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quinta-feira, 31 de março de 2011

It´s all true



Um dos mais geniais poetas brasileiros do século 20, Carlos Drummond de Andrade, dedicou um de seus poemas mais célebres ao caráter intangível e plural da verdade. "A porta da verdade estava aberta", começa ele, "Mas só deixava passar/ Meia pessoa de cada vez". Mais adiante, ele prosseguia: "Derrubaram a porta,/Chegaram ao lugar luminoso,/Onde a verdade esplendia seus fogos. Era dividida em metades/Diferentes uma da outra". Esse endereço poético é a mais bela metáfora para este festival.

Drummond é um dos protagonistas da Retrospectiva Brasileira deste ano. "Poesia É Verdade" convida a conhecer, em 15 títulos, como o documentário nacional tem respondido ao desafio maior de captar em imagem e movimento a força da arte e dos artistas da palavra. Um dos faróis desta seleção é um ensaio acadêmico de outra poeta igualmente celebrada neste ciclo, Ana Cristina César. Nenhuma surpresa.

Poetas miram sempre a essência. Quando seus altos padrões de exigência são partilhados por documentaristas, germinam os grandes filmes. A nova safra brasileira e internacional apresentada nesta edição, em competição e fora dela, é pródiga em títulos assim.

A cineasta russa Marina Goldovskaya, em mais de quarenta anos de carreira, fez também seu este desafio. Homenageada em seu 70º. aniversário com nossa Retrospectiva Internacional, Marina extrai encanto ao registrar vidas cotidianas assaltadas pelos ventos da História. Uma mulher e suas (mutantes) câmeras de filmar. Tanta violência, tanta ternura.

Aos cineastas, produtores e técnicos que nos confiaram suas obras, reafirmo a mais profunda gratidão de toda equipe deste festival. Não menos efusivos são nossos agradecimentos às instituições correalizadoras do É Tudo Verdade.

A porta está aberta: aproveitem!

Festival: It´s All True

Amir Labaki
Fundador e Diretor
É Tudo Verdade
Festival Internacional de Documentários

domingo, 6 de março de 2011

Hereafter




"O filme mostra a história de três pessoas que são tocadas pela morte de maneiras diferentes, porém as três buscam o caminho da verdade. Por conta disso, a vida dessas três pessoas se cruzam, fazendo assim todos mudarem, radicalmente"
Clint Eastwood está na direção e, o que vemos, são instantes intensos nas interpretações.
Cécile de France, como sempre, está belíssima. E, George McLaren, um mínimo menino no timing perfeito.
Não é imperdível, mas vale a pena.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

and the Oscar goes to...


Sinceramente, o Oscar não nos diz muitas coisas, e este ano está fraco... muito fraco. Não há na lista, nenhum filme imperdível, inesquecível ou inimaginável!


Indicados ao 83º Oscar:

Melhor Filme
Cisne Negro
O Vencedor
A Origem
Minhas Mães e Meu Pai
O Discurso do Rei
127 Horas
A Rede Social
Toy Story 3
Bravura Indômita
Inverno da Alma

Melhor Diretor
Darren Aronofsky (Cisne Negro)
David O. Russel (O Vencedor)
Tom Hooper (O Discurso do Rei)
David Fincher (A Rede Social)
Ethan e Joel Coen (Bravura Indômita)

Melhor Ator
Javier Bardem, por Biutiful
Jeff Bridges, por Bravura Indômita
Jesse Eisenberg, por A Rede Social
Colin Firth, por O Discurso do Rei
James Franco, por 127 Horas

Melhor Atriz
Annette Bening, por MInhas Mães e Meu Pai
Nicole Kidman, por Reencontrando a Felicidade
Jennifer Lawrence, por Inverno da Alma
Natalie Portman, por Cisne Negro
Michelle Williams, por Blue Valentine

Melhor Ator Coadjuvante
Christian Bale, por O Vencedor
John Hawkes, por Inverno da Alma
Jeremy Reener, por Atração Perigosa
Mark Ruffalo, por Minhas Mães e Meu Pai
Geoffrey Rush, por O Discurso do Rei

