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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Contracorrente


São Paulo quando faz aniversário é uma festa. Já participei de muitas, hoje, me recolho e fico quietinha em casa, esperando o aniversário passar. É que, quem mora em São Paulo sabe, a cidade fica um caos.

Já foi o tempo que São Paulo era a terra da garoa, agora é de temporais (e neste verão os temporais foram arrasadores) ! Já foi o tempo que São Paulo era uma metrópole cinzenta, fria e indolente... hoje ela é repleta de cores, é elétrica, está on-line e conectada 24 horas!

São Paulo é intrépida e é formosa, viu ?

Eu adoro esta cidade. Adoro as comodidades, adoro a cultura que exala de todos os cantos (sem preconceitos ou restrições de zonas distritais) , adoro as comidas (deliciosas e com qualidade de primeiro mundo), adoro a mistura de povos, adoro os bairros (tão distantes que mais parecem outras cidades!), adoro ter tudo na hora que quero, como quero, quando quero. 

São Paulo é assim, não fecha nunca... 


Quando Chove 
(do Livro Contracorrente - Frederico Barbosa)


Em São Paulo, quando chove,
chovem carros. Tudo pára
pontes, viadutos, Marginais. E a água retoma
seu curso original
Anhangabaú, Sumaré, Pacaembu. Ruas onde eram rios,
ex-rios, caminhos de rato, canais.
Rios sobre ruas,
Elevado, Via Dutra, Radial. Em São Paulo, quando chove,
chovem apocalipses
de quintal.


domingo, 15 de agosto de 2010

Vôo Livre


Foto: Gaiola vazia, passarinho voando à toa
detalhe (casa da Tia Neuza / 2010)

Hoje é dia do meu aniversário. Ao acordar, pensei se estaria diferente. Se um dia seria capaz de mudar a minha idade no rosto, na fala, no gestos e movimentos.

Não, nada estava diferente, acordei igual a ontem, igual a todos os dias passados.

Sem relógio para despertar, meu corpo acordou no horário de sempre. A noite anterior foi longa. Ainda me recuperando de uma cirurgia, tive insônia e assisti dois filmes antigos seguidos: A Marca da Pantera (de 1982) com a linda Nastassia Kinski, num remake de 1942 e  o bárbaro Festim Diabólico (de 1948) do Hitchcock. Ao deitar, o marido sonolento, me perguntou se já passava da meia-noite, pois ele queria me dar os parabéns. Passava, mas eu

não quis contar pra ele porque hoje era outro dia...

Acordei com abraço e com muito amor sussurrado no ouvido.

O dia foi mesmo de um ótimo aniversário.

Café da manhã na padaria que mais gostamos (e depois de 12 dias só tomando cházinho, tomar um café com leite bem quentinho, é mesmo um grande presente de aniversário!).

Mamãe que avisou que não vinha (só pra fazer surpresa iguais a de antigamente, quando eu era criança pequenina) e de repente tocou a campainha com rosas na mão e cantando uma canção tão bonita...

Almoço gostoso e dia frio na medida certa pra ficarmos quentinhos...

Muitas ligações de amigos que amo, de parentes queridos, de família que está voltando de viagem (Sassá e Fefê a tia está morrendo de saudades!!!) , de sogra, de Vó Mara (vilha), de tanta gente que eu adoro e com os quais não pude estar hoje, mas estarei em breve, com certeza. Além, é claro das mensagens sem fins e declarações de bem-querer dos meus amigos internéticos que sempre passam por aqui e ficam guardados em mim.

E, tenho certeza que hoje já estou diferente do que era ontem, não pela fala, não pelo rosto, nem nos gestos e movimentos.

Estou diferente sim, porque fazer aniversário não muda a gente da noite para o dia,

    ... muda a gente todo dia, até o próximo aniversário!