domingo, 11 de abril de 2010

Paris, meu amor.



Gosto da minha vida inventada. Nela, sou moça fina de Paris. Não da Paris de hoje, mas daquela... de antigamente. 

Baudelaire foi meu caso mais sério. Mas, minha vida inventada não permitia tantos apegos, chamegos sim, eternidades não. Dela brotou Paraísos Artificiais...

Rodin fez para mim, A Porta do Inferno... porque vocês devem imaginar, não sou moça fácil de iludir não. Se é pra viver do meu amor, precisa me abrir as portas (do coração, do intelecto, das artes ou do Inferno), Rodin escolheu a do Inferno para eu morar ... e entramos juntos, até que Camille Claudel apareceu e eu parti.

Jean-Paul Charles Aymard Sartre.

Nunca me importei com  Simone, nunca me importei com a idade, nunca me importei com nada... Com Jean-Paul eu era a mais real das mulheres, eu existia e bastava-me.

Flaubert, aquele rufião, me eternizou em Madame Bovary (eu era Emma e Rodolphe me amava!)... bons tempos, aqueles.

Minha vida inventada comporta tantas loucuras, tantas luxúrias ... mas, agora não é a hora de abrir meus diários secretos, mais tarde, à noite, quando todas as cortinas estiverem fechadas eu passarei por aqui, para contar sobre Paris, aquela antiga ... na qual eu colocava espartilhos vermelhos e me perdia nos Bals Masqués.


2 comentários:

Geraldo de Barros disse...

muito bom, é um encanto tudo isso aqui

=)

beijo,
G.

Rodrigo disse...

Meu coração acelera ao vê-los todos dentro de mim, também. Belo.