domingo, 21 de junho de 2009

Festa do Teatro

Desenho Felipe Godoy (Garfo sem dentes)


Em São Paulo, acontece um evento inédito na área de cultura: a Festa do Teatro.

Serão distribuidos 30 mil ingressos para espetáculos em cartaz na cidade entre 19 e 28 de junho. O objetivo é promover o acesso à diversidade da produção teatral contemporânea.
Não fique de fora!
Para ver a lista completa das peças participantes, clique AQUI

sábado, 20 de junho de 2009

Vendedor de profecias...

Evento Antídoto - Itaú Cultural - Lirinha - Mercadorias e Futuro 18/06/09


Lirinha é moço de muitas expressões e de muita força visual e oral. Performático, traz a luz, traz o som, o improviso e a mãe num relato que mistura ficção e realidade de forma magnífica. Moço de sol, de fá (com pestana) e de dó, trabalha a poesia (numa levada de humor) que mistura música, teatro e literatura pura.

Lirovksy, seu lúdico personagem, é um vendedor de livros, do Livro “Mercadorias e Futuro”, que traz o registro de três grandes profetas: João Pedra Maior, Teresa Purpurina e Benedito Heráclito.


- 'Estou aqui para vender uma coisa
Estou aqui em pé, no som, na luz
Para vender um livro

A terra é quem me deu, eu só plantei...
Conversei com loucos seres que me responderam antes da pergunta:
(mercadorias e futuro)

Estou aqui para vender uma coisa, quem quer comprar?
Pode você não usar, mas tem os seus filhos e os que virão

Os que cairão dos rasgões do céu e do amanhã
(mercadorias e futuro)

"Oh amanhã, o que será o amanhã?"
Eu pergunto embriagado pelo vinho, pela dúvida, pelo medo da escuridão
O medo da escuridão...'
O espetáculo vai causando uma comoção interior, daquelas que a gente sabe do que se lembra e porque se encanta. Lembra feira livre, lembra Praça da Sé lotada, lembra o sertão e os vendedores de rapadura, minâncoras e penduradores de panelas, lembra outros tempos e outros sonhos: fantasias.
“Sendo questões de compromisso etério
Nas frases que se despregam
Sei que já fui um profeta de guerra
E o profeto da guerra hoje cuida do futuro
O profeto da guerra hoje cuida do futuro
No jarro do quintal
É o recurso dos impacientes, vencedor do acaso
Beberei a água do esquecimento um dia
Toda paisagem é muda, e muda
O moinho girando ao seu tormento
O homem que nasce, que cresce, que sobe, que cai
A morte é incerta mas a hora é certa
Um é o todo, e por ele o todo e nele o todo
E se não contém tudo é nada ”

Lirinha constrói um personagem cativante, com cores e sons alumiado pelo seu olhar de faról. Toda a parafernália tecnológica ao seu alcance, seduz a platéia e o vozerio febril causa aquela hipnose que faz com que nada se perca.

No ápice do espetáculo, a vontade que formiga o corpo é de se levantar e, como num culto sagrado, cantar e bradar junto com moço no palco:

'Vitória, vitória
Como é forte a tua luz
E é tão doce o teu sabor na boca, Vitória
Derrota, derrota
Como é forte a tua luz
E é amargo o teu sabor na boca, derrota
Vitória, saiba que eu sou sem você
E a lua que brilha já pode descer, descer
Saiba que eu sou sem você
E aquele que canta já pode morrer, já pode morrer
Já pode morrer'

Depois, quando tudo se encerra, o palco vazio nos faz pensar em poesia, em mercadorias e quanto vale o tal futuro (escrito nas cartas de Teresa Purpurina)...
VITÓRIA!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Livro na mão

Micheliny azul dentro da Lua na janela pública


Eu encontrei esta moça cheia de geografia íntima e de desertos, no Palco do Itaú Cultural, todas as vezes. Na primeira vez, ela de preto clareava tudo e com seu sotaque forte mapeava minha fisionomia com traços de espanto. Hoje, encontro-a novamente, tantos anos depois, mas parece que com muito menos anos. Naquela época, menina ainda, acredito que nem imaginava ser mãe. Era musa espoleta, com chicote estalando na língua. Hoje, seu olhar doce, que lembra o caudaloso leite, declara que Nina e Théo são filhos do seu ventre (livre).
Antes de Lirinha entrar no palco com seu "Mercadoria e Futuro", Micheliny manifesta sua África e seu Sertão. A figura pequena, e ao mesmo tempo tão forte e cheia de "arenga" , preenche o espaço vazio inteiro. Um livro antigo, girando feito manivela entre as mãos delicadas, abre páginas do tempo. Entre folhas puídas, há tanta história e dor antiga " Nossa mãe e nosso pai ainda mal contados, mal traçados, e ainda que amados,tão mal-amados"...
O poema forte, traz a densidade da poeta em cada sílaba e em cada olhar sob as letras adormecidas. O manifesto se encerra com grande carga dramática e uma bonita flor no cabelo da menina.


Minha mãe, meu pai
Tua mãe, teu pai
Nossa mãe, nosso pai
África e Sertão
Terra prometida
Colo desejado
Expectativa
*
África e Sertão: à Maneira de um Manifesto
Por Micheliny Verunschk

Lirovski



Apenas observe...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Patas de pantera


Fragmento de Noite & Dia (parceria Ademir Assunção com Madan), num show em Araraquara.

Noite e Dia é uma canção destas que ficam marcadas na pele feito tatuagem. Não sendo musicista, não sei falar sobre acordes, bémois e sustenidos. Mas, como moça de tantos nomes e tantos sentimentos, sei que sempre ao ouvi-la é como se uma cortina fosse lentamente se fechando e não restasse mais nada em lugar nenhum, ninguém por perto, literalmente, dor nenhuma.

