quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Lembrança que alimenta

Desenho by Felipe Godoy, Garfo sem Dentes

Algodão doce

Quem já provou sabe... deixar o algodão-doce tocar o céu da boca , derretendo inesperadamente e deslizando pela língua de forma quase etérea, pode ser uma aventura inesquecível, imperdível e inimaginável...

É lá...

... que compro: alfinete pra pregar margarida no cabelo. óleo de banana para remover esmaltes. sininhos para pendurar nas orelhas. pele de onça pra me embrulhar na noite escura e não ter medo nunca , de nada. água de bica para borrifar no rosto quando o sol fica vermelho à pino. cheirinho pra perfumar as dobras do joelho. e, um tanto quanto de outras coisitas mais...

Houve uma vez um verão...


São dois. Homenzinhos que ainda usam sunga do Tigrão. Um mais velho, outro um pouco mais novo. Usam chupetas, mas dão abraço igual gente grande. Ao atravessar o calçadão, se dão as mãos. Proteção, é claro. Quando os vejo assim, dá uma felicidade boba daquela que estampa um sorriso distraído no rosto e até o semblante se levanta. São meus. Sobrinhos lindos que acompanho de longe e quando perto, encho de beijo, de dengo, de cheiro e de amasso.
Fê e Gu, a tia love youS.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Pensamento Chão



“Só sei guardar segredos dos outros...

... os meus conto pra todo mundo.”

Viviane Mosé

Livro para desfolhar : Pensamento Chão

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Fragmentos...


... tinha pernas curtas, que funcionavam bem, sem defeito nenhum. corria pouco na esteira porque tinha medo de um sopro no coração , que o médico já lhe provara que não tinha. não se arriscava muito e se acovardava diante do volante valente. tinha alguns medos bobos, tipo aquele de descer do salto a qualquer instante. sabia que gostava de estampas de animais selvagens, mas não gostava muito da vida animal. da natureza tida como maligna ela gostava do tique-taque das asas dos grilos, nas noites quentes e escuras. deitar sobre onças pintadas, era um prazer quase secreto que ela guardava para as tardes tépidas. quando tudo parecia carecer de sombra e água fresca... inclusive, ela.

Rumbora Rimbaud

Instalação Fundo e Forma: Simbiose (Sônia Alves Dias)


"Outrora, se bem me lembro,
minha vida era um festim onde se abriam todos os corações,
onde corriam todos os vinhos."

A alquimia do verbo


“A mim. A história de uma das minhas loucuras.

Desde há muito eu me vangloriava de possuir todas as paisagens possíveis, e me pareciam irrisórias as celebridades da pintura e da poesia moderna.

Gostava das pinturas idiotas, capitéis, cenários, telas de saltimbancos, tabuletas, iluminuras populares; a literatura fora de moda, latim de igreja, livros eróticos sem ortografia, romances de nossas avós, contos de fadas, livros infantis, óperas antigas, estribilhos idiotas, ritmos ingênuos.

Sonhava com cruzadas, viagens de descobertas da quais não existem notícias, republicas sem historia, guerras religiosas sufocadas, revoluções de costumes, deslocamentos de raças e continentes: eu acreditava em todos os encantamentos.

. . .

Antes, foi apenas um estudo. Eu escrevia silêncios, noites, anotava o inexprimível. Fixava vertigens. "

( Arthur Rimbaud )

Rebelião

Tudo dele, Ademir Assunção, todos meus.
Chegou um lote de Adorável Criatura Frankstein.
Você conhece o dono da Rebelião na Zona Fantasma ? Se não conhece, chegou a hora de colocar o chapéu na cabeça e ir ali no boteco pedir pra botar as cartas na mesa. Se tiver coragem, peça um gole de LSD Nô e não esqueça que você está ao alcance do ZONA BRANCA, lá onde habita Truffaut no Hotel Inglaterra na companhia de Jules, Jeanne e Jim... imperdíveis.
Passe lá e compre o seu. Afinal, como ele mesmo diz, é mais barato que 3 cervejas e o barato é bem melhor.

Poentes

Minha blusa costurada por Maiakóvski,que só uso para ir ao cinema

BLUSA FÁTUA - Maiakóvski

Costurarei calças pretas
com o veludo da minha garganta
e uma blusa amarela com três metros de poente.
pela Niévski do mundo, como criança grande,
andarei, donjuan, com ar de dândi.

Que a terra gema em sua mole indolência:
"Não viole o verde das minhas primaveras!"
Mostrando os dentes, rirei ao sol com insolência:
"No asfalto liso hei de rolar as rimas veras!"

Não sei se é porque o céu é azul celeste
e a terra, amante, me estende as mãos ardentes
que eu faço versos alegres como marionetes
e afiados e precisos como palitar dentes!

Fêmeas, gamadas em minha carne, e esta
garota que me olha com amor de gêmea,
cubram-me de sorrisos, que eu, poeta,
com flores os bordarei na blusa cor de gema!