Melhor Atriz Coadjuvante
Amy Adams, por O Vencedor
Helena Bonham Carter, por O Discurso do Rei
Melissa Leo, por O Vencedor
Hailee Steinfeld, por Bravura Indômita
Jackie Weaver, por Reino Animal

Melhor Roteiro Original
Another Year - Mike Leigh
O Vencedor - Scott Silver, Paul Tamasy e Eric Johnson)
A Origem - Christopher Nolan
MInhas Mães e Meu Pai - Lisa Cholodenko
O Discurso do Rei - David Seidler

Melhor Roteiro Adaptado
A Rede Social - Aaron Sorkin
127 Horas - Danny Boyle e Simon Beaufoy
Toy Story 3 - Michael Arndt, John Lasseter, Andrew Stanton e Lee Unkrich
Bravura Indômita - Ethan e Joel Coen
Inverno da Alma - Debra Granik e Anne Rosellini

Melhor Filme Estrangeiro
Biutiful - México
Fora da Lei - Argélia
Dente Canino - Grécia
Incendies - Canadá
Em um Mundo Melhor - Dinamarca

Melhor Animação
Como Treinar o Seu Dragão
Toy Story 3
O Mágico

Melhor Fotografia
Cisne Negro
A Origem
O Discurso do Rei
A Rede Social
Bravura Indômita

Melhor Direção de Arte
Alice no País das Maravilhas
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
A Origem
O Discurso do Rei
Bravura Indômita

Melhor Trilha Sonora
Alexandre Desplat - O Discurso do Rei
John Powell - Como Treinar o seu Dragão
A.R. Rahman - 127 Horas
Trent Reznor e Atticus Ross - A Rede Social
Hans Zimmer - A Origem

Melhor Documentário
Lixo Extraordinário
Exit Through the Gift Shop
Trabalho Interno
Gasland
Restrepo

Melhor Documentário (curta-metragem)
Killing in the Name
Poster Girl
Strangers no More
Sun Come Up
The Warriors of Qiugang

Melhor Canção Original
Coming Home - Country Strong
I See the Light - Enrolados
If I Rise - 127 Horas
We Belong Together - Toy Story 3

Melhor Curta-Metragem
The Confession
The Crush
God of Love
Na Wewe
Wish 143

Melhor Animação em Curta-Metragem
Dia & Noite
The Gruffalo
Let's Pollute
The Lost Thing
Madagascar, Carnet de Voyage

Melhor Maquiagem
O Lobisomem
Caminho da Liberdade
Minha Versão para o Amor

Melhor Edição de Som
A Origem
Toy Story 3
Tron - O Legado
Bravura Indômita
Incontrolável

Melhor Mixagem de Som
A Origem
Bravura Indômita
O Discurso do Rei
A Rede Social
Salt

Melhor Efeito Visual
Alice no País das Maravilhas
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
Além da Vida
A Origem
Homem de Ferro 2

Melhor Figurino
Alice no País das Maravilhas - Colleen Atwood
Eu sou o Amor - Antonella Cannarozzi
O Discurso do Rei - Jenny Beavan
The Tempest - Sandy Powell
Bravura Indômita - Mary Zophres

Melhor Edição
Cisne Negro - Andrew Weisblum
O Vencedor - Pamela Martin
O Discurso do Rei - Tariq Anwar
127 Horas - Jon Harris
A Rede Social - Angus Wall e Kirk Baxter

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

The Fighter

Eu tenho mania de, antes de assistir um filme, prever uma nota para ele.

Fui assistir o filme O Vencedor e tasquei um 9 na cabeça, já com o pensamento de que poderia elevá-lo à um 9,5 (10 eu não daria, tinha certeza... só os imperdíveis, inesquecíveis e inimagináveis alcançam essa classificação na minha visão frente à película mágica do cinema).

Conforme o filme corria, eu ficava esperando o meu 9 se manter... "vencedor,  eu quero um 9 pra você... se mostra filme... me mostra... aparece!" 