Eu a ouvi a primeira vez no CD-ÓPERA DE RINOCERONTE, do Madan na virada do ano 2000. E, foram tantas sensações que brotaram e foram tantas lágrimas que rolaram que eu guardei esta canção NOITE e DIA dentro de algum vão no coração que dali não sai, não se apaga e nem perde.

O tempo passou e muitos adeuses eu vi. Quando meu pai faleceu, DEUS voava e plantava prantos. Muito PÓ em mim se partiu. Eu me sentia a própria DONA DOIDA, eu queria ser DONA DOIDA, eu era, tinha certeza. MUNDO NOVO fechava um ciclo, fechava o disco. A sensação cantada do "não existe sorte, azar não existe, tudo é risco, arrisque... leão de zôo tem os olhos tristes..." era tão real , que eu cantarolava ao sol, na chuva, em todas as estações que por mim passeavam. Neste CD inesquecível (para mim, com certeza) tem o querido e falecido poeta (tradutor de Aretino, inclusive) Zé Paulo Paes, tem Arnaldo Antunes, Elisa Lucinda, Nelson Capucho, Kléber Albuquerque e o dono também desta letra (NOITE e DIA) que me bota sempre comovida como o diabo... Ademir Assunção.

Se você não ouviu ainda, eu recomendo... é poesia pura.

NOITE & DIA

Poema: ADEMIR ASSUNÇÃO
Música: MADAN

deixe que o sol se deite
sobre seu leito deixe
que eu beba o leite
do seu corpo deixe
que o calor do beijo
dissolva a bruma deixe
que ao cair a noite deixe
suor e seiva dor nenhuma

poema incidental: PATAS DE PANTERA

O vento frio me mata Um beijo
me recria Quem sabe uma noite
inteira Ou na metade de um dia
Ela pise com patas de pantera
Sobre essas páginas frias
Elegante como quem volta Sem
saber onde ia

Mais de tudo ? AQUI...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Clube de Leitura


Rodas de Leitura Compartilhada na Livraria Sobrado - IV Ciclo
Toda Segunda-feira às 18h30.
Próximo encontro: 22/06/2009

Livro escolhido: O morro dos ventos uivantes - Emily Bronte.

Você já leu o livro ? Não leu ? Participe...

Trecho : "Heathcliff aproximou-se do encosto da sua cadeira, e se inclinou por cima, mas não tanto para que ela pudesse ver-lhe o rosto lívido de emoção. Ela se virou para olhá-lo, mas ele não o permitiu, voltando-se de súbito e caminhando até a lareira, onde ficou parado, silencioso, de costas para nós. O olhar da Sra. Linton o seguiu, desconfiado, pois qualquer movimento dele lhe despertava novas emoções."

De pernas abertas para o sol



No sebo cultural RATO DE LIVRARIA - dia 20 de junho, sábado - 19h

Espetáculo: leitura de contos sobre erotismo.
Apenas 30 convites, confirmar presença pelos fones: 11-45081101/ 11- 81361101 e trazer comprovante de depósito no dia do espetáculo.

Convites R$20,00

Grupo Cênico: Parampará de Contação de Histórias

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Justine



A peça conta a história da pura, religiosa e inocente personagem Justine (Andressa Cabral) que acaba se envolvendo em experiências de crime, tortura e depravações que testarão seus valores morais e de conduta, enquanto sua irmã, a bela e libertina Juliette (Erika Forlim) realiza uma trajetória cheia de sucessos e prazeres.

ESPAÇO DOS SATYROS DOIS
Praça Roosevelt, 134
Telefone para reservas: 11 3258-6345

Os 120 Dias de Sodoma



“Os 120 Dias de Sodoma” é a segunda parte da trilogia. A montagem contou com críticas favoráveis da imprensa e grande adesão do público, e está em cartaz desde maio de 2006. O espetáculo trata das questões filosóficas e políticas colocadas pela obra sadeana, em um contexto brasileiro de corrupção e decadência das instituições sociais.
ESPAÇO DOS SATYROS DOIS
Praça Roosevelt, 134
Telefone para reservas: 11 3258-6345

A Filosofia na Alcova



Após a realização das montagens de "A Filosofia na Alcova" e "Os 120 Dias de Sodoma", baseadas nas obras do marquês de Sade - aristocrata francês que viveu na virada do século XVIII para o século XIX -, a Cia. de Teatro Os Satyros encerra sua Trilogia Libertina com a peça “Justine”."A Filosofia na Alcova" é a primeira montagem dos Satyros para um texto do marquês de Sade, exibida pela primeira vez em 2001. Dolmancé e Madame de Saint"Ange, dois dos personagens mais libertinos da história da literatura universal, são os protagonistas desse texto, em que é apresentada a educação sexual de uma jovem virgem, com aulas práticas e teóricas de libertinagem. Após o período de aprendizado, a mãe da jovem chega ao palácio dos libertinos para tentar resgatá-la, quando então é confrontada pelos mentores da jovem e pela própria filha.

ESPAÇO DOS SATYROS DOIS
Praça Roosevelt, 134
Telefone para reservas: 11 3258-6345

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Grandezas e Miudezas


de Bruno Munari
Tradução: Nilson Moulin
Considerado um marco na história da edição e referência em publicações para crianças, o designer italiano Bruno Munari reinventa nesta obra a relação com o livro: Na noite escura requer uma leitura sensorial, por meio de diferentes papéis combinados com imagens simples e texto conciso. Publicado pela primeira vez em 1956, o livro nos convida a adentrar na noite escura e nos mistérios que ela guarda. Somos atraídos por uma misteriosa luz brilhante revelada através de furos nas páginas. A primeira parte, em papel preto, traduz a atmosfera noturna. Na segunda parte, o papel translúcido sugere uma neblina matinal e marca a passagem do tempo. A aventura termina no interior de uma gruta, nas páginas em papel pardo. Fundamental para crianças inventivas, que poderão interagir com folhas recortadas, texturas, cores e materiais diversos - edição Cosac Naify.

