 anos. Foi depois do primeiro surto, aos 23, que Rodrigo de Souza Leão começou a escrever ficção sem parar. Em algumas vezes, versos rabiscados no primeiro pedaço de papel que aparecesse pela frente. Noutras, poesias curtas em revistas literárias na internet. O mundo virtual era sua vitrine. Rodrigo editava uma revista literária, escrevia para sites e mantinha um blog, o Lowcura. No ano passado, conseguiu realizar um sonho: publicou pela editora 7 Letras seu primeiro livro em prosa, Todos os Cachorros São Azuis. Ficou eufórico por ser um dos 50 finalistas do Prêmio de Literatura Portugal Telecom, ao lado de nomes como José Saramago, Manoel de Barros e Milton Hatoum. O romance, quase uma autobiografia, é uma imersão no mundo da esquizofrenia.Rodrigo morreu na semana passada, aos 43 anos, de ataque cardíaco, amarrado a uma cama numa clínica psiquiátrica no Rio onde tinha pedido para ser internado uma semana antes temendo um surto. Na saída para a clínica se recusou a entrar no carro dirigido pela mãe. Tinha medo de não se controlar, tomar o volante e acabar provocando um acidente. Foi de táxi agarrado em Dulce, a irmã caçula. "Acho que ele se libertou. Era muito sofrimento", desabafa a mãe. A vida foi dura para Rodrigo. Assim como para os pais, Sylvia e Antonio, e os irmãos mais novos, Bruno e Dulce. No dia 25 de junho, antes de sair para a clínica, Rodrigo escreveu uma carta para a família, com tom de despedida.
"Vocês sabem muito bem que a minha vida não foi fácil. Sofreram muito. Sofremos junto. Sofremos nós. Eu gostei da vida e valeu a pena. (...)Tomara que exista eternidade. Nos meus livros. Na minha música. Nas minhas telas. Tomara que exista outra vida. Esta foi pequena pra mim. Está chegando a hora do programa terminar. Mickey Mouse vai partir. (...) Nunca tenham pena de mim. Nunca deixem que tenham pena de mim. Lutei. Luto sempre. Desculpem-me o mau humor. É que tudo cansa."
Difícil saber o que detonou a última crise. Dez dias antes, tinha ido ao ar uma cena da novela Caminho das Índias, de Glória Perez, em que Tarso (Bruno Gagliasso), numa crise esquizofrênica, atira em Murilo (Caco Ciocler). Rodrigo ficou perturbado. "Ele me disse: ?Mas esquizofrênico não mata. Meus amigos e vocês vão ficar com medo de mim, achando que sou um assassino? ", lembra a mãe. Não adiantou a família repetir por dias seguidos que aquilo era ficção.
"Ele já não vinha muito bem", lembra Dulce. "Tinha delírios, tomava muitos remédios, achava que agentes tinham colocado um chip nele . Depois da cena da novela, ficou com medo de matar o irmão." O chip e os agentes estão no relato do narrador de Todos os Cachorros São Azuis e fazem parte também da loucura do personagem da novela. "O Tarso tem muito do Rodrigo. Meu irmão tinha mandado o livro para a Glória logo que a novela começou. Não sei se ela leu", diz Dulce. Sim, leu. "O livro é maravilhoso e me inspirou, assim como outros depoimentos de esquizofrênicos, a escrever as cenas do Tarso", confirma a novelista.
O chip e os agentes apareceram desde o primeiro surto. Rodrigo trabalhava no escritório da Caixa Econômica Federal. Achou que estava sendo perseguido até pelo presidente da CEF. Desceu 43 andares de escada no escuro para fugir dos tais agentes. Descontrolado, foi internado pela primeira vez com o diagnóstico de esquizofrenia, doença mental que se caracteriza por alucinações e mania de perseguição. Anos depois, veio a segunda internação, quando até a polícia foi chamada para arrombar a porta do apartamento onde ele tinha se trancado.
No livro, Rodrigo narra os horrores da clínica. "Hospício era um lugar cheio de flores lindas, mas podre por dentro. (...) Todas as vezes, eu desacreditava em Deus. Se havia um lugar como o hospício, era sinal de que Deus não existia. Ou ele existia e não queria saber de quem estava dentro daquele pequeno inferno."
Quando Rodrigo saiu do "inferno", começou a escrever. "A esquizofrenia o levou para a literatura, que, por sua vez, o ajudou a conviver com a esquizofrenia", acredita a irmã. Suzana Vargas, professora de Rodrigo na faculdade de jornalismo e amiga de todas as horas, concorda. "Ele sempre teve talento. A partir do primeiro surto, mergulhou na literatura. Foi o modo que encontrou para conviver com aquilo."
Suzana acredita que, com a publicação do romance, ele estava encontrando o seu lugar na literatura. "O livro é um soco no estômago, um material maravilhoso do ponto de vista literário e também uma maneira de entender o que se passa na cabeça de um esquizofrênico."
Antes do primeiro surto, Rodrigo já era um leitor compulsivo. Leu tudo de Marcel Proust. Devorou os poemas de Charles Baudelaire e os textos de Friedrich Nietzsche. Mas sua grande paixão era Rimbaud.
O ataque cardíaco que matou Rodrigo não foi surpresa para a família. Além de esquizofrênico, ele tinha TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), era hipertenso, fumante e sedentário. "Ele nunca fumava só um cigarro por vez. Tinha que ser cinco seguidos", lembra o pai. Médico, Antonio passou a estudar esquizofrenia. Descobriu que seu filho era do tipo esquizofrênico paranóico. "Tinha mania de perseguição e de grandeza. Achava que nós éramos coniventes com os agentes."