Eu torci desesperadamente. Torci pelo Dicky (porque era por ele que eu torcia!) o tempo todo. Mas, queria que ele fosse o Rocky Balboa , eu acho... que quando terminava o filme (nos anos 80) a gente estava lá com a maquiagem toda borrada chorando junto com aquela música na cabeça... e passava dias falando do filme, passava horas comentando a cena, revendo as falas, e eu era menina... imagina se menino fosse!

Eu, talvez, possa culpar o irmão "Mick" Mark Wahlberg,  bom moço, mas que não te agarra e te arrasta pro filme no grito "vem comigo, luta comigo, ganha comigo!" ...  talvez eu pudesse culpar a mãe (super-hiper-over), mas não... a mãe foi boa demais naquela neura toda dela...  talvez a namoradinha nervosa com sangue nos olhos eu-vou-te-fazer-ganhar, mas não... ela fez a parte dela. Todos fizeram sua parte, mas as partes, não me causaram arrepios da cabeça aos pés e eu fiquei lá no cinema, agarrada no marido, esperando o momento de explodir junto.

Eu adorei o Christian Bale, como o viciado Dicky que tinha tudo pra ser uma lenda do boxe, mas falhou. O filme, é baseado na história real de Mickey "Irish"Ward, o irmão de Dicky. E, numa cena, onde Dicky desnorteado pelas drogas entra no carro e começa a cantar, com uma tristeza tão profunda, uma canção que me deu vontade de chorar... eu me senti congelada e pensei... "você ganhou moço, vai fazer valer o meu 9,  o filme valerá um 9, eu tinha certeza!"



Mas, não foi assim. Apesar dos momentos sublimes do Christian "Dicky" Bale (principalmente na cena da luta onde ele caminha com o irmão para o ringue e o toque dele na cabeça repetidas vezes me faz ter uma sensação incrível de que bons atores precisam do mínimo para serem o máximo) os 115 minutos não foram suficientes para vitória.

Fiquei esperando um nocaute espetacular e a luta foi ganha por pontos técnicos.

Mas, esta cena, valeu meu 9, com certeza!

O filme é bom, mas não passa da nota 8,5.
Pra mim, ainda está no 8.



I Started A Joke

I started a joke,
Which started the whole world crying,
But I didn't see that the joke was on me, oh no.

I started to cry,
Which started the whole world laughing,
Oh, if I'd only seen that the joke was on me.

I looked at the skies,
Running my hands over my eyes,
and I fell out of bed,
Hurting my head from things that I'd said.

Til I finally died,
Which started the whole world living,
Oh, if I'd only seen that the joke was on me.

I looked at the skies,
Running my hands over my eyes,
And I fell out of bed,
Hurting my head from things that I'd said.

'Til I finally died,
Which started the whole world living,
Oh, if I'd only seen that the joke was one me

Comecei Uma Piada

Comecei uma piada
Que fez todo mundo chorar
Mas eu não vi que a piada era sobre mim

Comecei a chorar
O que fez todo mundo rir
Mas eu não vi que a piada era sobre mim...

Eu olhei para os céus,
Passando as mãos em meus olhos
Então caí da cama,
Ferindo a cabeça com coisas que disse

Até que finalmente morri,
O que fez todo mundo viver
Mas se eu tivesse percebido que a piada era sobre mim...

Eu olhei para os céus,
Passando as mãos em meus olhos
Então caí da cama,
Ferindo a cabeça com coisas que disse

Até que eu finalmente morri,
O que fez todo mundo viver
Mas eu não vi que a piada era sobre mim...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Reserva Cultural


O cinema Sul Coreano e seus filmes surpreendentes!


Poesia

Uma senhora excêntrica com uma mente inquieta e questionadora entra por acaso em uma aula de poesia em um centro cultural na vizinhança e é desafiada pela primeira vez a escrever um poema. Sua busca pela inspiração começa ao observar a beleza do cotidiano, as coisas ao seu redor que ela nunca havia reparado. Mas quando a realidade se torna cruel, ela é obrigada a ver que o mundo não é tão bonito quanto ela imaginava.

O cinema Sul Coreano e seus filmes surpreendentes!