Há Tanto Tempo Que Te Amo



Há Tanto Tempo que te Amo é o típico filme em que o fato de o diretor acumular a função de roteirista propicia imensa sinceridade em cada plano. A aliança entre expressões da imagem com os suspenses da trama cria uma relação de cumplicidade entre nós, os espectadores, e a complicada história de Juliette (Kristin Scott Thomas).

Um filme de ausências e de coisas não-ditas, um jeito bastante conhecido dos franceses fazerem cinema. Priorizar o que não é dito em vez da verborragia dos personagens. A palavra é substituída pelo olhar, as frases dão lugar aos gestos, a presença abre espaço para a ausência. O “sim” é trocado pelo “não”.

Sabemos pouco, muito pouco de Juliette. E não cabe a mim revelar o mistério que você vai descobrir ao assistir a estreia de Philippe Claudel na direção. Dois sentimentos trabalhados logo no início da trama permanecem por todo o filme: o desconforto com o segredo de nossa protagonista e a eterna sensação de outsider, peixe fora d’água que nadou por determinado oceano, foi obrigada a abandoná-lo e, quinze anos depois, percebe que a água segue o mesmo fluxo, com ou sem ela. O jeito é encaixar-se.

Por que ela esteve ausente? Por que sua irmã, Lea (Elsa Zylberstein), ora está próxima, ora mostra-se ressabiada? Por que quando a pequenina P'tit Lys (Lise Ségur) é repreendida todas as vezes que pergunta sobre o passado de Juliette? Por que todos riem quando ela revela a verdade? Por que ela só encontra cumplicidade em outro “peixe fora d’água”, Michel (Laurent Grévill)? Por que todos fingiram que ela não existia?

Há Tanto Tempo que te Amo é uma sucessão de “por quês”. As respostas surgem, aos poucos, para reforçar ainda mais as dúvidas. Pensamos sempre no passo seguinte, na próxima emoção, nas consequências das revelações de Juliette e de que maneira elas afetarão as relações com quem a cerca.

Philippe Claudel pinta sua personagem sem adereços e nos joga em seu mundo de inadequações. O diretor não quer atingir o mental, o raciocínio. Prefere passar pelas afeições e alcançar os sentimentos. E o faz. Quando chegamos ao ápice da emoção, os créditos finais sobem e Claudel encerra, por ora, a nossa relação com o mundo de Juliette.
( crédito: Heitor Augusto )

domingo, 7 de junho de 2009

Nada de básico...

Se o teu macarrão é igual ao meu (alho e óleo purinho) não perca tempo. Passe no site www.videoreceita.com e aprenda a fazer este delicioso penne!

Domingo é dia de alta gastronomia na cozinha!

Sopa de príncipe


Sopa de principe é uma fábrica argentina de bonecos, feitos à mão, com desenho próprio.

O imaginário de Sopa de Príncipe surgiu de uma série de personagens criados por Verónica Longoni. Em seu local de trabalho - Palermo (Thames 1719, Ciudad de Buenos Aires) monstros, bonecos e animais de todos os tipos, esperam em caixas de frutas para ganhar vida. Com desenhos simples e sofisticados, os personagens são primorosos e nos convidam a participar das estórias esquecidas.
Veja e Ouça: AQUI

sábado, 6 de junho de 2009

Prazeres da Mesa


Como acontece todo ano, o Prêmio Melhores do Ano Prazeres da Mesa / Bohemia vai eleger os melhores profissionais da gastronomia de 2009, divididos em 14 categorias.

A cerimônia vai acontecer nessa segunda-feira, dia 8, às 20 horas, no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo. Eu, por conta do marido, que anda fazendo bonito entre vídeos, panelas e alecrins, estarei lá.

Para ver a lista completa e saber mais sobre a premiação, clique AQUI.

Senhorinha


Eu já tive um email chamado sinhazinha.iaia@yahoo.com.br (não tenho mais há tempos, hoje o letreira me consome inteira). Mas, esta moça, chamada Mônica Salmaso tem um bem te vi dentro dela. E, tem uma voz, daquelas que dá vontade de chorar. O tempo passa e ela vai ficando cada vez mais bonita, me lembrando sempre de sombrinhas, fazenda antiga e sinházinhas...
No dia 24 de junho (bem no dia de São João e na comemoração do aniversário do meu irmão do meio, bem amado e bem querido) a Mônica vai cantar e eu vou dedicar algumas canções à ele. Igual nós fazíamos quando éramos criança e brincávamos com casamentos, com casinhas, princezinhas, bolas-de-gude e figurinhas. Era tanta estória pra inventar, era tanta briga pra interpretar, que a gente nem tinha idéia de como nos amávamos tanto...
Senhorinha (Monica Salmaso )
Composição: Guinga / Paulo César Pinheiro

Senhorinha, moça de fazenda antiga, prenda minha
Gosta de passear de chapéu, sombrinha
Como quem fugiu de uma modinha

Sinhazinha, no balanço da cadeira de palhinha
Gosta de trançar seu retrós de linha
Como quem parece que adivinha (amor)

Será que ela quer casar
Será que eu vou casar com ela
Será que vai ser numa capela
De casa de andorinha

Princesinha,
moça dos contos de amor da carochinha

Gosta de brincar de fada-madrinha
Como quem quer ser minha rainha

Sinhá mocinha, com seu brinco e seu colar de água-marinha
Gosta de me olhar da casa vizinha
Como quem me quer na camarinha (amor)

Será que eu vou subir no altar
Será que irei nos braços dela
Será que vai ser essa donzela
A musa desse trovador

Ó prenda minha, ó meu amor
Se torne a minha senhorinha

O silêncio


Auto-retrato
Manuel Bandeira

Provinciano que nunca soube
Escolher bem uma gravata;
Pernambucano a quem repugna
A faca do pernambucano;
Poeta ruim que na arte da prosa
Envelheceu na infância da arte,
E até mesmo escrevendo crônicas
Ficou cronista de província;
Arquiteto falhado, músico
Falhado (engoliu um dia
Um piano, mas o teclado
Ficou de fora); sem família,
Religião ou filosofia;
Mal tendo a inquietação de espírito
Que vem do sobrenatural,
E em matéria de profissão
Um tísico profissional.

