domingo, 4 de abril de 2010

Aroma de hortelã, cor de romã



Amor para ela, era hortelã passeando na boca feito chiclé de bola, mesmo sem nunca ter beijado alguém de verdade. O frescor que passeava pela sua língua a fazia imaginar que beijar era assim, gostoso como hortelã novinho, bem fresco, bem leve, suave, quase pétala.

Ela sonhava com um Romeu que pegaria uma romã do pé e ao abrir a casca grossa a presentearia com aqueles pequenos diamantes rosáceos cristalinos, mágicos.  Se perderia de amores e faria "ele me quer" comendo cada semente delicadamente.

Claro que "ele" só existia no pensamento dela, mas, o dia que aparecesse ela saberia...

... teria aroma de hortelã - cor de romã, e aos seus pés cairia, dizendo:


"Encantado, mademoiselle.
Para sempre teu, Romeu."

2 comentários:

mô amorim disse...

Será por isso que as fadas se tornam malvadas depois de um tempo no pomar?
De tanto esperar? Amei... Beijos, mo
www.estripitizese.blogspot.com

poetriz disse...

Eu não gosto de Romã.
Será por isso que nunca encontrei Romeu?

Bjs