(Tradução: Augusto de Campos)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Brejo das almas

Desenho Felipe Godoy
Um anjo passou ao meu redor e tocou meus ombros nús com sua frágil delicadeza. Sob o céu azul, levou de mim, alguns fios doirados. Acho que queria consturar suas asas, com a linha do meu cabelo...

“Tudo era irreparável.
Ninguém sabia que o mundo ia acabar
(apenas uma criança percebeu mas ficou calada).”
Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Desejo os tecidos dos céus


Fossem meus os tecidos bordados dos céus,
Ornamentados com a luz dourada e prateada,
E os azuis e negros e pálidos tecidos
Da noite, da luz, da meia-luz,
Eu os espalharia debaixo dos teus pés:
Mas eu, pobre, tenho apenas os meus sonhos;
Eu espalhei os meus sonhos debaixo dos teus pés;
Pisa suavemente, pois é sobre os meus sonhos que pisas.
William Butler Yeats
(blog descoberto hoje: http://nydiabonetti.blogspot.com/)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Little Joy



Hoje (29/01/2009)  no CLASH CLUB, o grupo formado por Rodrigo Amarante (Los Hermanos), Fabrizio Moretti (Strokes) e pela cantora Binki Shapiro- se apresenta na capital paulista a partir das 21:00hs.

"Gravado na Califórnia, o CD tem 11 faixas. A canção que abre o CD, a bilíngue The Next Time Around, é uma que lembra Los Hermanos, mas é em Brand New Start e Keep me in Mind (cantadas em inglês como a maioria) onde se dá melhor a química Hermanos + Strokes. Mas há também uma ponta de melancolia, em faixas como With Strangers. A única com letra inteiramente em português é a que encerra o álbum, Evaporar, já gravada por Amarante no CD Lanny Duos, do lendário guitarrista Lanny Gordin"

Little Joy. Clash Club (600 lug.). Rua Barra Funda, 969. Tel. (011) 3661-1500. 28/01 e 29/01 - Show Extra 05/02.

http://www.clashclub.com.br/

Little Joy
The Next Time Around (Tradução)
Composição: Fabrizio Moretti


São objetivos de mais (em demasia)
Para medir o seu valor
Para buscar o peso em ouro

Sentado próximo ao parapeito de marfim
O quanto mais longe você olha
Mais longe você estará

Não é o bastante definir os termos
Se nada aventurado, nada aprendido
Apesar das probabilidades estarem contra

Em tempo, eu serei seu
É como é para ser

Acomodado em você mesmo
Varrendo poeira de pedras
Com uma carta para casa

De volta aonde as horas duram
As coisas simple convidam o prazer (entusiasmo)
Se somente tomando conhecimento pela vontade

Não é o bastante definir os termos
Se nada aventurado, nada aprendido
É como sempre foi

E onde a sorte há de te levar
Saiba, o caminho é o fim, mais que chegar
E queira o dia ser gentil
À tua mão aberta pra quem é

Em tempo, eu serei seu
É como é para ser
E é como sempre foi

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Você conhece a moça da casa do sol ?

Hilda Hilst, aos 27 anos, no apartamento da Alameda Santos, em São Paulo.

HILDA HILST

Para poder morrer
Guardo insultos e agulhas
Entre as sedas do luto.

Para poder morrer
Desarmo as armadilhas
Me estendo entre as paredes
Derruídas

Para poder morrer
Visto as cambraias
E apascento os olhos
Para novas vidas

Para poder morrer apetecida
Me cubro de promessas
Da memória.
Porque assim é preciso
Para que tu vivas.
Hilda era moça vermelha. Dos anos 30, intensa cor lhe acobertava a face marmórea e a língua afiada, além da alma brejeira. Irônica, linda e antiga então nem se fala... Hilda morreu há pouco tempo atrás, mas esta dona tem cada poema que dá vontade de apagar a luz e não dizer mais nada...

http://www.hildahilst.com.br/

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Sampoemas

Programação especial em homenagem à cidade de São Paulo.
Lançamentos de livros, shows musicais, recitais e exibição de filme na Casa das Rosas (a partir das 15:00hs).
...
Distribuição de livros do projeto BookCrossing
O BookCrossing é um movimento literário sem fronteiras, cujos membros promovem a leitura através da "libertação" de livros em lugares públicos como cafés, bares, praças, metrôs, museus, para serem encontrados e lidos por outros leitores. Depois de libertado, o livro pode ter sua trajetória rastreada a partir de um código anotado em sua contracapa, desde que o leitor atual dê notícias do exemplar no site BookCrossing.com. Atualmente, há mais de 730 mil usuários cadastrados no BookCrossing.com e 5,2 milhões de livros circulando por 130 diferentes países. O objetivo é transformar o mundo em uma grande biblioteca.

