domingo, 4 de abril de 2010

Quando as folhas caem




OUTONO

Uma vez um homem encontrou duas folhas e entrou em casa segurando-as com os braços esticados dizendo aos pais que era uma árvore.

Ao que eles disseram então vai para o pátio e não cresças na sala pois as tuas raízes podem estragar a carpete.

Ele disse eu estava a brincar não sou uma árvore e deixou cair as folhas.

Mas os pais disseram olha é outono.


Rui Manuel Amaral nasceu no Porto, em 1973, cidade onde vive. Autor de 'Caravana', livro de contos, publicado pela editora Angelus Novus, em 2008. Foi fundador da 'Águas Furtadas, Revista de Literatura, Música e Artes Visuais' e seu coordenador literário entre os números 7 e 10. Está representado em diversas antologias dedicadas ao conto breve, editadas em Portugal e no Brasil. Tem colaborações dispersas por múltiplas revistas literárias. É autor de vários livros sobre história oral e tradições populares da cidade do Porto. É co-autor comCristina Marti do blogue 'Dias Felizes'.

3 comentários:

Geraldo de Barros disse...

Menina, que texto lindo, de uma simplicidade mas ao mesmo tempo tão profundo, gostei muito disso, esse seu espaço tem achados incríveis!

=)

um abraço,
Geraldo.

Marcantonio disse...

Concordo com o Geraldo:belíssimo esse texto, é preciso muita maestria para fazer tanto com tão pouco. E que bela idéia!

Um abraço.

Koisas de Menina disse...

Esta lembrança de outono tem cara de saudade, de paz, um bom livro e uma taça de vinho... bjs