Bravo


Na Bravo deste mês, MANUEL BANDEIRA

" Grande homenageado pela sétima edição da Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece de 1º a 5 de julho, Manuel Bandeira sempre foi mais identificado com o "açúcar" de uma poesia lírica e melancólica, deixando o papel de brigador do modernismo para Oswald ou Mário de Andrade. Mas o "tísico profissional" que esperou pela morte por tuberculose ao longo de toda a vida e se definia insistentemente como um "poeta menor" estava longe de ser um comentarista pacato e humilde da vida social do Rio de Janeiro na primeira metade do século 20. Nas crônicas, sobram farpas para os hábitos e gostos da elite da capital, mas também para concertos, músicas, exposições, filmes, peças e — neste volume em especial — livros."

Leia a matéria na íntegra: AQUI

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O Carteiro de Bonecas

Kafka e a boneca viajante - Franz Kafka

Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular. Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontrou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca. Para acalmar a garotinha, inventou uma história - a boneca não estava perdida, mas viajara, e ele, um 'carteiro de bonecas', tinha uma carta em seu poder que lhe entregaria no dia seguinte. Naquela noite, ele escreveu a primeira de muitas cartas que, durante três semanas, entregou pontualmente à menina, narrando as peripécias da boneca em todos os cantos do mundo. Inspirado por esta história pouco conhecida de Kafka, contada por Dora Diamant, companheira do escritor na época, Jordi Sierra i Frabra recria as cartas nunca encontradas e que constituem um dos mistérios mais belos da narrativa do século XX.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Banho de chuva

Vanessa da Mata - FNAC 04/06/2009

Ai, Ai, Ai
(Vanessa Da Mata)

Se você quiser
Eu vou te dar um amor
Desses de cinema
Não vai te faltar carinho
Plano ou assunto
Ao longo do dia...

Se você quiser
Eu largo tudo
Vou pr'o mundo com você
Meu bem!
Nessa nossa estrada
Só terá belas praias
E cachoeiras...

Aonde o vento é brisa
Onde não haja quem possa
Com a nossa felicidade
Vamos brindar a vida meu bem
Aonde o vento é brisa
E o céu claro de estrelas
O que a gente precisa
É tomar um banho de chuva
Um banho de chuva...

Um girassol...

Lançamento do Dvd - Vanessa da Mata ao Vivo
FNAC Morumbi - 04/06/2009


"O meu pensamento
Tem a cor do seu vestido
Um girassol da cor do seu cabelo"
Vanessa da Mata

Antes que amanheça...



Case-se comigo
Vanessa Da Mata

Case-se comigo
Antes que amanheça
Antes que não pareça tão bom pedido
Antes que eu padeça
Case comigo
Quero dizer pra sempre
Que eu te mereço
Que eu me pareço
Com o seu estilo
E existe um forte pressentimento dizendo
Que eu sem você é como você sem mim
Antes que amanheça, que seja sem fim
Antes que eu acorde e seja um pouco mais assim
Meu príncipe, meu hóspede, meu homem, meu marido
Meu príncipe, meu hóspede, meu marido

Case-se comigo
Antes que amanheça
Antes que não me pareça tão bom partido
Case-se comigo
Antes que eu padeça
Case comigo
Eu quero dizer pra sempre
Que eu te mereço
Que eu me pareço
Com o seu estilo
E existe um forte pressentimento dizendo
Que eu sem você é como você sem mim
Antes que amanheça, que seja sem fim
Antes que eu acorde e seja um pouco mais assim

Meu príncipe, meu hóspede, meu homem, meu marido
Meu príncipe, meu hóspede, meu marido

Seja meu príncipe, meu hóspede, meu homem, meu marido
Meu príncipe, meu hóspede, meu marido

domingo, 31 de maio de 2009

Cozinhando estórias...

http://www.videoreceita.com/

Receita

Desista de procurar alguém pra ser feliz. Deixe que o destino se encarregue de traçar as melhores rotas (gps mais antigo que conheço e que funciona, comprovadamente). Ao encontrar o moço bonito, deixe que ele não te beije (mesmo que a vontade seja imensa!). Descubra os filmes da vida dele e conte os seus, sem medo. Se alguma coisa errada acontecer no caminho, chore as pitangas, mas não acredite que o passado é passado. Deixe o tempo passar da forma que tiver que ser, guarde o coração intacto para poder amar se assim tiver que ser. Num reencontro inesperado, segure nas mãos (dele e do tal destino) e vá em frente que a vida é curta, a estrada é longa e coisas boas, simplesmente acontecem.

No meio do meu caminho, não tinha uma pedra, tinha um príncipe: Sir O´William, meu amigo e companheiro.

Todos os dias, a vida me mostra que esperar é uma arte e o cotidiano é um vendaval de sentimentos. Depois de cinco anos de juntidão, dormindo e acordando ao lado dele, ainda despetalo margaridas e tenho certeza que bem-ele-me-quer, ainda abro a porta quando chego e a comida dele me inunda de prazer, ainda sinto meu coração palpitar como se todo beijo fosse o primeiro...

É o moço bonito do meu coração e espero que possamos comemorar muitos e muitos anos juntos e que sejam tão bons quanto estes cinco primeiros.

Ele é e sempre será, meu antigo e sempre vivo, candeeiro...

sábado, 30 de maio de 2009

Retrô

Quer descobrir belezuras ?
eu indico.

