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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

As bibliotecas insaciáveis



CONVOCATÓRIA


Com o tema As bibliotecas insaciáveis, o Simpósio Internacional de Literatura Argentina em seu Bicentenário convida a pensar a produção literária, ensaística e crítica do país vizinho na perspectiva do marco de celebrações dos dois séculos de sua história. A imagem de Bibliotecas insaciáveis aponta a caracterizar a convergência e a tensão das tradições que se entrecruzam na Literatura Argentina desde os primeiros movimentos de sua gestação, no século XIX, passando por sua esplêndida expansão no século XX, até chegar ao presente como ampla fonte de possibilidades para o futuro.

A Literatura Argentina se desdobra em bibliotecas insaciáveis nas que os textos que foram se reunindo ao longo de dois séculos demandam insistentemente novas leituras, sempre outras a cada vez. A imaginação criadora de suas narrações ficcionais e de suas invenções poéticas se trama indissoluvelmente com a reflexão especulativa de sua escritura ensaística. Essas são suas dimensões constitutivas. Elas se entrecruzam colocando à prova os limites de qualquer taxonomia classificatória. As confrontações sociais, os debates intelectuais e políticos, as diversas problemáticas da existência atravessada pelas circunstâncias históricas, inscritas nos textos literários dessas Bibliotecas, aparecem marcadas por uma atitude frente ás culturas canônicas que mescla conhecimento e desvio, o que outorgou á Literatura Argentina um perfil próprio e inconfundível.

A chamada do Simpósio Internacional de Literatura Argentina em seu Bicentenário é uma proposta para que pesquisadores brasileiros e estrangeiros pensem e discutam o papel da Literatura Argentina no cenário dos debates teóricos, éticos, sociais e políticos, em relação tanto com a importância que tem no âmbito latino-americano como sua projeção universal.

O Simpósio contará com a participação de convidados estrangeiros e nacionais e uma Comissão designada pelos organizadores escolherá os melhores trabalhos daqueles que desejem participar como expositores durante o evento. Comissão Organizadora: Raul Antelo, Liliana Reales, Roberto Ferro, Felipe Soares, Jorge Wolff e Jair Tadeu da Fonseca.

Acompanhe tudo AQUI

sábado, 22 de maio de 2010

Grafias Urbanas


Bruno Zeni e Simone Paulino (há tempos não os vejo por aí) !

Bora lá, prestigiar.

A proposta de Grafias urbanas: antologia de contos contemporâneos, lançamento da Editora Scipione, é apresentar olhares diversos de escritores contemporâneos para a vida urbana. São dez textos inéditos que demonstram uma forte inquietação criativa e, ao mesmo tempo, sensibilidade e atenção para os problemas da nossa realidade, constituindo uma amostra importante da produção literária atual.

Organizada pelo editor Adilson Miguel, a antologia reúne escritores de destaque na literatura brasileira contemporânea. São novos olhares sobre um tema que já tem tradição na nossa literatura, mas que vem ganhando cada vez mais destaque no cenário atual, visto que já são quase 80% dos brasileiros vivendo em cidades. “Mais do que retratar nossas mazelas, o que parece nortear os escritores é o desejo de expor o fracasso de um conceito de modernização que vê a cidade como padrão civilizatório”, afirma o organizador na apresentação do livro.

Os contos trazem histórias sobre tipos bastante variados: jovens de condição humilde que aspiram a uma vida melhor; gente de classe média que vive a cidade como um lugar de prazer, realização e medo; pessoas que tentam lidar com a violência, a desigualdade e os diferentes caminhos urbanos de nosso tempo. São traficantes, novos ricos, presidiários, moradores de rua, crianças, jovens e adultos de classe média, todos protagonizando contos impactantes e inventivos.

Segundo Ana Paula Pacheco, professora de teoria literária da USP que assina a orelha do livro, “apreender e entender o tempo presente são aspirações máximas, partilhadas pela literatura séria e pelo leitor crítico. O leitor desta antologia encontrará uma literatura de fato interessada pelo presente, com todos os riscos que isso implica”.

Além de confirmar a preocupação dos escritores contemporâneos com os problemas que atingem as nossas cidades e, por extensão, o nosso país, os contos de Grafias urbanas são ótimos exemplos do mais autêntico exercício de criação literária.

O volume conta ainda com um projeto gráfico especial da Rex Design e duas variações de capa, elaboradas com fragmentos de fotos de uma instalação do artista plástico Zezão, que remetem à estética do grafite, dos cartazes de rua e da diversidade visual urbana.

domingo, 24 de maio de 2009

Dando poesia a voz...



Choro de Outono
Composição: Edvaldo Santana


Um choro de outono na casa de Antonio
Um choro de outono na casa de Antonio
Lá estava eu naquela casa
Bob Marley estava também
Era quase sempre as seis da tarde
E de cima se via a chegada do trem
Noel com Cartola conversavam
Sobre a arte que anda na contra mão
Que vale a pena como uma antena
Servindo apenas ao coraçào
Um beque uma pinga,Jacó e Pixinga
Um frio na barriga Torquato,Raul
Charutinho maloca o Sampaio na toca
Miriam bate na porta do malandro urubu
Urubu malandro
Um beque uma pinga,Jacó e Pixinga
Um frio na barriga,Clementina,Pagú
Charutinho maloca o Sampaio na toca
Miriam bate na porta do malandro urubu
Urubu malandro,urubu,urubu malandro

Tangos e rumbas


Edvaldo Santana, Cantora de Cabaré

Eu cantei o amor e pra mim veja o que restou
Foi um trago de dor num copo de vermouth
Sou uma cantora de tango, de rumba e de mambo
O que você quiser
Fui a principal donzela
A vedete dos cabarés
Sou uma cantora de tango de rumba de samba de mambo
o que você quiser
Fui a principal donzela , a
vedete dos cabarés
São tantas pessoas que exploram, sua paixão sua fé
Plantando o vício, o medo o susto no coração da mulher

Ópios, edens, analgésicos...



Dor Elegante
Composição: Itamar Assumpção E Paulo Leminsk

Um homem com uma dor
É muito mais elegante
Caminha assim de lado
Com se chegando atrasado
Chegasse mais adiante

Carrega o peso da dor
Como se portasse medalhas
Uma coroa, um milhão de dólares
Ou coisa que os valha

Ópios, edens, analgésicos
Não me toquem nesse dor
Ela é tudo o que me sobra
Sofrer vai ser a minha última obra