Yumê

Dia 25 de janeiro, domingo, a partir das 16h, na Casa das Rosas, acontecerá o lançamento da segunda edição do livro Yumê, do Cláudio Daniel (poeta, tradutor, ensaísta e mantenedor do blog (http://cantarapeledelontra.blogspot.com/). Haverá também outros lançamentos das editoras Lumme, Demônio Negro e DIX, como parte da programação do evento SAMPOEMAS.
Quem estiver vivo até lá, apareça... confiram abaixo um dos poemas de Yumê:

O UM IGUAL A ZERO

em londres
(no metrô) — primícias
de agosto —
(alguém) lendo Schopenhauer
uma moça com cabelos verdes
e os bicos (dos seios) cor-de-rosa
o (azul-prata-seda)
luxuosíssimo traje marroquino
e a lâmina — argêntea —
do assassino

JAPÃO – MUNDOS FLUTUANTES


Em comemoração ao centenário da imigração japonesa no Brasil, o Instituto Moreira Salles e o SESI-SP apresentam ao público, de 25 de novembro a 1º de março, a exposição Japão - Mundos flutuantes. A mostra será realizada na Galeria de Arte do Sesi, em São Paulo, e reúne três diferentes expressões da cultura e da arte japonesa e suas influências em terras brasileiras.

Radiohead

Em 22/03/2008, no palco da Chácara do Jóquei, acontecerá o festival Just A Fest.
Atração principal: Radiohead.
"O grupo surgiu em 1988 e já lançou sete discos. O último, In Rainbows, causou grande alvoroço por ter sido lançado por meio de download digital, deixando o público escolher o quanto queria pagar. O repertório apresenta as canções do novo trabalho, que é tema da turnê que chega ao Brasil. A banda foi formada em Oxford, na Inglaterra, por Thom Yorke (vocais, guitarra, piano), Jonny Greenwood (guitarra), Ed O´Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo, sintetizador) e Phil Selway (bateria, percussão)"
Ingressos: Estádio do Pacaembu (ao lado do portão 24) - a partir de 05/12.
Site: www.ingresso.com

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Poética do choque

acrílico sobre tela by sonia alves dias



Dia 13/02, sexta, às 20 horas: palestra de Ademir Assunção
Dia 14/02, sábado, às 20 horas: palestra de Antonio Vicente Seraphim Pitroforte
Dia 15/02, domingo, às 20 horas: recital com Ademir Assunção, Antonio Vicente Seraphim Pietroforte e Ivan Antunes
Casa das Rosas, lá vamos nós!

Poética da subversão do real (o surrealismo na poesia)

caneta sobre papel by sônia alves dias

Dia 06/02, sexta-feira, às 20 horas: palestra de Claudio Willer
Dia 07/02, sábado, às 20 horas: palestra de Roberto Piva
Dia 08/02, domingo, às 20 horas: recital com Claudio Willer, Roberto Piva, José Geraldo Neres.

Participação especial do poeta e tradutor chileno Leo Lobos.

É na Casa da Rosas, lembra ?

Poéticas da concisão

Recortes sobre papel by Sonia Alves Dias
Dia 30/01, sexta, às 20 horas: palestra de Marcelo Tápia
Dia 31/01, sábado, às 20 horas: palestra de Danilo Bueno
Dia 01/02, domingo, às 20 horas: recital com Marcelo Tápia, Danilo Bueno, Hélio Neri, Dila Galvão

Não esqueça: na Casa das Rosas, apareça!

Poética da pérola irregular (o neobarroco na poesia)

Recorte sobre tela by Sônia Alves Dias

Dia 22/01, quinta, às 20 horas: palestra de Claudio Daniel
Dia 23/01, sexta, às 20 horas: palestra de Horácio Costa
Dia 24/01, sábado, às 20 horas: recital com Claudio Daniel, Horácio Costa, Elson Fróes
Na Casa das Rosas, não esqueça...

PLURIVERSOS, CAMINHOS DA POESIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

Tudo isto que está no título e mais além: Ciclo de palestras e recitais na Casa das Rosas que buscam mapear o cenário atual, apresentando ao público as principais tendências poéticas, que em seu conjunto mostram a riqueza e a diversidade da poesia mais recente.

Só não vai quem tem encontro com Alice dentro do espelho...