Voz da Poesia - Fernanda D´Umbra

Você acha que conhece a moça , só pelo programa MOTHERN ,
como sendo a mãe super doce e descolada da fofinha Bel ?

É porque você não a conhece uivando na FÁBRICA DE ANIMAIS...


Espia aqui no SEM GELO pra ver como ela é.


Sábado, 06/06/2009 - 18:30 - Biblioteca Alceu Amoroso Lima.
Vai lá ver.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Afros

EVENTO: ANTÍDOTO-Itaú Cultural
domingo 14
20h AfroReggae, Stewart Sukuma e Arnaldo Antunes
Stewart Sukuma é moçambicano. Seu trabalho combina a música tradicional e contemporânea de seu país com uma instrumentação diferenciada, criando um som dançante.
Arnaldo Antunes é músico, poeta e artista visual. Seu último disco, Ao Vivo no Estúdio, de 2007, foi indicado ao Grammy Latino, como Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro, e recebeu o Prêmio Tim de melhor álbum de pop/rock.
Sala Itaú Cultural - 220 lugares [para os shows, serão entregues controles de fila (pré-senhas) com duas horas de antecedência]

Maldito


EVENTO: ANTÍDOTO-Itaú Cultural
sábado 13
20h AfroReggae, Stewart Sukuma e Jards Macalé.
Stewart Sukuma é moçambicano. Seu trabalho combina a música tradicional e contemporânea de seu país com uma instrumentação diferenciada, criando um som dançante.Jards Macalé é cantor, compositor, violonista, arranjador e ator. Em seu álbum Real Grandeza, gravado em 2005, interpreta, ao lado de músicos como Maria Bethânia e Luiz Melodia, composições realizadas em parceria com Waly Salomão.

Fogo encantado


EVENTO: ANTÍDOTO-Itaú Cultural
[Antes de cada apresentação, a poeta pernambucana Micheliny Verunschk realiza a leitura de seu texto África e Sertão - À Maneira de um Manifesto]

quarta 17 e quinta 18
20h - apresentação do monólogo Mercadorias & FuturoSolo redigido e atuado pelo músico e escritor pernambucano José Paes de Lira, ou Lirinha, do grupo Cordel do Fogo Encantado. Personagem condutor do espetáculo, Lirovsky é mais do que um vendedor de livros: é um comerciante de registros poéticos, mercador, rastreador de pistas, pesquisador, inventor de máquinas e possuidor do dom de estudar, decifrar e narrar as mensagens que prenunciam o futuro.

Antídoto


O poder das iniciativas culturais frente aos diversos tipos de violência - social, étnica ou religiosa - é o mote do Antídoto - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito, produzido pelo Itaú Cultural em parceria com o Grupo Cultural AfroReggae, do Rio de Janeiro. Em sua quarta edição, o evento promove lançamento de documentários, espetáculos teatrais, shows e debates, que contam com convidados do Afeganistão, do Brasil, do Canadá, do Líbano, da Nigéria, da Palestina e do Sudão. O seminário acontece entre 24 e 26 de junho e também tem transmissão ao vivo. Os debates reúnem jornalistas, escritores, artistas e líderes sociais e religiosos de diferentes países para trocar experiências de como a cultura pode servir como um antídoto à violência.

Participantes: Ferréz , Banda AfroReggae, Leandro Sapucahy, Mauricio Tizumba, o querido Jards Macalé , Arnaldo Antunes e o moçambicano Stewart Sukuma, Lirinha com o monólogo Mercadorias & Futuro e a moçambicana Lucrécia Paco. Os espetáculos são precedidos pela leitura do manifesto África e Sertão, da poetisa pernambucana Micheliny Verunschk.

Confira a programação completa: AQUI

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Passagens



As portas – de Arnaldo Antunes
[do livro As coisas]

Para passar de um lugar a outro existem as portas. Em geral são de madeira, mas às vezes não. De ferro em geral são os portões, mas às vezes de madeira. Portões de madeira chamam-se porteiras. Para sair de um lugar entrando em outro, como nos partos, as portas existem. As moscas pousam nelas. Os meios de transporte chegam ou vão embora. As portas são meios de transporte que ficam no mesmo lugar. Em geral brancas, como as paredes geralmente. Movem-se mas ficam no mesmo lugar, como o mar. As moscas pousam nelas. As paredes ficam paradas. Aranhas fazem teias nelas. Não nas portas, que têm dois lados; nas paredes, que só têm um lado, ou outro. Os olhos pousam nelas.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O céu deve ser vermelho quando o olho pisca...

Composição em Vermelho, Arcângelo Ianelli



86 anos. pintor, experimenteiro, morador do Paraíso (bairro paulistano). De figurativo virou abstrato, depois cheio de relevos virou escultor.
Com os olhos azuis, iguais ao do meu Pai, era um observador tanto quanto podia. Buscava o simples, e conseguia.

De um espetáculo que vi há muitos anos, que recebia influência de suas obras - ROSSO - ficou a lembrança e o desejo de desvendá-lo inteiro. Lembrava-me sempre de seres imperdíveis, inesquecíveis e inimagináveis.
Partiu hoje para outro paraíso e deve estar colorindo o céu inteiro de vermelhos...

(Em nota oficial divulgada nesta terça-feira (26/05/2009), o Hospital Israelita Albert Einstein informou a morte do artista plástico Arcangelo Ianelli, ocorrida às 8h, por falência múltipla de órgãos.)

