terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Carnaval

Cair na estrada de madrugada. Ver o galo cantar na beira do mar. Chegar com os olhos fechando e abrir porta-malas. Guardar as coisas e tomar uma ducha rápida. Se o sol despontar: canga, sundown, sol e carnaval. Se o sol se fingir de morto: deitar na esteira e deixar as letras escorrerem cérebro adentro (às vezes, tem trechos que desembocam direto no coração). Camarão é uma delícia. Porquinho também. Todos os peixes são bem vindos. Água de coco, pra tomar no pé. No beiral do litoral, se a água tá fria, só os dedinhos resfriar. Depois, tomar coragem, se jogar céu adentro e se perder no mundo , tomando caldo e vento na cara.
Da areia, menos areia. Do mar, quanto mais onda melhor. Da noite, bebida e muita folia. De manhã, o bico torto, as pernas tortas, penacho na cabeça e a leveza de acreditar que depois do carnaval, tudo melhora!

Um comentário:

poetriz disse...

E não melhora? Eu tenho certeza que melhora!

Bjs!