"Nenhum ponto inerte anula o viravoltear das coisas"

Acrílico sobre tela by Sônia Alves Dias

vira(vol)tear
vidavol(tear)

(atear) fogo até que peito (in)flame
a(tear) fios que até o chão (pre)teje
ate(ar) céu até que Deus
se (encha)

enxame
inguento
( garra de ave de rapina )
mei.a-á.gua
mei.a-ca.na
mei.o-tom
mei.o-di.a

extrema-
unção

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A Moça do Sonho

(auto-retrato na Ilha)

A Moça Do Sonho
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque / Edu Lobo


Súbito me encantou
A moça em contraluz
Arrisquei perguntar: quem és?
Mas fraquejou a voz
Sem jeito eu lhe pegava as mãos
Como quem desatasse um nó
Soprei seu rosto sem pensar
E o rosto se desfez em pó

Por encanto voltou
Cantando a meia voz
Súbito perguntei: quem és?
Mas oscilou a luz
Fugia devagar de mim
E quando a segurei, gemeu
O seu vestido se partiu
E o rosto já não era o seu

Há de haver algum lugar
Um confuso casarão
Onde os sonhos serão reais
E a vida não
Por ali reinaria meu bem
Com seus risos, seus ais, sua tez
E uma cama onde à noite
Sonhasse comigo
Talvez

Um lugar deve existir
Uma espécie de bazar
Onde os sonhos extraviados
Vão parar
Entre escadas que fogem dos pés
E relógios que rodam pra trás
Se eu pudesse encontrar meu amor
Não voltava

Jamais

...

Tem demais...


escritos, devaneios e delírios...
e muita arte, muito Miró e Rodin...

Pra escrever cantando...


das Mortes, Odes Mínimas, com a imperdível Hilda

Estrelas, cantadas por Adriana e escrita por Arnaldo e Brito

e Nara, cantando com banquinho e violão...

Não poderia deixar de ter...

o cão engarrafado do Vinícius,
a coca que é meu vício
e o super-antigo-homem que tem um S de Sônia estampado no peito!

Também tem...

muito de Fiódor, com certeza...

Sou uma moça de antigamente...

... daquele tipo que compra agenda todo ano e cola tudo nela (de ingresso de cinema, até um bilhete fortuito e outras coisitas màs...)

na minha agenda, do ano passado, por exemplo, tem:
mulher maravilha, é claro !

Semana de Chico


Porque Era Ela, Porque Era Eu
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque


Eu não sabia explicar nós dois
Ela mais eu
Porque eu e ela
Não conhecia poemas
Nem muitas palavras belas
Mas ela foi me levando pela mão
Íamos todos os dois
Assim ao léo
Ríamos, choravamos sem razão
Hoje lembrando-me dela
Me vendo nos olhos dela
Sei que o que tinha de ser se deu
Porque era ela
Porque era eu

Vestida de azul , talvez...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Coisas da Flávinha Poetriz - I

Regrinhas:
Escreva 6 coisas aleatórias sobre você.
Link a pessoa que te “pegou”.
Poste as regras no seu blog.
Passe para 6 pessoas
Avisar os blogs convidados sobre o convite e o post.

Seis aleatóriedades minhas:

1-comprei um curso de violão na banca de jornal para tocar em frente à fogueiras... (só não sei aonde...)

2- descobri que quanto mais velha me torno mais me pareço com minha mãe no quesito: flores! (agora entendo porque ela gostava tanto de por flores no cabelo)... é um instante mágico mesmo.

3-não consigo não beber coca-cola, embora tome suco de soja todos os dias...

4-eu adoro filhos alheios (sobrinhos mais ainda!)

5-achei que quando crescesse moraria dentro de uma biblioteca, dentro da minha casa... ( o tempo, por enquanto, me mostra que eu moro dentro de planilhas e relatórios) mas, meus livros ainda estão por todos os cantos e, eu quero logo, morar dentro deles!

6-eu não cumpro meus planos, mas obedeço minhas regras. fácil ? nem tanto...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Moça da Tarde



La Belle de Jour (Alceu Valença)

Eu lembro da moça bonita
Da praia de Boa Viagem
A moça no meio da tarde
De um domingo azul
Azul, era Belle de Jour
Era a bela da tarde
Seus olhos azuis como a tarde
Na tarde de um domingo azul
La Belle de Jour

La Belle de Jour
Era a moça mais linda de toda a cidade
E foi justamente pra ela
Que eu escrevi o meu primeiro blues
Mas Belle de Jour, no azul viajava
Seus olhos azuis como a tarde
Na tarde de um domingo azul
La Belle de Jour...

sábado, 27 de dezembro de 2008

Explore este sabor

Na esquina da minha casa, eu deixo o tempo passar enquanto saboreio uma flor ( Blooming Onion - Cebola gigante frita original do Outback ) e peço um chopp tirado abaixo de zero... contemplo , sem pressa, o marido desenhando a arquitetura do apartamento para um 2009 com pé direito alto... e penso que na vida, alguns dias são simplesmente perfeitos.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal


