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sábado, 5 de março de 2011

Fita amarela



Fita Amarela
Noel Rosa
Composição: Noel Rosa

Quando eu morrer, não quero choro nem vela
Quero uma fita amarela gravada com o nome dela
Se existe alma, se há outra encarnação
Eu queria que a mulata sapateasse no meu caixão
Não quero flores nem coroa com espinho
Só quero choro de flauta, violão e cavaquinho
Estou contente, consolado por saber
Que as morenas tão formosas a terra um dia vai comer.
Não tenho herdeiros, não possuo um só vintém
Eu vivi devendo a todos mas não paguei a ninguém
Meus inimigos que hoje falam mal de mim
Vão dizer que nunca viram uma pessoa tão boa assim.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Trocando em Miúdos



Trocando em Miúdos
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque & Francis Hime


Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim!
O resto é seu


Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças


Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter


Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado


Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu


Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.

domingo, 9 de janeiro de 2011

La mala leche para los "puretas"

Arte - Vinícius Quesada

Vontade de agarrar o mundo com os dentes e esmiuçar os detalhes... botar vestido riscado e cantar bem alto:

"Respeito muito minhas lágrimas
Mas ainda mais minha risada
Inscrevo, assim, minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Dona das divinas tetas..."

* * *

Caetano Veloso
(Vaca Profana)

domingo, 26 de dezembro de 2010

Nem linho, nem seda




Quem me dera
Ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro
Que entreguei a quem
Conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora
Até o que eu não tinha


Quem me dera
Ao menos uma vez
Esquecer que acreditei
Que era por brincadeira
Que se cortava sempre
Um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda


Quem me dera
Ao menos uma vez
Explicar o que ninguém
Consegue entender
Que o que aconteceu
Ainda está por vir

E o futuro não é mais
Como era antigamente.

Quem me dera
Ao menos uma vez
Provar que quem tem mais
Do que precisa ter
Quase sempre se convence
Que não tem o bastante
Fala demais
Por não ter nada a dizer.


Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.


Quem me dera
Ao menos uma vez
Entender como um só Deus
Ao mesmo tempo é três
Esse mesmo Deus
Foi morto por vocês
Sua maldade, então
Deixaram Deus tão triste.


Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do iní­cio ao fim.


E é só você que tem
A cura do meu vício
De insistir nessa saudade

Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.


Quem me dera
Ao menos uma vez
Acreditar por um instante
Em tudo que existe
E acreditar
Que o mundo é perfeito
Que todas as pessoas
São felizes...


Quem me dera
Ao menos uma vez
Fazer com que o mundo
Saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz
Ao menos, obrigado.


Quem me dera
Ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado
Por ser inocente.


Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!

Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do início ao fim.


E é só você que tem
A cura pro meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Era uma brasa, mora ?


Aposto que você não sabia que a música Cavalgada do Robertão (Carlos) era puramente sexual... eu não sabia...

CAVALGADA
Roberto Carlos/Erasmo Carlos

"Vou cavalgar por toda a noite
Por uma estrada colorida
Usar meus beijos como açoite
E a minha mão mais atrevida
Vou me agarrar aos seus cabelos
Pra não cair do seu galope
Vou atender aos meus apelos
Antes que o dia nos sufoque
Vou me perder de madrugada
Pra te encontrar no meu abraço
Depois de toda a cavalgada
Vou me deitar no seu cansaço
Sem me importar se neste instante
Sou dominado ou se domino
Vou me sentir como um gigante
Ou nada mais do que um menino
Estrelas mudam de lugar
Chegam mais perto só pra ver
E ainda brilham de manhã
Depois do nosso adormecer
E na grandeza deste instante
O amor cavalga sem saber
E na beleza desta hora
O sol espera pra nascer."

