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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Let´s Get It On

Esta vai pro marido, pelo qual esperei e sem o qual não vivo.

Let's Get It On (tradução)
Marvin Gaye

Eu realmente tenho tentado, baby
Tentado segurar esses sentimentos por tanto tempo
E se você se sente como eu me sinto, meu bem
Vem cá, venha
E vamos deixar fluir, vamos deixar fluir
O querida, vamos deixar fluir

Somos todos pessoas sensíveis
Com tanto amor para dar entenda-me, meu amor
Já que estamos aqui
Vamos viver
Eu te amo

Não há nada de errado comigo
Em amar você, amor, não, não
E você se dando a mim nunca poderia ser errado
Se o amor for verdadeiro, querida

Você não sabe o quão doce e maravilhosa
A vida pode ser
Estou te pedindo, querida,
Para se soltar comigo

Não vou me preocupar nem forçar nada
Não vou forçar você, querida
então venha, querida
Pare de enrolar

Vamos deixar fluir
Você sabe do que estou falando
Vamos, querida,
Deixe o seu amor sair
Se você acredita no amor,
Vamos deixar fluir

Vamos deixar fluir, querida
Neste minuto, oh, sim
Vamos deixar fluir
Por favor, solte-se

Vamos, vamos, vamos, vamos, querida
Pare de enrolar

Vamos nos soltar
Eu quero me soltar
Você não deve se preocupar se isto está errado
Se o seu espírito te move
Deixe-me curtir você… bom

Deixe o seu amor fluir
Solte-se, vamos, querida

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Motown

Marvin Gaye, Let´s get it on

Domingueiras. Era assim, que chamavam as "baladas" nas quais íamos (eu, minhas amigas e invariavelmente... os irmãos). No final, não tinha muito problema, pois todo mundo era conhecido ou a tal festa era um aniversário de um primo, ou apenas, motivo pra deixar a "vitrola" rolando a noite toda.

Todo mundo era um pouco DJ. NInguém tinha pen-drive, nem carregava músicas em i-pod. A chamada não era por celular, era no boca a boca. No portão de casa, encontrava um , encontrava outro, ia na casa de um, ligava pelo telefone (com fio!) pra outro, comprava fichas pra orelhões laranjas e a festa estava armada.

Cada família tinha sua "máfia" de vinil. De forma, que quando víamos alguém chegar, já sabiamos que tipo de som ia rolar. Mas, a democracia era absoluta "pode tocar, se tiver ruim... pode tirar!" E, tiravam. Ninguém deixava a festa esfriar.

Nesta época, a gente dançava com quem não queria. Porque não era legal, dizer não. Mas, haviam códigos, então eram 7 passos e um olhar nos salvava. Naquela época olhar era tudo. Na pista (geralmente uma garagem ou um grande salão) pelo olhar a gente sabia se a música estava legal ou não. Se a dança iria até o fim ou não. Se alguém precisava ser salva ou não.

Era um tempo bom. Mas, quase todos os tempos passados, são... as memórias são sempre melhores do que a história.

Este Marvin Gaye, é antigo. E, até minha mãe, já assoviou um refrão... Quando o mundo não era tão moderno, a gente gostava de inventar amores. E, passava muito tempo, ouvindo canções como "Let´s get it on" e imaginando se em algum lugar havia alguém olhando o mesmo infinito que nós... Bem, era assim, quando eu adolesci.

Este vinil, já rodou muito. Debaixo de braço, debaixo de chuva, protegido do sol. Já formou casais, já separou namorados, já fez moças bonitas tirarem anéis dos dedos pra guardar segredos.

Se este moço soubesse, como se tornaria eterno por causa de uma (ou algumas! ou quase todas! mas, especialmente por esta) canção... ah, se ele soubesse...