Natal pra mim é debaixo de asa da minha mãe, é no colo dos meus irmãos, é no sorriso dos meus sobrinhos e no coração do homem que escolhi para ver estrelas.
Natal não é simples, como muitos dizem. Natal não tem nada de calmaria e zen-budismo. Natal é frisson, é frenesi, são luzes piscando, são pessoas passando, peru passando, tender passando, chester passando, ai meu deus que em janeiro quem estará passando sou eu: do peso!
No Natal a gente reinventa o passado do jeito que bem quer. Resgata lembranças felizes e transforma as peraltices em fantásticos movimentos inimaginados, somos stars.
No Natal, tudo brilha mais forte e a casa da minha mãe parece muito mais colorida e cheia de vida. Foi-se o tempo, que ela nervosa, achava que não daria tempo de fazer toda a comida (e olha que sempre deu, sempre dava). Hoje, ele já descobriu, sempre dá.
No Natal, a gente bebe champagnhe de forma muito mais elegante. A gente faz brindes, brilha os olhos, até o coração acelera de tanto bem querer.
Nos Natais, da minha vida, os livros ficam na estante, e sempre alguém ganha mais um, pede mais um, quer muito mais.
No Natal, eu sinto a juventude me tomando de assalto e tenho vontade de fazer tudo ao mesmo instante, tenho vontade de comprar todos os presentes do mundo pra todo mundo, tenho vontade de escrever cartas imensas, tenho vontade de ligar para pessoas que não ligo há anos, tenho vontade de enfeitar tudo com sete fitas colorida... imagina...
Para mim, Natal é família unida, é um sonho de um ano bom e é o desejo de que aquele instante, aquele noite, aquela ceia... dure para sempre...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Stick & Sweet Tour

Madonna - true blue - tudo azul, pink, ploc-adesivos coloridos - amiga do peito - amora mais que perfeita - sem chuva, sem sol - estádio do morumbi lotado - guilherme grandão - cirolila do meu coração - cadeira vermelha - pista - rave - flashes - gritos - luzes - mais gritos - música alta - muito mais alto, gritos e sons - no palco, Madonna - quem é esta garota ?
sp/nós fomos.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Se Deus não existe...


... como é que chamo por ele quando estou em perigo ? como é que vejo coisas que me parecem divinas ? como é que em dias de chuva, quando tudo parece ser o desafogar de uma imensa ira, quando tudo passao cheiro de terra molhada que invade as narinas é algo de indescritível e inexplicável que acalma as almas e o espíritos desavisados ? se deus não existe, porque é que eu chamo de céu estas nuvens brancas que formam imagens fantásticas acima da minha cabeça que eu acho que foi um deus quem desenhou ?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

“… Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira: compreendo, sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem cruzo esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo. E exigimos o eterno do perecível, loucos”.

- Caio F.Abreu

sábado, 13 de dezembro de 2008

Vai vadiar...

Mariana Aydar

Com o pé no batuque e outro na modernidade, a jovem cantora reverencia os velhos mestres e a nova geração de compositores.

"Vamos fazer uma festança
Deixar o que for pra ser, acontecer
E se quiser entrar na dança
Só depende de você"
Mariana Aydar/Duani

Quando: dia 20/12 - sábado às 19h
Onde: Centro Cultural de São Paulo
Entrada franca (a bilheteria será aberta com uma hora de antecedência).
Sala Adoniran Barbosa (631 lugares).

Este capítulo não é sério.

Dia 18/12/08 - Mesa 19h30 (Itaú Cultural)

Atualidade de Machado de Assis com João Cezar C.Rocha e Pedro Meira Monteiro
Mediação Sandra Vasconcelos
Medalhão ou subversivo, figura veneranda ou agente provocador? Machado de Assis é o tema desta mesa, que reúne jovens críticos literários para discutir menos o legado e mais o enigma desse autor crucial para a formação da literatura brasileira. O brasileiro radicado na Inglaterra, professor de literatura na Universidade de Manchester, João Cezar de Castro Rocha; o brasileiro radicado nos Estados Unidos, professor de literatura brasileira na Universidade de Princeton, Pedro Meira Monteiro; e a professora de literatura de língua inglesa na USP, Sandra Vasconcelos, debatem sobre Machado de Assis.
Micheliny, te encontro lá ...

Exposição - Saramago


Com curadoria de Fernando Gómez Aguilera, diretor da Fundação César Manrique, José Saramago:a consistência dos sonhos aproxima o público da produção do consagrado escritor português, Prêmio Nobel de Literatura. Fotos, documentos, manuscritos, notas pessoais, primeiras edições, textos, desenhos, vídeos, projeções e até poesias e obras inéditas proporcionam um mergulho profundo na rica e criativa existência do autor de Ensaio sobre a Cegueira.
Quando: 29 NOVEMBRO DE 2008 A 15 FEVEREIRO 2009

Objecto Quase

A bagagem do viajante

Meu pai partiu em 2001. Não foi no ano da morte de Ricardo Reis, foi no ano que conheci Sir O`William. Achei que Deus fazia uma troca, um Rei por um Príncipe. Aceitei. De vez em quando sinto uma saudade danada daquele meu moço bonito de olhos azuis e de pele tão alva quanto um clarão de luz. Nestas horas, dá vontade de fazer um cafuné, de fazer uma graça naquela barba, de dar um cheiro entre os cachos dos cabelos...

