domingo, 11 de abril de 2010

Eu abrigo em meu peito

imagem: foto de arquivo pessoal sonia alves dias

insustentável 
leveza
DE
ser




"... Para Tereza, o livro era sinal de reconhecimento de uma fraternidade secreta. Contra o mundo de grosseria que a cercava, não tinha efetivamente senão uma arma: os livros que pedia emprestados na biblioteca municipal; sobretudo os romances: lia-os em quantidade, de Fielding a Thomas Mann. Eles não só lhe ofereciam a possibilidade de uma elevação imaginária, arrancando-a de uma vida que não lhe trazia nenhuma satisfação, mas tinnham também um significado como objetos: gostava de passear na rua com um livro debaixo do braço. Eram para ela aquilo que uma elegante bengala era para um dândi do século passado. Eles a distinguiam dos outros..."

4 comentários:

Lígia Guedes disse...

Só vim espiar as letras. Gostei!
Beijos!

mô amorim disse...

"Eles a distinguiam dos outros..." Ainda bem que temos essa arma...
Um abraço que apazigua, mô
(www.estripitizese.blogspot.com)

lis disse...

Obrigada pela visitinha domingueira rs
Estou passando e ficando por aqui ,adoro letras, letreira , o que tiver a ver com os tais livros debaixo do braço. Um charme .
abraços

Anônimo disse...

http://lovingbags.com/