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sexta-feira, 6 de maio de 2011

O simulacro da imagérie


“Lo que importa es la no-ilusión. La mañana nace”
[Frida Kahlo: Diários]

O simulacro da imagérie, escrito em fevereiro de 1996 por Caio Fernando Abreu, parte do livro Estranhos estrangeiros.

Leia o conto completo AQUI

Fonte: Revista E Online - Portal SESC SP

sábado, 11 de setembro de 2010

Recado


"Venha quando quiser, ligue, chame, escreva - tem espaço na casa e no coração, só não se perca de mim. "

Caio f. de Abreu

domingo, 1 de agosto de 2010

Agosto chegou...



" (...) Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antonio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados (...) "


Caio Fernando de Abreu

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Guardados

Foto arquivo pessoal 26/06/2010


(...) guarde este recado:
alguma coisa sempre faz falta. 
Guarde sem dor, embora doa, e em segredo.


Caio Fernando de Abreu

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Fazendo perguntas, tu ouvirias respostas.

E a moça ? De que lugar teria vindo? Que caminhos teria pisado? Que insuspeita das descobertas teria feito? Tu olharias a moça mas, as perguntas não acorrendo, o mistério que a envolveria seria desfeito -uma moça vestida de azul, sentada no chão de uma praça sem lago. Não poderias saber nada de mais absoluto sobre ela, a não ser ela própria. Fazendo perguntas, tu ouvirias respostas. Nas respostas ela poderia mentir, dissimular, e a realidade que estava sendo, a realidade que agora era, seria quebrada. pois, não fazendo perguntas, tu aceitarias a moça completamente. Desconhecida, ela seria mais completa que todo um inventário sobre o seu passado. Descobririas que as coisas e as pessoas só o são em totalidade quando não existem perguntas, ou quando essas perguntas não são feitas. Que a maneirar mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa seria justamente não falar, não perguntar -mas ver! Em silêncio."


Caio Fernando de Abreu 
Fragmento do conto PONTO DE FUGA, do livro Inventário do Irremediável.

domingo, 28 de março de 2010

Mais da mesma...


"Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo." 



Caio Fernando de Abreu