Mr. Vingança

Primeiro filme da Trilogia da vingança, do diretor Chan-Wook Park, o filme conta a história de um surdo mudo que decide vender um rim para pagar uma cirurgia para sua irmã que está gravemente doente. Quando é enganado pela quadrilha, ele decide sequestrar a filha de um rico empresário e pedir o resgate, alem de se vingar do grupo de que o deixou sem um rim e sem o dinheiro prometido. Visualmente belo e bem conduzido, vemos a ingenuidade do protagonista, que apesar dos meios, tem uma intenção pura de salvar a vida da irmã.



Gosto da Vingança

Sun-woo é o braço direito do chefão da máfia. Incubido da missão de vigiar a namorada do chefe enquanto ele está fora e com a ordem de matar a namorada e o amante caso ele realmente exista, Sun-Woo vê a oportunidade de provar sua lealdade ao chefe. Porem, decide deixar o casal fugir. Isso faz com que seu chefe ordene sua morte. Sobrevivendo ao atentado, Sun-Woo decide se vingar de todas as pessoas envolvidas na tentativa de sua morte. Com uma atuação fantástica de Byung-hun Lee, o filme lembra vagamente o “Gosto de Sangue”, primeiro filme dos Irmãos Coen.



O Hospedeiro

Maior bilheteria do cinema Sul-Coreano, este filme marca o retorno triunfal do gênero “filme de monstro”, muito utilizado na época de King Kong e Godzilla. Quando um cientista americano comete um erro, um monstro surge num lago aos arredores da uma cidade Sul-Coreana. O Filme gira em torno da busca de um pai para encontrar o paradeiro de sua filha, que ele acredita estar viva, contando com a ajuda de seus dois irmãos. Com momentos de comédia e muita emoção, o segundo grande filme do diretor Joon-ho Bong fez história no país e merece ser visto pelos amantes do cinema.



Primavera, Verão, outono, inverno… e primavera

Uma história sobre um monge budista que educa um garotinho em uma casa flutuante. A passagem das estações marca a passagem na vida do menino, até a chegada de uma adolescente que traz uma quebra de harmonia ao local. Esse filme marca, a virada na carreira do realizador sul-coreano Kim Ki-duk, depois de títulos caracterizados por uma forte violência psicológica, de onde vemos personagens femininas fragilizadas, vítimas de abusos ou forçadas a submeterem-se física e emocionalmente.


Memórias de um Assassino

Terríveis assassinatos começam a acontecer em uma cidadezinha no interior do país. Um investigador com métodos não convecionais quer encerrar o caso de qualquer forma. A chegada de um investigador da cidade, faz com que o ego pessoal para impressionar o chefe se aflore.


 OldBoy

Grande responsável pelo ressurgimento do cinema Sul-Coreano e da abertura de portas para outros realizadores, OldBoy é um filme impecável. Uma história bem amarrada, com atuações memoráveis e um desfecho que faz com que você pense: “Porque eu não tive essa idéia”.

 


Mother – Busca pela Verdade

Mother conta a historia de uma mãe que corre a todo custo atras de provas para provar a inocência de seu filho deficiente mental, que induzido pela polícia, confessou o crime.



Caçador

Conta a história de um ex-policial, afastado por corrupção e atualmente cafetão, que está tentando descobrir quem está sumindo com suas garotas. Seria uma história simples de investigação mocinho-bandido, se não fosse o fato dos dois se encontrarem com 15 minutos de filme. Daí pra frente fica exposto a despreocupação da polícia que se preocupa mais com política e moral do que com a manutenção de um criminoso.


Lady Vingança

O Filme conta a história de uma jovem que assume a culpa de um crime, para proteger a vida da filha. O tempo passado na cadeia serve para que sua vingança seja arquitetada e todos os passos dados fora da cadeia são voltados para que seu plano seja concretizado.



domingo, 6 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Cisne Negro



Taí, gostei! Eu também sou assim, não confio em ninguém, desconfio de todos e só aprovo o que realmente acho interessante para mim !


Por André Barcinski, crítico da Folha.

Ontem, a Ilustrada publicou duas críticas do filme “Cisne Negro”, de Darren Aronofsky, que estréia hoje. Uma, do Inácio Araujo, que não gostou do filme (leia aqui). Outra, minha, que adorei (aqui).