Afago então, as letras e a calva do Saramago e coisas mágicas acontecem...

Pague quanto puder

máscara de teatro de barbecue sob lixa de pedreiro by Sônia Alves Dias
O INSTANTE, O ESCURO

A busca em captar o instante é objeto de cenas que transitam no cotidiano e nos seus possíveis desdobramentos. A concepção do trabalho é resultado de pesquisa da obra de Clarice Lispector e tem como base a metodologia do Teatro Veloz, desenvolvido pela Companhia dos Satyros.

Quando: Sábados, 18h30 (Sessão extra 14/12, 16hs)
Onde: Espaço dos Satyros Dois, pça Roosevelt, 134
Quanto: Pague quanto

Temporada: Até 20 de dezembro

http://satyros.uol.com.br/

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Protocolos críticos

Ensaístas, professores, sociólogos, poetas e tradutores examinam e questionam o ofício da crítica literária, cuja essência é, justamente, o exame e o questionamento.Como se comporta a crítica diante de novos gêneros e, mais ainda, diante das metamorfoses da cultura literária? Qual o lugar da crítica nos novos meios e veículos de comunicação? Que direção tomaram as formas do discurso crítico?

Essas são algumas das indagações do Seminário Internacional Rumos Literatura, com curadoria do tradutor e professor Samuel Titan Jr.

Realizado entre 16 e 18 de dezembro, na sede do Itaú Cultural, em São Paulo, o seminário encerra a edição 2007-2008 do Rumos Literatura.
Também será lançado o livro Protocolos Críticos, resultante do programa.
Consulte a programação completa: http://www.itaucultural.org.br/

O coração do homem bomba

POCKET-SHOW
12/12, SEXTA, das 19h45 às 20h30
Lançamento do CD: O coração do homem bomba/Zeca Baleiro
"Antes que me perguntem, este não é um disco "conceitual". É um amontoado de canções acumuladas ao longo de alguns anos - umas novíssimas, outras nem tanto e algumas ainda tiradas do baú e recicladas. Os temas são diversos - amor, solidão, saudade, sedução, loucura, crônicas deste tempo tecnológico e cínico. Há ritmos e levadas vários - reggaeton, ragga, funk e soul brazucas, rock, ie-ie-iê, repente, ska, samba-funk, etc.
Livraria da Vila - Loja: Fradique
Atenção: Haverá distribuição de senhas 1 hora antes do evento.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Eu sugiro ...

pra (re)lermos juntos com o Tom Zé...

- O Jogo da Amarelinha (1963) do Júlio Cortázar (1914-1984)

Vamos ler com Tom Zé ?

"Eu gostaria de ler um livro junto com vocês. Que é que acham? Vocês escolhem o livro, vamos comentando o que acontece na/durante a leitura. Olhares se cruzando sobre um texto. A propósito, me lembro de quando apareceu "Cem Anos de Solidão". Amigos se telefonavam, exclamativos, contando trechos do romance. Gabriel Garcia Marquez não conseguiu repetir a façanha do acicate, do aguilhão da prosa, em nenhuma outra novela. É um fenômeno que não rebenta anualmente feito caju e manga, não; pegou todos de surpresa.

Nem Borges, com um refinamento que, não obstante, consegue dar em poucas linhas uma pungência extraordinária, nem Rex Stout, com suas novelas policiais que sinto já ter lido na totalidade, pois gostaria de esquecê-las pra ler de novo, produziram tal pó-de-mico-no-salão como diz a marchinha de carnaval. Marchinha que não se referia ao texto de Gabo.
Pois, voltando: vocês podem sugerir um livro para que a gente leia? Ao mesmo tempo?
Abraços, e, Brasília, até amanhã. Beijos."
Tom Zé

Animais em extinção

"Polêmico e iconoclasta, o escritor Marcelo Mirisola fala em entrevista sobre seu romance Animais em extinção. Entre São Paulo e João Pessoa, um narrador debochado resgata lembranças de amigos, amantes, desilusões amorosas e aventuras sexuais. Tem como audiência e musa inspiradora uma ninfeta prostituta. É como se Charles Buwowski reencarnasse na Praça Roosevelt e escrevesse uma nova crônica do amor louco: não é para todos os gostos, mas, como sugere o próprio Mirisola, o escritor precisa correr riscos".
"MIRISOLA: É tudo verdade, menos as mentiras."

domingo, 7 de dezembro de 2008

Salve os "tri-colors" paulistas...

Sobrinho bonito do meu coração e o tricolor...
são campeões !!!
Segundo o Pai (meu irmão)
"Precisa ver como esse carinha tá fanático. Tá mais que eu.
Fica gritando 'pampaulo, pampaulo'
Beija o simbolo, fecha a mão e vibra enquanto grita...
Um barato!"
Segundo o Mãe (minha cunhada)
"Lindo e fanatico é pouco.
Este cara outro dia fez uma briga no shopping
por causa de uma bola do tricolor...
o vendedor até tentou enganar dando outra.
Pois acredite, ele abriu o berreiro...
Pampaulo!"