Antonio guarda em casa os originais de Tripolar , romance do filho, ainda inédito. "É um bom livro. A esquizofrenia não alterou a produção intelectual", acredita. Um dos últimos poemas que Rodrigo postou no blog Lowcura foi "Tudo é pequeno/a fama/a lama/o lince hipnotizando a iguana. O que é grande/é a arte/Há vida em marte."
Foi Antonio quem recebeu o telefonema avisando que Rodrigo tinha sido encontrado morto na manhã de 2 de julho. Em Todos os Cachorros São Azuis, o narrador conta: "Quando o hospício estava cheio, era a hora de ficar quieto. Qualquer coisa e você poderia ser amarrado à cama. Dentro do cubículo e amarrado era a morte."
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Noites de gala, samba na rua
QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ
Chico Buarque 1966
Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala
Você era a favorita onde eu era mestre-sala
Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua
Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua
Quando o samba começava, você era a mais brilhante
E se a gente se cansava, você só seguia adiante
Hoje a gente anda distante do calor do seu gingado
Você só dá chá dançante onde eu não sou convidado
Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer
O meu samba se marcava na cadência dos seus passos
O meu sono se embalava no carinho dos seus braços
Hoje de teimoso eu passo bem em frente ao seu portão
Pra lembrar que sobra espaço no barraco e no cordão
Todo ano eu lhe fazia uma cabrocha de alta classe
De dourado eu lhe vestia pra que o povo admirasse
Eu não sei bem com certeza porque foi que um belo dia
Quem brincava de princesa acostumou na fantasia
Hoje o samba saiu…
Hoje eu vou sambar na pista, você vai de galeria
Quero que você assista na mais fina companhia
Se você sentir saudade, por favor não dê na vista
Bate palmas com vontade, faz de conta que é turista
Hoje o samba saiu…
domingo, 12 de julho de 2009
Abertura FLAP
sábado, 11 de julho de 2009
Tempo antigo
Gil Silva, 12/11/1993
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Zé, mizé, camarada André
Editora: Record
Último vencedor do Prêmio SESC Romance e um dos 50 finalistas do Prêmio Portugal Telecom.
Homenagem

Amigos do poeta realizarão leituras e performances musicais, no entanto, o sarau é aberto a todos que quiserem participar prestando sua homenagem. O evento será transmitido ao vivo pelo site Cronópios: http://www.cronopios.com.br/
Participações confirmadas de Donizete Galvão, Franklin Alves Dassie (RJ), Frederico Barbosa, Glauco Mattoso, Greta Benítez, Horácio Costa, Claudio Daniel, Leonardo Gandolfi (RJ), Luiz Roberto Guedes, Marcelo Ariel, Márcio-André (RJ), Marco Antônio (Pezão), Paula Valéria, Pipol, Paulo de Toledo, Tatiana Fraga, Valéria Tarelho e Virna Teixeira, poetas contemporâneos e amigos de Souza Leão.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Espelhos
Presa na palavra. na ratoeira do verbo. nos epílogos. nas ilhas. de flores. com tudo que vale - 1,00 - Masagão. massacrada. o evangelho (perdido) de Saramago (e Jesus Cristo). glauber morto com corisco sambando em seu caixão europeu. glauber-mon-amour. Nastassia Kinsky. sou eu. de costas. quando no meu ombro nú, ele -
Coyote nº 19
“Quando estava morando em Barcelona, tinha acabado de escrever e publicar a ‘Psicologia da Composição’ e estava certo de que não iria mais escrever poesia. (...) Tinha a impressão que havia chegado a um extremo tal de intelectualismo, por assim dizer, com a ‘Psicologia da Composição’, que não tinha mais sentido seguir naquele caminho." A revelação surpreendente de João Cabral de Melo Neto dá o tom da entrevista feita pelo poeta gaúcho Thomaz Albarnoz Neves, no outono de 1993 – um dos destaques da nova edição da revista Coyote.
Com sua linha editorial calcada na radicalidade e na diversidade de vozes e visões artísticas, Coyote 19 mostra também uma nova safra de poemas de Ademir Assunção e Annita Costa Malufe, a densa e atormentada dicção da poeta espanhola radicada no Paraguai, Montserrat Alvarez, em poemas traduzidos por Luiz Roberto Guedes, contos de Marcelo Maluf e Reni Adriano, poemas do norte-americano George Oppen (traduzidos por Ruy Vasconcelos) e da portuguesa Ana Luísa Amaral, além de quadrinhos da dupla Teo Adorno e Luiz Bras.
A revista apresenta ainda um conto do norte-americano Donald Barthelme (traduzido por Caetano Waldrigues Galindo) e ensaio fotográfico do londrinense Rogério Ivano.
Em seus sete anos de atividade, Coyote prossegue abrindo espaço para novos autores, resgatando e apresentando nomes importantes das letras e das artes, de épocas e lugares diferentes, instigando a reflexão e a criação literária. A revista é patrocinada pelo PROMIC (Programa Municipal de Incentivo à Cultura) da cidade de Londrina.
COYOTE é editada pelos poetas Ademir Assunção, Marcos Losnak e Rodrigo Garcia Lopes. Projeto gráfico de Marcos Losnak. Distribuição nacional (em livrarias) pela Editora Iluminuras.
COYOTE 19 // 52 páginas // R$ 10,00
Uma publicação da Kan Editora. Vendas em livrarias de todo o país pela Editora Iluminuras – fone (11) 3031-6161 (site: www.iluminuras.com.br). Pode ser adquirida também na internet pelo Sebo do Bac: www.sebodobac.com
Contatos: losnak@onda.com.br/rgarcialopes@gmail.com/zonabranca@uol.com.br
Fone: (43) 3334-3299 / (11) 3731-3281