A Ilustrada faz isso de vez em quando: contrapõe duas opiniões diferentes na mesma página. O mesmo aconteceu no lançamento de “Invictus”, de Clint Eastwood, quando as opiniões se inverteram: o Inácio curtiu, e eu não.

Acho atitudes como essas ótimas. Quanto mais gente falando de filmes, melhor.

Mas alguns leitores parecem não entender. Recebi vários e-mails estranhando a publicação de duas críticas antagônicas. “Afinal, a Folha gostou ou não do filme?” Dizia um leitor. “Em quem devo confiar, em você ou no Inácio?” perguntava outro.

Minha resposta é: não confie em ninguém. Desconfie de todos. Assista ao filme e tire suas próprias conclusões.

Outro leitor escreveu: “Eu não entendo o que é crítica de cinema... Se vocês levam mais para o pessoal ou para o técnico. Acho que é mais para o subjetivo (...) Ora, se é subjetivo, deixe que eu mesmo assista e critique o filme!”

Como eu responderia a isso?

Em primeiro lugar, acho que a crítica é subjetiva sim. E a opinião de uma pessoa sobre determinada obra depende de uma série de fatores: de sua formação, gosto pessoal, preferências estéticas, etc.

Acredito que a função do crítico é, em primeiro lugar, tentar arrebatar o leitor, tirá-lo da zona de conforto e fazê-lo refletir sobre o filme. E isso vale tanto para críticas positivas quanto negativas.

O que leva a uma questão importante: por que as pessoas parecem gostar só das críticas com as quais concordam?

Comigo sempre ocorreu o oposto: eu sempre gostei mais de ler críticas contrárias à minha opinião.

Gosto de me sentir abalado por uma opinião diferente. Acho que isso nos faz refletir por ângulos que preferimos ignorar. Você pode até não mudar de opinião, mas acho que isso vale mais do que só ler críticas que corroboram o que você pensa.

Por exemplo: eu adorava ler os textos do Paulo Francis, apesar de não concordar com quase nada do que ele escrevia. E não perco um texto do Rubens Ewald Filho, mesmo discordando de 99% de suas avaliações de filmes.

Também gosto muito de ler o Inácio escrevendo sobre o Clint Eastwood, diretor que ele adora e que eu acho supervalorizado.
A minha crítica de cinema predileta é Pauline Kael (1919-2001), da New Yorker. Tenho quase todos os livros dela, e percebo que os textos de que mais gosto são os que vão contra a minha opinião.

Outro dia revi “Nashville”, do Robert Altman, e fui ler o que Pauline tinha escrito sobre o filme. Ela tinha gostado exatamente de tudo que eu menos curtia.

E o que falar do Rex Reed, do New York Observer? O sujeito detonou um de meus filmes prediletos de 2010, “Ilha do Medo”, do Scorsese, e elegeu o insosso “O Discurso do Rei” o melhor filme do ano. Mesmo assim, adoro ler as tiraras vitriólicas e insanas do cara (só concordei com a detonada histórica que ele deu em “A Origem”, do Christopher Nolan).

Em 2005, Reed escreveu o seguinte sobre um filme sul-coreano que eu amo, “Oldboy”: “O que esperar de um país enfraquecido por kimchi, uma mistura de alho cru com repolho enterrada no chão até apodrecer e depois tirada da sepultura e servida em potes de barro vendidos como souvenir no aeroporto de Seul?”

Genial. E olha que eu não só adoro “Oldboy”, como adoro kimchi também

Fonte: http://andrebarcinski.folha.blog.uol.com.br/arch2011-01-30_2011-02-05.html

domingo, 23 de janeiro de 2011

Entre les murs


Podia ser apenas mais um filme sobre alunos desajustados numa escola problemática... mas, não é. É muito bom ! Os alunos não são atores e o ator principal convence, num ritmo ágil e inteligente.


Sinopse

François Marin (François Bégaudeau) trabalha como professor de língua francesa em uma escola de ensino médio, localizada na periferia de Paris. Ele e seus colegas de ensino buscam apoio mútuo na difícil tarefa de fazer com que os alunos aprendam algo ao longo do ano letivo. 


