Mostrando postagens com marcador Ciro William. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ciro William. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Das certezas


"não devemos ser tolerantes com as pessoas
que são irresponsáveis com nossos sentimentos"

domingo, 21 de novembro de 2010

Memória da pele



quando você está casada há sete anos e o marido ainda se inspira
 em você para fazer arte, é porque a vida vai bem, obrigada!


*

"Bate é na memória da minha pele
Bate é no sangue que bombeia 
Na minha veia
Bate é no champanhe que borbulhava 
Na sua taça e que borbulha agora na taça da minha cabeça"
...

Madrugada


marido na madrugada pensando em mim e,
 trabalhando na memória da minha pele
. . .

domingo, 14 de novembro de 2010

Pedido


Marido... para me fazer inveja, você me avisou com antecedência que na próxima semana vai gravar com OsGêmeos, lá no Cambuci. Devo dizer-lhe, sinta-se invejado ! Porém, pensando na longa relação amorosa que temos, solicito-lhe gentilmente, já que não poderei lá estar em presença viva... leva minha foto e pede autógrafo ? 

Sei que você já me disse não, mas eu estou aqui insistindo (poderia estar roubando, matando, enfim...). Você sabe que eu sou mais que fã e estou montando meu próprio acervo com fotografias das obras... diz que sim, sim ?

Qual o problema em pagar um mico, para mulher que ama (ou não) ? humm... 

(se o marido não atender meu post, escondo os vinis dele do Michael Jackson e do Gun's Roses por tempo indeterminado) !

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Gaiato


Meu marido é feito de silêncio e gaiatices. 

É mais novo que eu 6 anos, 2 meses e 23 dias. É meu bem querer, meu salva-mor. Hoje, ele completa 32 anos da vida dele, estando ao lado da minha há 6 anos, 5 meses e 8 dias.

Eu o vi pela primeira vez no ano 2000 , no aniversário da minha melhor amiga ( mas ele nem me olhou). Em 2001 nos encontramos novamente (no aniversário da mesma amiga) e eu me apaixonei por ele a "segunda vista" perdidamente e por mim ele se apaixonou de primeira (pelo menos, é o que diz a lenda). Ele era novo de idade, eu era adulta de alma. Desencontramo-nos por conta do tal destino. Em 2004, ele foi lá onde eu morava (no apto 32 da Ribeirão-Paulista) descobrir se eu ainda estava ali. Estava, e por mais fantástico que possa parecer, só até aquela meia-noite (estava de mudança, fazendo a limpeza para entregar o apartamento). Não é conto de fadas, mas podia...

Foi no dia 30 de maio de 2004 que ele ficou em mim e não mais partiu.

Quando eu fechei aquela porta naquela noite eu pedi "fica aqui hoje" com o coração aos pulos e aos prantos. Ele, ficou. E no seu peito de pardal eu dormi. Não só naquela noite, mas por todas as outras até hoje.

Meu marido é pintor, mas não de quadros. Pinta o mundo com ângulos perfeitos, sob a mira dos seus olhos adornados com lentes de grau, de aumento. Fotografa o mínimo, é minimalista nas composições, leva e traz um pouquinho de tudo lá fora aqui para dentro (e vice-versa) e a vida vai se fazendo, assim, devagarzinho, sem tempo certo, sem hora marcada...

Meu marido não faz poema daqueles do Camões, do Baudelaire, do Drummond. Ele inventa poesia do acaso, sem métricas, sem rimas, assim... de repente, ele tira um verso do meu cabelo ou o amor de um balde de pipoca...

É um gaiato, usa boina e animale. Inventa que é pássaro, caramujo e outros seres do mundo animal. De mim, arranca risos distraídos. Comigo, bebe muita porção de amor.

Esse moço que comigo se deita e não me deixa levantar, é o meu MELHOR amigo. É meu companheiro, confidente, meu médico (ele sempre conhece os melhores remédios para as mais diferentes dores!) , é meu massagista, meu alcóolico não anônimo (para ele o álcool salva o mundo, da poeira, da sujeira, de tudo). É ele, hoje, o ser humano que mais desejo coisas boas. No qual aposto dia e noite. E para o qual desejo, não só felicidades, mas uma conspiração do Universo... para que seja sempre esta pessoa correta, inteligente e de boa índole que vale muito, na minha vida real e, muito mais, no meu mundo espiritual.

Ele nem sabe sobre todas as idades que ainda vai passar. Eu nem sei, como será ao lado dele descobrir. Ele é recluso como o inverno, eu sou urgente como o verão. Ele gosta de silêncio ao redor de si e de filme com bom som, eu gosto de filme baixinho e bebo do silêncio dele com muito prazer, agradecendo por isto. A nossa história é uma destas que acontece de forma imperdível, indizível e inimaginável. E, quantos anos, dias e horas ainda vamos viver juntos não sei dizer... deixo a resposta nas mãos do tal Destino. Mas, todas as manhãs quando eu acordo , no espelho do banheiro tenho vontade de desenhar  um avião , enquanto cantarolo baixinho "No dia em que fui mais feliz.. eu vi um avião... se espelhar no seu olhar até sumir... "

Mô, você ainda é meu namoramor...

... o Sir O´William que me salvou do quarto branco e para o qual as fotos que tiro, são as mais exageradas do universo.




Feliz tantos anos de vida!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Domingo de Mar no Cantão


cena do filme: A Ostra e o Vento



carrocel no céu. ciranda-cirondar. cantão de cabeça-para-baixo. comichão nos pés, de´m areia andar. nos cabelos, ventania. nos olhos, caleidoscópio. nas mãos pequenas, pião de grude. boca-de-peixa, a dela espelha. no mar, um montão de chuva da noite passada. na bica, água pingando-contando - pura e fria, cristalina. no canto, escondido do mundo, um mundo novo , sem fotografia. no céu, carrocel... e ela, rodopiando dentro dos olhos dele... 


ciranda cirandinha vamos todos "cirondar" ... 


( em são sebastião, domingo de mar no Cantão )