Do livro Roberto Carlos Em Detalhes:

"Cavalgada não existiria se antes Chico Buarque não tivesse composto Sem açúcar, mais uma da sua safra de canções que tratam de temas do universo feminino. Lançada por Maria Bethânia em 1975, a canção de Chico é narrada do ponto de vista de uma mulher de malandro, resignada, que, em uma das estrofes, diz: "Longe dele eu tremo de amor/na presença dele me calo/ eu de dia sou sua flor/ eu de noite sou seu cavalo". Foi depois de ouvir Maria Bethânia cantar Sem açúcar que Roberto Carlos se inspirou para fazer Cavalgada. O cantor achou aquele verso com a referência ao cavalo muito forte e bonito, e durante alguns dias ficou com ele na cabeça. Certa noite, depois de mais uma apresentação no Canecão, Roberto Carlos voltou para o hotel e se lembrou novamente do verso de Chico Buarque. E aí ele decidiu iniciar uma nova canção, na qual ele narra, do ponto de vista do homem, como seria aquela noite cavalgando sobre a mulher. "Anotei a idéia e, no dia seguinte, continuei em cima porque foi uma música que me preocupei em terminar rápido para não perder a ideia", recorda Roberto Carlos.

O cantor logo procurou o parceiro Erasmo Carlos e juntos burilaram cada verso da canção, que começa exatamente onde a de Chico Buarque termina: "Vou cavalgar por toda a noite/ por uma estrada colorida/ usar meus beijos como açoite/ e a minha mão mais atrevida/ vou me agarrar aos seus cabelos/ pra não cair do seu galope/ vou atender aos meus apelos/ antes que o dia nos sufoque...". Segundo Erasmo Carlos, eles conseguiram dizer tudo o que queriam naquele tema. "Cavalgada é a narração de um ato sexual e nós temos consciência de que fomos muito felizes na escolha das palavras. Em vez de dizer Vou trepar nessa mulher a noite inteira", nós fizemos uma coisa de bom gosto para dizer a mesma coisa."

Cavalgada é uma daquelas canções que não foi um grande sucesso na época do seu lançamento, mas com o tempo acabou se tornando um clássico. O disco no qual Roberto Carlos incluiu a canção teve outras faixas com muito mais força de execução no rádio, caso de Amigo, Outra vez ou Falando sério. Aos poucos, porém, Cavalgada foi se firmando na preferência do público, sendo solicitada nos programas de flashback e ganhando destaque nos shows de Roberto Carlos. Nos anos 90, o maestro Eduardo Lages criou um novo arranjo para a música, mais pesado, grandiloqüente, que ajudou a promover ainda mais essa belíssima composição de Roberto e Erasmo Carlos."

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Eu nada pedi


Meu Mundo Caiu

Maysa

Meu mundo caiu
E me fez ficar assim
Você conseguiu
E agora diz que tem pena de mim


Não sei se me explico bem
Eu nada pedi
Nem a você nem a ninguém
Não fui eu que caí


Sei que você me entendeu
Sei também que não vai se importar
Se meu mundo caiu
Eu que aprenda a levantar

domingo, 5 de dezembro de 2010

Rebelião

Você já foi em alguma Rebelião que o Ademir promoveu ? Você já deu as caras no Espelunca em noites quentes ? Você já pensou "putz, é isto mesmo ? tá tudo assim (ou assado) , perdido e mal pago ? " . Se você sabe quem é este moço, então não precisa do convite. Deve saber que com ele não tem meia boca, tudo é sempre no fio da navalha. E, corta a alma ao meio e deixa sangrando, sem dó, sem arrependimentos.
Não vai perder, heim ? 
"Quarta-feira que vem vou fazer a última apresentação do ano do show Rebelião na Zona Fantasma. Não deu para entrar no flyer, mas eu aviso aqui: além do Marcelo Watanabe (Bob Wata) na guitarra e do Caio Góes no baixo, teremos Caio Dohogne na bateria. Agora fechei a banda que estava procurando há um bom tempo. Depois de 15 shows no interior, mais um em Recife e outro em Belo Horizonte, o som está tinindo. A entrada é franca." - Ademir Assunção

Felicidade



FelicidadeMarcelo Jeneci
Composição: Marcelo Jeneci/ Chico César

Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz.
Sem tirar o ar, sem se mexer, sem desejar como antes sempre quis.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
Lembrará os dias que você deixou passar sem ver a luz.
Se chorar, chorar é vão porque os dias hão pra nunca mais.

Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
Dançar na chuva quando a chuva vem.

Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Afro-Sambas

Afro-Sambas – Mônica Salmaso e Paulo Bellinati

Se você se perdeu em 1995 e deixou Afro-Sambas passar...  belisque o seu agora na Biscoito Fino, aproveite!