Leia mais no Cinemascópio

sábado, 15 de janeiro de 2011

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

500 dias


 "Acredite, esta não é uma história romântica"

"to die by your side is such a heavenly way to die"...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Das antigas


La Collectionneuse, de Eric Rohmer [1967]
  
A
história de uma jovem de olhos frágeis que colecionava homens. Um dos Seis Contos Morais, o quarto para ser exato, e um dos mais imorais, que o indispensável colaborador do Cahiers du Cinéma e precursor da Nouvelle Vague cometeu. A tríade: mulheres bonitas, lugares lindos e papo-cabeça sobre sexo e amor, está sempre presente. Rohmer utiliza-se de um casal passando férias numa casa de praia e da ingênua colecionadora para criar mais um de seus despretensiosos – até a página dois - tratados sobre a alma humana. Um filme com trejeitos de literatura, desaconselhado nos anos sessenta para menores de idade, vencedor de dois prêmios no Festival de Berlim.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Eu tenho

cena do filme Bee season

... um mundo brilhante, secreto e imaginário ...

mas, eu estou sempre na janela,
olhando tudo do lado de fora

domingo, 28 de novembro de 2010

Senhorita

Natalie Portman, solta suas asas...

Onde está Woody ?



Aqui, como sempre, em seus personagens neuróticos e nervosos.

Assisti "Tudo pode dar certo" sabendo o que esperar. Woody Allen, para quem gosta (como eu) é sempre diversão garantida, no sentido de ter sempre ótimas tiradas, críticas ácidas e acirradas e longos diálogos filosóficos que não me cansam.

TUDO PODE DAR CERTO, não tem o ator Woody (ele faz a direção) e seu alter-ego encarnou o próprio! No começo achei cansativo (o filme remete ao teatro, o que pode dar certo ou não). Durante mais de meia-hora achei que não daria, que o papel do ator era muito "forçado" , a personagem feminina era muito mais do que simples "patética", mas de repente deu certo!

O filme tomou ritmo, os diálogos cresceram, novos personagens entraram na trama e funcionou. Gostei muito do filme e por um tempo, achei mesmo que meu marido podia ser tornar aquele personagem do filme - exceto pelo fato de ser mais novo que eu, e não ser manco, nem tentar suicídos! Mas, genial ele é, e ranzinza com os seres simples humanos, também...

Se você gosta do Woody, como eu, vai gostar deste filme também, recomendo!

* * *

Woody Allen retorna à Nova York com uma comédia “Tudo Pode dar Certo” (Whatever Works), sobre um misantropo extravagante e uma jovem impressionante e ingênua vinda do sul. Quando seus irritados pais aparecem para buscá-la, eles são surpreendidos por complicações amorosas malucas. Todos percebem que para encontrar o amor basta uma combinação de sorte, acaso e apreciar o valor do que quer que funcione para você.
Direção: Woody Allen
Elenco: Larry David, Evan Rachel Wood, Ed Begley Jr., Henry Cavill, Patricia Clarkson
Gênero: Comédia Romântica
Distribuidora: California Filmes
Título original: Whatever Works
Duração: 92 min
Gênero: comedia 
Classificação Indicativa: 14 anos

Black Swan



Aguardando muito para ver, grande expectativa por Darren Aronofsky!



Sinopse: Nina (Natalie Portman) é uma bailarina profissional que ama o que faz. Quando o diretor artístico de sua companhia decide substituir a bailarina principal, Nina é a primeira opção. Mas ela tem a competição de uma novata, que também impressiona. A rivalidade das duas aumenta e Nina fica, cada vez mais em contato com o seu lado negro.

Curiosidades:
Em clima de suspense, a obra conta a história de Nina, uma bailarina dedicada que tem sua vida perturbada pela aparição de uma rival, Lily, que também acaba se tornando amiga da protagonista. Portman e Kunis terão uma cena de sexo induzido por ecstasy, agressivo e violento.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Los amantes del Círculo Polar




Eu assisti este filme há muitos anos atrás e nem quis ver de novo. Fiquei tão tocada, tão emocionada que guardei-o na memória para ver apenas uma vez e sentir saudades, sempre. Agora estou com uma vontade imensa de rever, mas não sei se posso, se devo...