A Musa Chapada

O ANJO DO ÁCIDO ELÉTRICO

o anjo sujo, esfarrapado
remela nos olhos
cabeça feita
bate as asas sob o céu lilás
:
luas se dissolvem
(comprimidos de sonrisal
na fornalha da noite)
música que não cessa
minha mão dentro da sua
veias são nervuras
golfinho saltando
na pele das costas
vênus vestindo
um manto de água
a ninfa chapada
de olhos elétricos
cores girando
no abismo sem fundo
dança de estrelas
no teto da sala
dois sóis em cada ontem
três vozes
na voz de quem cala

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Lançamento 08-dez-2008


Nas palavras do Ademir "A Musa Chapada não faz apologia de nada (isso não é da natureza da arte nem da poesia). Ao contrário, é um livro bem sombrio, até, em boa parte. Sombrio porque a realidade que tentam nos vender é sombria. Porque a realidade que tentam nos vender é uma droga pesada. Também não é um livro oba-oba. Já vi muita gente perder o controle. Não tenho a menor vontade de "brincar" com o assunto. Tenho um sobrinho que foi assassinado por traficantes. Aos 20 anos de idade. A ossada só foi encontrada quase dois anos depois. Uma experiência dolorosa, sentida na própria pele. Se a sociedade soubesse lidar melhor com aqueles que perdem o controle e se o negócio das drogas não envolvesse tanta grana e tantos interesses, certamente muitas mortes seriam evitadas."

sábado, 6 de dezembro de 2008

Los Super Elegantes

Performance ( Los Super Elegantes na 28º Bienal-SP )


Guarda-sóis coloridos, girassóis esquecidos. Na 28º Bienal de São Paulo, o vazio é absoluto. A performance que o público oferece em interação as obras expostas é a ausência. Pouco se falou sobre arte, muito se falou sobre prisões e nudez. A bondade de estranhos, começa no quintal da nossa casa. Eu, frequentadora assídua, levei ao pé da letra a idéia da curadoria. Se é pra ser vazio, que seja ausente de mim. Não fui, não vou. Acho que com isto, sou assim também, um pouco mais artista... ou não....


mas, s
uper elegante, com certeza.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Saramago, o Elefante e a Viagem


Lançamento do último livro do escritor José Saramago, com a presença do autor. Realização SESCSP e Companhia das Letras. Apoio Instituto Tomie Otake. Retirada gratuita de até dois ingressos por pessoa, pelo sistema INGRESSOSESC, a partir das 10h do dia 21/11. Teatro Paulo Autran.

SESC Pinheiros
Dia(s) 27/11

Quinta, às 20h30

domingo, 23 de novembro de 2008

Quadro cênico

Pina Bausch
Quisera eu longas mãos, para com elas criar efeitos hipnóticos. Pina me contou segredos, mas eu era moça muito jovem e achei que não precisava me ater as precisões corporais e a atemporalidade dos movimentos. As colagens visuais, as interações das diversas formas de arte, os elegantes trajes de noite e as maquiagens... Tudo isto estava ao meu alcance, mas eu dizia não, enfaticamente.
Hoje, bem sei por onde esta musa passeia. Em muitas cenas, seus dançarinos apenas caminham, às vezes conversam, às vezes... apenas se miram (me miram) não dizem nada.
Os lentos movimentos cadenciados, os pequenos movimentos perfeitamente planejados, são de uma delicadeza ímpar.
Quando tiver chance, Fale com Ela... é puro deleite.

Redançando a história corporal

Pina Bausch (coreógrafa Alemã)

Escrever [e dançar] é tantas vezes lembrar-se do que nunca existiu. Como conseguirei saber do que nem ao menos sei? assim: como se me lembrasse. Com um esforço de memória, como se eu nunca tivesse nascido. Nunca nasci, nunca vivi: mas eu me lembro, e a lembrança é em carne viva.
Clarice Lispector

Experiência do mito-desmitificado


Obras, anotações e entrevistas.


http://www.heliooiticica.com.br/home/home.php


Jokerman

Talvez esta não seja uma canção para domingos de sol, mas Bob Dylan vale a pena nas mais diversas horas do dia, inclusive no café-da-manhã do final de semana...

"É um mundo sombrio, céus são escorregadiamente cinzentos

Uma mulher acabou de dar à luz a um príncipe hoje

E o vestiu de escarlate.

Ele irá pôr o padre no bolso, pôr a lâmina para aquecer,

Tirem as crianças sem mães da rua

E coloquem-nas aos pés de uma meretriz.