* * *

Biscoito Fino relança álbum editado originalmente em 1995, que marca a estreia, em disco, de Mônica Salmaso

Em 1962, quando Vinicius de Moraes conheceu Baden Powell, formou uma das maiores parcerias da história da MPB. Entre tantas canções da dupla, Vinícius teve a idéia de compor uma obra maior, uma espécie de musical baseado na mitologia afro-baiana, onde os cantos e ritos dos orixás fossem contados através de sambas de roda, pontos de candomblé e toques de berimbau.

Na mesma época, Baden passou um tempo na Bahia escutando os cantares do candomblé e frequentando os terreiros e, quando voltou para o Rio de Janeiro, impregnado dos sons mágicos dos berimbaus, encontrou-se com Vinícius. Siderados com os encantos da misteriosa religião, os parceiros recomeçaram a compor dia e noite.

Com as caldeiras aquecidas do melhor uísque e as antenas voltadas para a Bahia nasceram os Afro-Sambas: Consolação, Labareda, Tristeza e Solidão, Canto de Ossanha, Canto de Xangô, Bocochê, Canto de Iemanjá, Tempo de Amor, Canto de Pedra-Preta, Lamento de Exu  e Berimbau nunca tinham sido gravadas integralmente num único registro.

Recriando uma obra que foi vanguarda na década de 60, o violão de Paulo Bellinati e o canto de Mônica Salmaso se unem na essência da música de Baden Powell e Vinícius de Moraes, resgatando, na íntegra, um momento fundamental da história da MPB de forma profundamente autoral e moderna.

domingo, 21 de novembro de 2010

Memória da pele



quando você está casada há sete anos e o marido ainda se inspira
 em você para fazer arte, é porque a vida vai bem, obrigada!


*

"Bate é na memória da minha pele
Bate é no sangue que bombeia 
Na minha veia
Bate é no champanhe que borbulhava 
Na sua taça e que borbulha agora na taça da minha cabeça"
...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Eu, que soletro teu nome no escuro


Chico, me desvenda.


... Como os invejo, como os admiro 
Eu, que te vejo e nem quase suspiro...

... Quantos poetas românticos, prosas 

Exaltam suas musas com todas as letras...

... Eu te murmuro, eu te suspiro, 

Eu, que soletro teu nome no escuro ...


... Mas eu te chamava em silêncio
Na tua presença palavras são brutas ...



... Pode ser que, entreabertos
Meus lábios de leve tremessem por ti ...


... Eu, que não digo, mas ardo de desejo 
Te olho Te guardo Te sigo Te vejo dormir ...



...
Te olho Te guardo Te sigo Te vejo
Te olho Te guardo Te sigo Te vejo dormir 

...


(Fragmentos de Cecília)
Descubra tudo AQUI

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Me imagina

Foto arquivo pessoal 09/2010

Quando eu me visto de azul, tenho vontade de sair valsando devagarzinho, cantando ... imagina ... imagina...


Imagina
(Valsa sentimental)
Tom Jobim
Composição: Antonio Carlos Jobim / Chico Buarque


Imagina, imagina
Hoje à noite a gente se perder
Imagina, imagina
Hoje à noite a lua se apagar
Quem já viu a lua cris
Quando a lua começou a murchar
Lua cris
É preciso gritar e correr, socorrer o luar
Meu amor
Abre a porta prá noite passar
E olha o sol da manhã
Olha a chuva, olha a chuva
Olha o sol
Olha o dia a lançar serpentinas
Serpentinas pelo céu, sete fitas coloridas
Sete vias
Sete vidas, avenidas, prá qualquer lugar
Imagina, imagina, imagina, imagina
Sabe que o menino que passar debaixo do arco-íris moça, vira
A menina que cruzar de volta o arco-íris rapidinho volta a ser rapaz
A menina que passou no arco
Era o menino que passou no arco
E vai virar menina
Imagina, imagina, imagina, imagina, imagina
Hoje à noite a gente se perder
Imagina, imagina
Hoje à noite, a lua se apagar


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Francisco Forró e Frevo


Ingressos comprados !

