segunda-feira, 4 de maio de 2009

Trovas de muito amor para uma amado senhor

Nave
Ave
Moinho
E tudo mais serei
Para que seja leve
Meu passo
Em vosso caminho.
Dizeis que tenho vaidades.
E que no vosso entender
Mulheres de pouca idade
Que não se queiram perder
É preciso que não tenham
Tantas e tais veleidades.
Senhor, se a mim me acrescento
Flores e renda, cetins,
Se solto o cabelo ao vento
É bem por vós, não por mim.
Tenho dois olhos contentes
E a boca fresca e rosada.
E a vaidade só consente
Vaidades, se desejada.
E além de vós
Não desejo nada.

- Hilda Hilst -

10 comentários:

Clayton Ângelo disse...

Belo poema de amor : sem limites, incondicional, cego?? Talvez. Mas,com certeza belo. Abraços.

: A Letreira disse...

Oi Clayton, quem tem cuida não é mesmo ? Para o meu amado, trovas são sempre imaginadas...

Anônimo disse...

lETREIRA,
estes versos pro teu amado são realmente muito bonitos teu blog todo é lindo passo AQUI SEMPRE PRA VER TUDO DE CULTURA. Tchau, Lara

poetriz disse...

E quer outro motivo pra vaidade?
Eu também, sem me arrumo é por uma causa nobre. Para que ele me note!

Bjs!

Malaguetta disse...

e alem de vós
nao desejo nada.

adorei ;x

Garfo Sem Dentes disse...

nossa, como eu gosto
de trovas,
e essa caiu como uma luva
pro momento que estou passando.

gostei disso,

Professora Lara disse...

OI!
Muito bom! Gostoso de ler e se deliciar nas palavras!

O Sinuoso Deadend disse...

Gostei muito!!!

Belos versos simples, cheios de sensibilidade!

Robson Ribeiro disse...

O que motiva as vaidades é sempre o outro...

Belo, belíssimo poema!

Beijos!

: A Letreira disse...

Moças e moços, quando se tem um amor, há trovas para todos os lados.