Poétesse

A poeta russa Anna Akhmátova (1889-1966), retratada por Nathan Altman


Quase cubismo. Este nú, de colo. Este quase riso, nos lábios. Um rícto oblíquo e estas dobraduras de pernas. O lenço ao léu, deitado - em contraponto ao lado esquerdo todo angulado. E os pés (suspensos) ? O sapato molemente desenhado. As mãos finas , parecendo frias. As saboneteiras que eu gostaria de ter desenhado. O coque, as olheiras, os ombros. Poema.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Simpoesia - Sadomasoquismo 07/06

Arabescos (caneta sobre papel by Sônia Alves Dias)


Data: 7/6/2009

16h Debate- Poesia, Sadomasoquismo e Diversidade Sexual.

Com: Steven Buttermann, Antônio Vicente Pietroforte e Glauco Mattoso.

Mediação: Contador Borges

17h30- Debate-Poesia e Fronteiras Geográficas

Com Silvia Iglesias, Carlos Augusto Lima e Marco Vasques

Mediação: Edson Cruz

19h Recital- Edson Cruz, Contador Borges, Andréa Catrópa, Luiz Roberto Guedes, Donny Correia, Antônio Vicente Pietroforte, Greta Benitez.

Local: Casa das Rosas


ENDEREÇOS:
Casa das Rosas (Espaço Haroldo de Campos de poesia e cultura) - Av. Paulista, 37 – Bela Vista. Tel. 3285-3986.
Instituto Cervantes -Av. Paulista, 2439 (Metrô Consolação).
Contato: simpoesia2009@yahoo.com.br

Simpoesia - Colóquio 06/06

Passagem (acrílica sobre tela by Sônia Alves Dias)


Data: 6/6/2009

COLÓQUIO – POETAS DE LÍNGUA INGLESA

14:30h Debate- Brazilian poetry in translation.

Com Steven Buttermann, Stefan Tobler, Flávia Rocha e Rodrigo Garcia Lopes.

16h Palestra- Language poetry

Professor William Alegrezza

17h- Palestra-Editing Contemporary Poetry – Litmus Press Experience

Com E.Tracy Grinnell e Julian Brolaski

18h- Recital- Poetry reading

Com William Allegrezza, Tracy Grinnell, Julian Brodanski e Stefan Tobler.

Recital bilíngue com traduções para o português de Virna Teixeira. Stefan Tobler apresentará traduções do poeta brasileiro Antônio Moura para o inglês.

Local: Casa das Rosas

19h- Poesia: palavra impacto. Palestra com Frederico Barbosa

20h Recital: Sérgio Medeiros, Carlos Augusto Lima, Marco Vasques, Silvia Iglesias, Tatiana Fraga, Marcelo Tápia.

21h Show- grupo de jazz Patavinas

Local: Casa das Rosas

Simpoesia - Debate 05/06

Chamamento (acrílica sobre tela by Sônia Alves Dias)



Data: 5/6/2009

19h30 Debate- Editoras Independentes de Poesia

Com: Gustavo López, Virna Teixeira e Vanderley Mendonça.

Mediação: Paloma Vidal

21h Recital- Rodolfo Hasler, Rodrigo de Haro, Efrain Rodrigues Santana, Luís Serguilha, Victor Sosa.

Após o recital haverá o lançamento da revista Grumo.

Local: Instituto Cervantes

Simpoesia - Abertura 04/06

A Estranha
(acrílica sobre tela by Sônia Alves Dias)


Programação - 4/6/2009

19:30h- Apresentação. Abertura do evento


20h- Recital com Horácio Costa, Maria Esther Maciel, Micheliny Verunsck, Alfredo Fressia, Virna Teixeira

21h- Show- PoliVOX, com Rodrigo Garcia Lopes

Lançamento da revista de poesia mexicana La Otra

Local: Casa das Rosas

Simpoesia - Convidados

O Estrangeiro
(acrílica sobre tela by Sônia Alves Dias)


Convidados Estrangeiros
Alfredo Fressia (Uruguai)
Efraín Rodríguez Santana (Cuba)
Julian Brolaski (EUA)
Luís Serguilha (Portugal)
Gustavo López (Argentina)
Rodolfo Häsler (Espanha)
Silvia Iglesias (Argentina)
Stefan Tobler (Inglaterra)
Steven Butterman (EUA)
Tracy Grinnell (EUA)
Victor Sosa (México)
William Alegrezza (EUA)


Convidados brasileiros

Andréa Catrópa (SP)
Antônio Vicente Pietroforte (SP)
Carlos Augusto Lima (CE)
Contador Borges (SP)
Donny Correia (SP)
Edson Cruz (BA/SP)
Flávia Rocha (SP)
Frederico Barbosa (SP)
Glauco Mattoso (SP)
Greta Benitez (PR/SP)
Horácio Costa (SP)
Luís Roberto Guedes (SP)
Marcelo Tápia (SP)
Marco Vasques (SC)
Maria Esther Maciel (MG)
Micheliny Verunschk (PE/SP)
Paloma Vidal (RJ/SP)
Sérgio Medeiros (SC)
Rodrigo Garcia Lopes (PR)
Rodrigo de Haro (SC)
Tatiana Fraga (SP)
Vanderley Mendonça (SP)
Virna Teixeira (CE/SP)

Simpoesia



II SIMPÓSIO DE POESIA CONTEMPORÂNEA - SIMPOESIA

Experiência literária de quatro dias, que reunirá entre 4 a 7 de junho de 2009, poetas e críticos literários do Brasil e exterior, além de uma feira de editoras independentes de poesia do Brasil e Argentina promovida pela revista Grumo.
Um encontro que envolve a troca de idéias, a exposição da diversidade intelectual e o intercâmbio artístico e cultural entre diversas expressões da poesia contemporânea.

Curadoria: Virna Teixeira
Realização: Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo
Produção: Casa das Rosas e Organização Social POESIS de Cultura
Patrocínio: Instituto Cervantes, Consulado do México e C.Cultural da Espanha em São Paulo
Programação completa no site Http://www.simpoesia.wordpress.com.
Email para contato: simpoesia2009@yahoo.com.br

Impávida

Detalhe-Caroline Pires


Atrás da minha íris tem alta tensão, fio descapado, arame farpado, céu descoberto.