Chico me esperará na porta da frente pra cantar frevando: "É pedra é pedra é pedra, é pedra de responsa, mamãe eu volto pra ilha nem que seja montado na onça"

Repertório
Girassol
Deus me proteja
Armando
Marcha da calcinha / cueca
Comer na mão
Olha pro céu meu amor
Cabelos Brancos
Se você viajar
Mama/Brilho de beleza / Caminhando e cantando
Forró Pesado
Alma não tem cor
Pedra responsa

O artista apresentará o show Francisco Forró e Frevo.

O cantor e compositor Chico César homenageia em seu novo trabalho os principais ritmos nordestinos - forró e frevo.

O show faz parte do circuito do projeto Quartas Musicais, que este mês apresenta a temática especial de Samba e MPB. O palco do Teatro do SESI – São Paulo marcará a participação de artistas que revitalizaram o cenário cultural da música popular brasileira.

Local:
Centro Cultural Fiesp
Av. Paulista, 1.313
Horário: 20:00 hs
(11) 3146-7405 / 7406

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sudoeste



Sudoeste
Adriana Calcanhotto
Composição: Adriana Calcanhotto/ Jorge Salomão)

... tenho por princípios  
Nunca fechar portas
Mas como mantê-las abertas 
O tempo todo  
Se em certos dias o vento 
Quer derrubar tudo? ...

sábado, 21 de agosto de 2010

Eu mostro a boca molhada




Negue

Maria Bethânia

Composição: Adelino Moreira/Enzo de Almeida Passos


Negue seu amor, o seu carinho
Diga que você já me esqueceu
Pise, machucando com jeitinho
Este coração que ainda é seu

Diga que meu pranto é covardia
Mas não se esqueça
Que você foi meu um dia

Diga que já não me quer
Negue que me pertenceu
Que eu mostro a boca molhada
Ainda marcada pelo beijo seu

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Se só me restasse um dia ?



... eu deitaria de frente ao mar ...
sem medo de me queimar



O Que Você Faria
Paulinho Moska


Meu amor o que você faria?
Se só te restasse um dia
Se O mundo fosse acabar
Me diz o que você faria?


Ia manter sua agenda
de almoço hora apatia
Ou ia esperar os seus amigos
Na sua sala vazia


Meu amor o que você faria?
Se só te restasse um dia
Se O mundo fosse acabar
Me diz o que você faria?


Corria pra um shopping center
Ou para uma academia
Pra se esquecer que não da tempo
Pro tempo que já se perdia


Meu amor o que você faria?
Se só te restasse esse dia
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria?


Andava pelado na chuva
Corria no meio da rua
Entrava de roupa no mar
Trepava sem camisinha


Meu amor o que você faria? o que você faria?
Abria a porta do Hospício
Trancava da delegacia
Dinamitava o meu carro
Parava o tráfego e ria


Meu amor o que você faria?
Se só te restasse esse dia
Se O mundo fosse acabar
Me diz o que você faria?


Meu amor o que você faria?
Se só te restasse esse dia
Se O mundo fosse acabar
Me diz o que você faria?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Real Grandeza



Jards Macalé tem um nome bonito (que eu gosto). Por fora, faz tipo "a beleza não importa". Por dentro, é um moço bonito que só vendo. Faz tempo que o acompanho, faz tempo que o vejo envelhecer (por fora) e alumiar (por dentro). Já cantou muito em minha vida, hoje menos, ando relapsa, bem sei.


Adriana Calcanhoto é paixão antiga. Eu ainda era moça-menina, quando dela ouvi Metades e tantos outros Esquadros. Daí pra frente, até em Ciranda de Bailarina, me formei. Show dela é imperdível e inesquecível. Quando toca Inverno, dá até vontade de chorar "o dia em que eu fui mais feliz, eu vi um avião, se espelhar no seu olhar... até sumir..." . É bonita de doer, e dói mesmo. 


Luis Melodia é uma pérola. Disco dele eu confesso, não ouço não. Nunca comprei, não tenho nenhum. Mas, quando sei que tem show dele, lá vou em comprar para a primeira fila. Porque este moço no palco  cresce e engrandece e aí, você o olha se movimentando feito uma pantera negra e cantando como se fosse um retrós de linha se desenrolando lentamente, sem pressa nenhuma... aí você descobre que há belezas que não estão no mapa.


Meu álbum de retratos tem estes moços e moças que me comovem, cantando e encantando meu anoitecer.