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quarta-feira, 7 de outubro de 2009


BRUTAL
Gente vazia pode ser muito perigosa
Brutal como a solidão que sentimos perante o universo.

Texto e Direção: Mário Bortolotto

Elenco: Carolina Manica, Érika Puga, Laerte Mello, Luciana Caruso, Maria Mzanoella, Martha Nowill, Walter "Batata" Figueiredo, Paulo César Peréio (voz off)

De 02 de outubro a 20 de novembro       
sextas-feiras 24hs        
entrada:R$ 30 / meia:R$ 15
Espaço Palapatões - Praça Franklin Roosevelt, 158

sábado, 13 de dezembro de 2008

Pague quanto puder

máscara de teatro de barbecue sob lixa de pedreiro by Sônia Alves Dias
O INSTANTE, O ESCURO

A busca em captar o instante é objeto de cenas que transitam no cotidiano e nos seus possíveis desdobramentos. A concepção do trabalho é resultado de pesquisa da obra de Clarice Lispector e tem como base a metodologia do Teatro Veloz, desenvolvido pela Companhia dos Satyros.

Quando: Sábados, 18h30 (Sessão extra 14/12, 16hs)
Onde: Espaço dos Satyros Dois, pça Roosevelt, 134
Quanto: Pague quanto

Temporada: Até 20 de dezembro

http://satyros.uol.com.br/

domingo, 23 de novembro de 2008

Quadro cênico

Pina Bausch
Quisera eu longas mãos, para com elas criar efeitos hipnóticos. Pina me contou segredos, mas eu era moça muito jovem e achei que não precisava me ater as precisões corporais e a atemporalidade dos movimentos. As colagens visuais, as interações das diversas formas de arte, os elegantes trajes de noite e as maquiagens... Tudo isto estava ao meu alcance, mas eu dizia não, enfaticamente.
Hoje, bem sei por onde esta musa passeia. Em muitas cenas, seus dançarinos apenas caminham, às vezes conversam, às vezes... apenas se miram (me miram) não dizem nada.
Os lentos movimentos cadenciados, os pequenos movimentos perfeitamente planejados, são de uma delicadeza ímpar.
Quando tiver chance, Fale com Ela... é puro deleite.

Redançando a história corporal

Pina Bausch (coreógrafa Alemã)

Escrever [e dançar] é tantas vezes lembrar-se do que nunca existiu. Como conseguirei saber do que nem ao menos sei? assim: como se me lembrasse. Com um esforço de memória, como se eu nunca tivesse nascido. Nunca nasci, nunca vivi: mas eu me lembro, e a lembrança é em carne viva.
Clarice Lispector