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terça-feira, 15 de março de 2011

Das perdições


Fazia tempo que eu não sentia esta paixão doentia. Fazia tempo que eu não me sentia incendiar. Fazia tempo que eu não me permitia, ler nas mais diversas horas do dia, um livro novo querendo acabar, mas não querendo terminar....

É uma sensação sem igual.

Ando assim agora, seguindo um escritor morto, catando-o por aí, buscando-o incessantemente.

Sándor Márai, virou meu novo amor. E, não sei onde vai parar esta paixão, mas já li 3 livros e em cada um mais me encontro, mais me entrego, mais me deixo levar... 

Quero tudo, quero todos, não consigo sossegar...


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Dos livros


Eu tenho tanto livro pra ler que me falta espaço físico para guardá-los e horários livres para me entregar à leitura sem pressa.

Todo mês, leio pelo menos um livro inteiro, queria ler muito mais. Às vezes, engato um autor e não largo dele até ler tudo (ou quase...).

Agora estou assim, apaixonadíssima pelo Sandór Màrai.

Li De Verdade, e não resisti, comprei Divórcio em Buda e As Brasas e tenho certeza, vou devorá-los!

Tem tempo que é assim, um turbilhão dentro da gente. Queria uma cadeira de balanço e um chá fumegante para ler meus livros com todas as pausas e suspiros necessários. Mas, enquanto isto não acontece, eu vou lendo assim, nas brechas dos meus dias, em brasa, corrida e apaixonada por estes escritores que me estremecem o peito.

"Quem poderia fotografar, registrar, tatear o instante em que algo se rompe entre duas pessoas?
Quando aconteceu?
De noite, enquanto dormíamos?
No almoço, enquanto comíamos?
Ou muito, muito tempo atrás, apenas não percebemos?
E continuamos a viver, a falar, a nos beijar
A dormir juntos, a procurar a mão do outro, o olhar do outro,
Como bonecos animados que continuam a se movimentar ruidosamente por um tempo, mesmo estando a mola do seu mecanismo quebrada...
... Nada sabemos.
O que posso fazer agora?
Que refletor devo acender para encontrar nessa escuridão, nessa trama, aquele momento único, aquele milésimo de segundo em que algo cessa entre duas pessoas?"

(Sandór Marái - Divórcio em Buda)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

de verdade,

... para mim, já é Natal...

... comprei hoje meu primeiro presente...



Escrito ao longo de quatro décadas, e na voz de quatro narradores, De verdade — que alguns críticos reputam como a obra máxima do húngaro Sándor Márai — disseca os conflitos do amor e do casamento, além de revelar os bastidores da burguesia decadente da Europa Central entre as duas grandes guerras. Demarcando com agudeza a fronteira intransponível que separa as classes sociais, o romance reabre as cicatrizes de uma capital agonizante, sitiada pelas tropas comunistas.

Numa confeitaria de Budapeste, Ilonka conta a uma amiga a história de seu casamento desfeito, e relembra a inutilidade do esforço para conquistar a alma do ex-marido, encantado desde a juventude por Judit, uma simples criada. Depois, na atmosfera carregada de um café, Péter, o ex-marido de Ilonka, narra a um amigo a mais tarde, na cama de um quarto de hotel em Roma, Judit fala ao novo namorado, músico, sobre a união fracassada com Péter, condenada de início pelo abismo existente entre seu ressentimento indissolúvel e as amarras impostas a seu parceiro, nobre por herança e filiação. Finalmente, em Nova York, o baterista de cabaré, o último confidente de Judit, faz uma crítica áspera da ditadura da sociedade de consumo, responsável pelo fim do sonho americano.

Saiba mais sobre Sándor Márai AQUI