Atrás , na minha nuca, tem arrepio, tem desafio e nenhuma tatuagem pra mostrar caminho.

De frente, há quase nada e o sempre, é nunca.
Sônia Alves Dias

Suíte de Danças Reais e Imaginárias

André Mehmari

ANDRÉ MEHMARI E NÓ BARROCO EM "AFETOS"
Dias: 26, 27, 28 de Junho de 2009
Horários: Sexta, 21h Sábado, 21h Domingo, 19h
Duração: 90 min (aproximadamente)
Ingressos: R$ 30,00 e R$ 15,00 ( meia-entrada)
Gênero: MIB
Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos

Local: Auditório do Ibirapuera
( Como chegar: Siga a Av. Pedro Álvares Cabral, sentido bairro. Entre pelo Portão 3 (pouco antes da passarela do Detran). Passe pela Bienal, siga sentido OCA. Você chegou ao Auditório Ibirapuera, no Portão2. )

Programação:
"A representação das emoções humanas por gestos musicais não é algo novo. Na Veneza do século XVII, brilhava o gênio de Claudio Monteverdi e seus contemporâneos, que buscavam expressar os mais diversos afetos humanos, aliando poderosa, arrebatadora linguagem musical a serviço do texto.

Neste show inédito, através de um repertório incomum, intrigante e muito original, André Mehmari explora ligações entre a música barroca e a canção brasileira do século XX. Um madrigal de Monteverdi funciona como introdução para um samba de Nelson Cavaquinho. O folclore mineiro em Calix Bento, tocado ao cravo e violoncello ganha novas luzes e sombras.

Os solos de piano para Paixão e Fé (emblema do Clube da Esquina) e Com Açúcar, Com Afeto (Chico Buarque) dialogam com famosos lamentos barrocos de maneira natural. Tendo como centro instrumental os premiados Mehmari e Dimos Goudaroulis (violoncello, prêmio Bravo de melhor CD de música erudita em 2008), juntamente com o cantor Tiago Pinheiro, que transita com desenvoltura pelo barroco e popular, e o contrabaixista e violeiro Neymar Dias, o quarteto apresenta, a cada compasso, surpresas e maravilhas musicais atemporais que certamente tocarão a alma dos ouvintes. "

Loki

CINEMA NO AUDITÓRIO IBIRAPUERA - GRATUITO


Dia: 27 de Junho de 2009
Horários: Sábado, 17h
Duração: 90 min (aproximadamente)
Ingressos: GRATUITO
Gênero: Cinema
Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos


Programação:
Cinebiografia do músico Arnaldo Baptista, ex-integrante dos Mutantes, contada através de um quadro traçado pelo próprio artista. A pintura é intercalada com imagens históricas que remetem aos principais momentos de sua trajetória artística, que fizeram dele um dos principais nomes do rock brasileiro. Depoimentos de Tom Zé, Nelson Motta, Gilberto Gil, Sean Lennon, entre outros.

domingo, 24 de maio de 2009

A voz da poesia

Continua acontecendo em SP, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, o evento A VOZ DA POESIA.
Quem idealizou o projeto foi o Ademir Assunção e como sempre, só personagens pra colecionar na galeria da memória.

No evento de ontem, por exemplo, fiquei conhecendo o Edvaldo Santana (que eu só conhecia através das citações do Ademir). Devo dizer-lhes, que é bom demais. Além das histórias inesquecíveis ao lado dos querido Leminski, Itamar e Ademir (Assunção, os dois) e muitas outras lembranças tiradas da cartola, sobra suingue e ritmo pra gente querer cantar e soltar o ombro a noite toda. Hoje , ao levantar, eu ainda cantarolava baixinho:

"Aprenda a costurar as suas próprias roupas, quando as flores forem poucas.

Quando a brisa do inverno varrer a sua casa, aprenda a voar com suas próprias asas"

Linda de morrer, esta poesia toda...
Nos próximos sábados, não se perca: Biblioteca Alceu Amoroso Lima - a voz da poesia.

Dando voz a poesia

Ademir Assunção e Edvaldo Santana

Borboleta é uma cidade que ficou perdida. Com a faca entre os dentes , Ademir se apresenta. Dos encontros com Edvaldo, sobra contos antigos. Sobra linha de trem que passa cortando anos, cortando lembranças e revivendo parcerias.


Entre um contar e outro, observo detalhes que a gente só descobre ao vivo. Dedos que estalam sem barulho, orelhas tocadas inconscientemente e na "lapela" , como se dizia antigamente, Ademir carrega a caneta como meu pai fazia. Por um instante, vem a tona um monte de referências daquela caneta ali. Engraçado, como a mente é um arquivo inesgotável de informações que julgamos perdidas.


De tantas contos, sobra Leminski espalhado pelos cantos. Sobra casa da Fortuna cheia de poetas, sobra certeza, de que "para alguns poemas o ambiente é o disco e não o livro" e o encontro nesta São Paulo barulhenta, que nos permite dizer...

"Quem sou eu, quem é você... muito prazer".

Dando poesia a voz...



Choro de Outono
Composição: Edvaldo Santana


Um choro de outono na casa de Antonio
Um choro de outono na casa de Antonio
Lá estava eu naquela casa
Bob Marley estava também
Era quase sempre as seis da tarde
E de cima se via a chegada do trem
Noel com Cartola conversavam
Sobre a arte que anda na contra mão
Que vale a pena como uma antena
Servindo apenas ao coraçào
Um beque uma pinga,Jacó e Pixinga
Um frio na barriga Torquato,Raul
Charutinho maloca o Sampaio na toca
Miriam bate na porta do malandro urubu
Urubu malandro
Um beque uma pinga,Jacó e Pixinga
Um frio na barriga,Clementina,Pagú
Charutinho maloca o Sampaio na toca
Miriam bate na porta do malandro urubu
Urubu malandro,urubu,urubu malandro

Um pouco de voz, um pouco de poesia.