* * *

Ana: Voy a quedarme aquí todo el tiempo que haga falta. Estoy esperando la casualidad de mi vida, la más grande, y eso que las he tenido de muchas clases. Sí, podría contar mi vida uniendo casualidades.


Otto: Es bueno que las vidas tengan varios círculos, pero la mía, mi vida, sólo ha dado la vuelta una vez, y no del todo. Falta lo más importante. He escrito tantas veces su nombre dentro... Y aquí, ahora mismo, no puedo cerrar nada. Estoy solo.



domingo, 10 de outubro de 2010

Coisas acontecem



O filme foi lançado no começo do ano, mas só assisti agora, de madrugada, porque estava sem sono... 
Gostei. É clichê, mas foi econômico e tratou tudo com ritmo certeiro.  
Lembrei do Centro antigo com o Hotel Danúbio, lembrei do John Lennon que faria 70 anos com a música Somethings, lembrei de mim mesma com mania de anotações sobre as máximas e as mínimas impressões da vida... em agendas perdidas, em tempos passados. E, só por ter feito tudo isso, já foi bacana (e a atriz adolescente Gabriela Rocha me lembrou algumas amigas que tive... muito, muito queridas! Simoninha, cadê você, sua linda ? )
As melhores coisas do mundo  , acontecem... nem sempre do jeito que queremos, quando queremos, mas acontecem... assim, sem grandes planos.
(e até agora, estou cantarolando ... Somethings... )

Filme: Mano (Francisco Miguez) é um adolescente de 15 anos. Ele está aprendendo a tocar guitarra com Marcelo (Paulo Vilhena), pois deseja chamar a atenção de uma garota. Seus pais, Camila (Denise Fraga) e Horácio (Zé Carlos Machado), estão se separando, o que afeta tanto ele quanto seu irmão mais velho, Pedro (Fiuk). Sua melhor amiga e confidente é Carol (Gabriela Rocha), que está apaixonada pelo professor Artur (Caio Blat). Em meio a estas situações, Mano precisa lidar com os colegas de escola em momentos de diversão e também sérios, típicos da adolescência nos dias atuais.

sábado, 9 de outubro de 2010

500 dias com ela






Tem filme, que mesmo não sendo uma obra-prima, mesmo sendo simples e óbvio, me cativa e me faz sempre ter bons momentos, lembranças, choros e mais uma infinidade de sentimentos.

Esse AQUI eu já falei antes no Letreira, e o tempo passa e ele volta, porque quando chove eu me torno uma moça extremamente melancólica, saudosa e sentimental.

A trilha é linda, o ator é um fofo, a atriz é a Zoey e o Smiths... é meu amor !!!

Detalhe: Tom, o azarado escritor de cartões comemorativos e românticos sem esperanças (que me faz sentir sendo o próprio, não por escrever cartões, nem por ser azarado ou não ter esperanças... mas simplesmente por ser ele) leva um fora da sua namorada e fica sem rumo. O filme vai e volta à vários momentos dos 500 dias que eles passaram juntos para tentar entender o que ele fez de errado. Mas, quem disse que alguém precisa fazer alguma coisa errada numa estória de amor ?



"A Story of Boy Meets Girl" - Mychael Danna and Rob Simonsen
"Us" - Regina Spektor
"There Is A Light That Never Goes Out" - The Smiths
"Bad Kids" - Black Lips
"Please, Please, Please Let Me Get What I Want" - The Smiths
"There Goes the Fear" - Doves
"You Make My Dreams" - Hall & Oates
"Sweet Disposition" - The Temper Trap
"Quelqu'un m'a dit" - Carla Bruni
"Mushaboom" - Feist
"Hero" - Regina Spektor
"Bookends" - Simon & Garfunkel
"Vagabond" - Wolfmother
"She's Got You High" - Mumm-Ra
"Here Comes Your Man" - Meaghan Smith
"Please, Please, Please Let Me Get What I Want" - She & Him