Ó, Curinga, você sabe o que ele quer,

Ó, Curinga, você não demonstra nenhuma reação... "

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Você gosta de coelhinhos ?


Sinopse: O ator, escritor e professor Jorge Miguel Marinho encena o conto "Carta a uma senhorita em Paris", de Julio Cortázar, um dos escritores mais relevantes do Realismo Fantástico. O tema da busca de identidade num mundo esvaziado de sentido, o sentimento de ser "diferente" e a experiência de viver como jogo, aventura e desafio está presente nesse texto que vem inquietando e sensibilizando leitores de todos os tempos, e agora o espectador. Como toda a obra de Cortázar que é convite ao diálogo e só acredita na literatura a serviço da vida, esta "Carta" pergunta ao próprio personagem e sobretudo aos espectadores: "É mais absurdo o absurdo da realidade ou o absurdo da fábula, da arte, da ficção?". Evento gratuito.

Data: 29/11 - sábado
Local: Av. Paulista, 509 - Cerqueira César -
Tel.: 2167-9900Horário: às 17h
Peça: Carta a uma senhorita em Paris
Com Jorge Miguel Marinho

Livraria Martins Fontes

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Rarefato

Ilustração: Sônia Alves Dias (nankin sobre papel)
CARTA A KIRILOV
"este tremendo desejo de por fim por fim finalizar acabar por fim no pingo na gota do i e serenar ir embora já seja tarde seja já se já tarde tá arde ainda se já tarde talvez se tal já tal tarde seja já se tarde mas arde antes tarde por fim o fim treme fim final em fim antes treme tarde desejo de por vir treme ainda tal impronto ponto finalizar tal ainda antes já"

(do livro Rarefato – por Frederico Barbosa)

sábado, 8 de novembro de 2008

Feliz Aniversário Sir O`William

Foto no Museu da Língua Portuguesa/SP

" Eu te amo sem saber como ou quanto ou de onde
Eu te amo simplesmente sem complicações ou loucura
Então te amo assim porque não conheço outra maneira
Tão perto quanto tua mão em meu peito
Tão perto que quando fecha teus olhos eu adormeço... "


Patch Adams – O amor é contagioso



Eu te amo porque te amo e isto não tem explicação dentro de mim. Eu te amo porque você me faz rir (com o teu riso e com os clássicos e fantásticos "hoje quem eu sou ?" ) . Eu te amo porque você me faz adormecer em paz (sem pesadelos). Eu te amo porque você me provoca (com o teu desejo) . Eu te amo porque você me alimenta (com teus sonhos e com tua culinária). Eu te amo porque tomar o café-da-manhã ao teu lado é algo de inesquecível (imperdível e inexplicável). Eu te amo porque teu cheiro é tatuagem na minha pele (e eu o sinto o dia todo). Eu te amo porque tua boca tem o gosto que eu gosto (e eu sempre quero mais). Eu te amo porque você é um homem lindo (e eu não me canso de descobrir belezas escondidas em você). Eu te amo porque você é forte (e me protege de todos os perigos). Eu te amo porque eu tenho sonhos ao teu lado (e isto é o melhor que podemos desejar). Eu te amo porque você não é simples , nem comum (é um misto de mistério e assombro que me seduz o tempo todo). Eu te amo porque você ilumina minha vida (e meus dias se tornam coloridos e cheios de imagens fantásticas). Eu te amo porque você é assim... um grande homem, ainda menino e meu amor.


Feliz Dia de Hoje, moço bonito!


O amor é arrebatamento , é abissalidade e abundâcia.
O amor é busca, é bobice e baleiro.
O amor é cafuné, é comichão e calmaria.
O amor é detalhe, é devaneio e devassidão.
O amor é eclípse, é eletricidade e elixir.
O amor é fúria, é fábula e fecundação.
O amor é gabiru, é gaiatice e gostosura.
O amor é harmonia, é humildade e humores.
O amor é idealização, é ilusão e iluminação.
O amor é jazz, é jubilo e juramento.
O amor é kamikaze, é kant e kirsch (aguardente de cereja).
O amor é labríntico, é labial e lacerante.
O amor é madrugador, é mistérioso e mágico.
O amor é namoração, é nobreza e nudez.
O amor é ostentação, é obcecação e obscenidade.
O amor é paixão, é paladar e palavrão.
O amor é querer-bem, é querer-tudo, é querer-mais.
O amor é regozijo, é rasgadura e raridade.
O amor é sinfonia, é sexo e saravá.
O amor é travessura, é tâmara e tamborim.
O amor é urgência, é uivo e umidades.
O amor é vagareza, é vadiagem e ventania.
O amor é xangô, é xodózinho e xadrez.
O amor é yin , é yang e ypsilone-duplo.
O amor é zelo, é zonzeira e zumbideira.


No fim, o amor é um montão de pequenas coisas do dia-a-dia... por isso, estamos juntos, atados e firmes.