Parceria: Voz da poesia - Edvaldo Santana e Ademir Assunção

"Noite negra, negro dia, um príncipe negro...

Anúncios, presságios, quem sabe...

Negras profecias...

Hóstia partida "

Tangos e rumbas


Edvaldo Santana, Cantora de Cabaré

Eu cantei o amor e pra mim veja o que restou
Foi um trago de dor num copo de vermouth
Sou uma cantora de tango, de rumba e de mambo
O que você quiser
Fui a principal donzela
A vedete dos cabarés
Sou uma cantora de tango de rumba de samba de mambo
o que você quiser
Fui a principal donzela , a
vedete dos cabarés
São tantas pessoas que exploram, sua paixão sua fé
Plantando o vício, o medo o susto no coração da mulher

Ópios, edens, analgésicos...



Dor Elegante
Composição: Itamar Assumpção E Paulo Leminsk

Um homem com uma dor
É muito mais elegante
Caminha assim de lado
Com se chegando atrasado
Chegasse mais adiante

Carrega o peso da dor
Como se portasse medalhas
Uma coroa, um milhão de dólares
Ou coisa que os valha

Ópios, edens, analgésicos
Não me toquem nesse dor
Ela é tudo o que me sobra
Sofrer vai ser a minha última obra

Cartas de ontem

Cartas de Ontem

‘Saia’

Pés mais delicados que os seus
deslizam fora do cobertor.
Sobre o carpete uma saia
recupera seu fôlego;
o perfume que você evita
finge que é déjà vu.

Minhas mãos, acredito,
não são de outra pessoa.

Richard Price
Tradução: Virna Teixeira

Editora Lumme - traduções da Virna Teixeira de poemas do escocês Richard Price.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Um suspiro por Magritte

Magritte

Numa esquina do seu pescoço
sua maciez de pão
me cortou
os dentes.

Rente, encarei
que a nuca é sem rosto
e, ali, nem a solidão
existe.

Ficou claro -
o amor não passa
de um quadro ao contrário
de Magritte.
( Quadro ao contrário de Magritte - Ana Paula Ferraz )

quinta-feira, 7 de maio de 2009

terça-feira, 5 de maio de 2009

Caio para todos


Mostra de teatro Caio Fernando Abreu

12/5 a 23/6 – Uma história de borboletas (terças – 21h)
6/5 a 24/6 - O dia em que Júpiter encontrou Saturno (quartas - 21h)
7/5 a 25/6 - Pode ser que seja só o leiteiro do lado de fora (quintas - 21h)
8/5 a 26/6 – Epifanias (sextas - 21h)
9/5 a 30/5 – Réquiem para um rapaz triste (sábados – 21h)
6, 7 e 8/6 – Os Dragões (sábados – 21h e 23h59; domingos - 18h e 20h30 e segundas - 21h)
13/6 a 27/6 – Todas as horas do Fim + Das memórias do coração (Sábados - 21h)

Local: Casarão Belvedere.
Rua Pedroso, 267. Bela Vista - Metrô São Joaquim. São Paulo.
Tel.: (11) 3266-5272 (para contato)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Trovas de muito amor para uma amado senhor

Nave
Ave
Moinho
E tudo mais serei
Para que seja leve
Meu passo
Em vosso caminho.
Dizeis que tenho vaidades.
E que no vosso entender
Mulheres de pouca idade
Que não se queiram perder
É preciso que não tenham
Tantas e tais veleidades.
Senhor, se a mim me acrescento
Flores e renda, cetins,
Se solto o cabelo ao vento
É bem por vós, não por mim.
Tenho dois olhos contentes
E a boca fresca e rosada.
E a vaidade só consente
Vaidades, se desejada.
E além de vós
Não desejo nada.

- Hilda Hilst -

Maria Maré

Foto arquivo pessoal
Maria Alves Dias (Minha Mãe Maré)
Texto de 04/05/2009




OLHA MARIA
Tom Jobim / Vinícius de Moraes / Chico Buarque 1971

Olha, Maria
Eu bem te queria
Fazer uma presa
Da minha poesia
Mas hoje, Maria
Pra minha surpresa
Pra minha tristeza
Precisas partir

Parte, Maria
Que estás tão bonita
Que estás tão aflita
Pra me abandonar
Sinto, Maria
Que estás de visita
Teu corpo se agita
Querendo dançar

Parte, Maria
Que estás toda nua
Que a lua te chama
Que estás tão mulher
Arde, Maria
Na chama da lua
Maria cigana
Maria maré

Parte cantando
Maria fugindo
Contra a ventania
Brincando, dormindo
Num colo de serra
Num campo vazio
Num leito de rio
Nos braços do mar

Vai, alegria
Que a vida, Maria
Não passa de um dia
Não vou te prender
Corre, Maria
Que a vida não espera
É uma primavera
Não podes perder

Anda, Maria
Pois eu só teria
A minha agonia
Pra te oferecer

* * *
Maria é minha mãe. Moça bonita de outrora, hoje senhora mais linda que habita minhas fantasias e minhas longas estórias (e história). Maria é minha amiga, daquelas que a gente liga todo dia pra saber se está bem e dizer como vamos e se vamos além. Maria me deu a vida e me fez bonita de um jeito que ninguém mais vê, a não ser mesmo ela. Maria me alumia, mesmo quando o pavio tá curto e toda pólvora parece explodir. Maria me alimenta, com suas próprias mãos e com seu amor que só cresce e não vê barreiras. Maria é minha mãe, é minha guria, é minha guia e meu talismã. Maria é minha cigana, minha maré e minha primavera.

Mãe, você é a pessoa mais bonita deste mundo que me pariu!