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quarta-feira, 9 de março de 2011

Noites oníricas

Brumas de carnaval


“– É muito dinheiro para uma noite de bebedeira.
– O carnaval não dura uma noite – sentenciou Gauna.”


“Melhor romance argentino de todos os tempos” na opinião do escritor portenho Rodrigo Fresán, O sonho dos heróis (Cosac Naify, 2008) narra noites oníricas de carnaval – momentos envoltos em festas e bebedeiras lideradas por Emilio Gauna, jovem mecânico que decide, durante os três dias de festa, dar cabo do dinheiro que ganhara em uma corrida de cavalos. Ao final do processo, o personagem recolhe reminiscências, uma certeza – a de que “nunca sentira tanta dor de cabeça, nem tanto cansaço” – e o desejo, concretizado três anos mais tarde, de relembrar algo muito importante ocorrido na ocasião, mas que não se lembra ao certo o que foi.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Palmeiras Selvagens


* 1939 The Wild Palms (Brasil: Palmeiras Selvagens)

Faulkner  conta duas histórias distintas, em capítulos alternados: uma passada em 1927, sobre um casal que decide fugir da civilização e viver apenas de seu amor; a outra situa-se em 1937 e mostra como um condenado deixa a penitenciária provisoriamente para tentar salvar duas pessoas presas numa enchente do Rio Mississippi; a conexão entre os dois relatos é sutil. (Fonte: Wikipédia)


Resenha do Cristovão Tezza, muito interessante, AQUI.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Entre o hospício e o cemitério

Lima Barreto.

Tem brasileiro que implica muito em transformar em imortal seus escritores mortos. Eu não sou um deles, com certeza.

Machado de Assis foi meu primeiro namorado de livro. Aquele que li pela primeira vez e me tirou o folêgo (no conto antigo Sem Olhos, do livro Relíquias de Casa Velha). Transformei Machado no meu imortal e tenho certeza que sempre o amarei. Tem gente que me renega por isto, eu não ligo.

Lima Barreto é outro caso. Não escreveu tanto, nem me fascina como Machado, mas eu o respeito e muito. Sempre que posso descobrir algo novo, não me fecho, quero saber mais deste moço mundo.

Acabou de ser lançado Diário do hospício e Cemitério dos Vivos (Cosac Naify, 2010).

Começa que é uma edição primorosa da Cosac Naify, que adoro. E, sabe-se de antemão, que é um diário repleto de contos e memórias que se entrelaçam pra fazer história. Eu não quero perder, espero que você também não...

"Também achei que não poderia fazer uma edição rica, no estilo da Cosac Naify. Vou falar de uma situação dramática, não era adequado fazer um livro nos padrões que geralmente fazemos. Nós buscamos uma linguagem gráfica que pudesse dar conta desse livro [Tanto o prefácio na abertura do volume, como o apêndice com as crônicas ao final são impressos em papel reciclado. O livro em si –Diário do hospício e Cemitério dos vivos  –, em papel branco]" Augusto Massi


quarta-feira, 3 de março de 2010

Cartazes musicais

O designer Kiko Farkas lança do dia 9, terça-feira, Cartazes musicais, em que reúne parte dos 300 cartazes produzidos entre 2003 e 2007 para concertos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP).



“Este pequeno grande livro de Kiko Farkas contém, página a página, todos os ingredientes de um cartaz irresistível: escala, forma, complexidade, padrão, textura, perspicácia, exuberância, linha, cor, minimalismo, tensão, força, lirismo, contenção e surpresa. Muitos dos cartazes são pictóricos e formalistas. Outros são conceituais. Todos são supreendentes em sua diversidade, enquanto a qualidade permance constante”, escreve a designer no texto de apresentação do livro.
 

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